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A Biblioteca da Daniela

A Biblioteca da Daniela

O verão começa hoje. Para muitos, acaba por ser a estação em que leem mais livros. Por isso, não poderia deixar de recomendar alguns!

 

Começo por um livro de terror YA que acabei de ler ontem. You're Not Supposed to Die Tonight, de Kalynn Bayron, tem um estilo de escrita viciante e um enredo com reviravoltas impressionantes. Portanto, uma boa leitura para este verão.

Sinopse:  Charity Curtis tem o emprego de verão dos seus sonhos, desempenhando o papel de “Final Girl" em Camp Mirror Lake. Os visitantes pagam para ficarem assustados neste jogo de terror de contacto total, enquanto Charity e a sua equipa de verão recriam cenas de um clássico filme de terror, Curse of Camp Mirror Lake. Quanto mais realista for o medo, melhor para os negócios.

Mas, no último fim de semana da temporada, os colegas de trabalho de Charity começam a desaparecer. E, quando um deles acaba morto, o papel de Charity como a "Final Girl, de repente, torna-se muito real.

Se Charity e a sua namorada Bezi esperam sobreviver à noite, elas precisarão descobrir do que esse assassino está à procura. Há mais na história de Mirror Lake e o seu passado perigoso do que Charity jamais suspeitou?

 

 

A próxima recomendação é um romance gráfico sobre autodescoberta, amizades e mudanças na dinâmica familiar. Tem ilustrações bonitas e uma história interessante.

Sinopse: Morgan, de quinze anos, tem um segredo: ela mal pode esperar para escapar da pequena ilha perfeita onde mora. Ela está desesperada para terminar a escola e escapar da sua triste mãe divorciada, do seu volátil irmão mais novo e, o pior de tudo, do seu grande grupo de amigos... que não entende Morgan. Porque, na verdade, o maior segredo de Morgan é que ela tem muitos segredos, inclusive aquele sobre querer beijar outras raparigas.

Então, uma noite, Morgan é salva de um afogamento por uma rapariga misteriosa chamada Keltie. Elas tornam-se amigas e, de repente, a vida na ilha não parece mais tão sufocante. Mas Keltie tem alguns segredos próprios e, à medida que as meninas começam a apaixonar-se, tudo o que cada uma delas está a tentar esconder irá vir à tona... esteja Morgan pronta ou não.

 

 

A seguir, temos Guia de uma Rapariga Cubana para o Chá e o Amanhã, de Laura Taylor Namey. É um romance contemporâneo YA sobre o luto, sonhos, amores e desamores e autodescoberta. Além disso, é uma leitura doce por incluir muitas sobremesas e outros pratos deliciosos.

Sinopse: Do sol de Miami até ao aconchego do verão numa pequenina cidade inglesa, este é um romance sobre luto, superação, descoberta do amor e autoconhecimento.

A última coisa que Lila esperava era passar o verão em Inglaterra. Porquê? Ora, porque ela tinha planos muito bem definidos. Vejamos: 1) ficar no lugar que era antes da sua avó, no negócio da família; 2) ir morar com a melhor amiga, depois de se formar; 3) viver feliz para sempre, claro, com o namorado. Mas isso foi antes de tudo desmoronar. Isso foi antes de lhe acontecerem aquelas três péssimas coisas, de seguida. Antes de lhe acontecer o que designa a sua trifeta.

Agora, os pais decidem que ela deve passar três meses com amigos da família em Winchester, para se restabelecer. Mas ali não há sol como em Miami. Ali, só há coisas sensaboronas - da comida ao resto. É um pesadelo. Quer dizer, era, até ela conhecer um certo Orion, que trabalha na loja de chás Maxwell. Orion também tem os seus problemas, mas quer fazer tudo para ajudar Lila a superar os dela: está decidido, ele será o guia de Lila naquele verão. E é então que, rapidamente, a tristonha Inglaterra ganha nova cor. Quando a paixão espreita e o amor começa a invadir-lhe o coração, Lila pondera largar tudo - Miami, o futuro que planeou, as suas raízes - para viver aquele sonho. Porém, a vida dá voltas e voltas até sabermos onde vai desaguar.

 

 

Não poderia deixar de incluir uma antologia de contos que se passam em Nova Iorque, em pleno verão e com um apagão que abala com as vidas das jovens personagens! Estou a falar de Blackout - O Amor Também Brilha no Escuro, de Angie ThomasAshley WoodfolkDhonielle ClaytonNic StoneNicola Yoon e Tiffany D. Jackson.

Sinopse: Estamos em Nova Iorque, em pleno verão, e uma onda de calor deixa a cidade às escuras. Mas enquanto a confusão se instala, outra energia começa a produzir faíscas...

É verão na cidade que nunca dorme. Uma onda de calor invade Nova Iorque, subitamente, e um apagão apanha todos desprevenidos: multidões invadem as ruas, o metro deixa de funcionar e há filas e filas de carros nas estradas. O sol põe-se e a escuridão abraça a cidade. Mas seis jovens casais começam a sentir outra espécie de eletricidade no ar…

Um primeiro encontro. Amigos de longa data. Ex-namorados cheios de ressentimento. Duas raparigas que parecem feitas uma para a outra. Dois rapazes que se escondem por detrás de máscaras. E um namoro onde as dúvidas não param de surgir.

Debaixo de um céu tão escuro quanto as ruas, numa cidade em que todos parecem estar perdidos, há 12 pessoas que se vão encontrar. Os sentimentos iluminam-lhes o caminho, as relações transformam-se, o amor ganha vida e surgem novas possibilidades - até ao maravilhoso culminar daquela noite, numa festa a céu aberto, em Brooklyn.

Envolvente, apaixonante e inesquecível, este romance interliga as histórias de seis casais, numa celebração de amor, esperança e força, pelas mãos de seis das mais aclamadas autoras YA da atualidade.

 

 

 

Também tenho mesmo de vos recomendar um livro que se passa no mar. É uma Fantasia YA inspirada na mitologia coreana e pode ser um bom primeiro passo para leitores pouco habituados ao género fantástico. Estou a falar sobre A Rapariga que Caiu no Mar, de Axie Oh.

Sinopse: Quando uma das mais extraordinárias lendas coreanas é recontada sob uma perspetiva feminina... sigam o fio do destino.

Há muitas gerações que a terra onde Mina nasceu é palco de terríveis tempestades. O Deus do Mar, antigo protetor do lugar, amaldiçoou todos os que nela habitam. Para tentar que a sua ira não seja tão devastadora, todos os anos sacri­ficam uma rapariga, lançando-a para as profundezas da água salgada - chamam-lhes as noivas do Deus do Mar.

Desta vez, todos acreditam que Shim Cheong, a belíssima amada de Joon, irmão de Mina, pode quebrar a maldição. Porém, na noite do sacrifício, Joon segue a mulher que ama, mesmo sabendo que isso pode pôr a sua vida em risco. Mina, disposta a tudo para salvar o irmão, acaba por mergulhar no lugar de Shim.

Viajando até ao Reino dos Espíritos, conduzida por um dragão, Mina vê que o Deus do Mar está preso num sono encantado e que todos - ali e à superfície - correm perigo. É então que a nossa protagonista decide partir numa missão para acordar o Deus do Mar e quebrar a maldição. Mas um humano não pode viver durante muito tempo no Reino dos Espíritos, e os perigos estão apenas a começar…

 

 

 

Para terminar esta onda de livros YA, e querendo incluir um livro com mistérios e segredos nesta lista, temos Ás de Espadas, de Faridah Àbíké-Íyímídé. 

Sinopse: Quando dois alunos da elitista escola privada Niveus, Devon Richards e Chiamaka Adebayo, são selecionados para fazer parte dos delegados de turma, parece que o seu ano está a começar da melhor maneira. Afinal, não só fica ótimo no currículo para a faculdade, como os coloca oficialmente na corrida para orador de final de ano.

Porém, logo após o anúncio ser feito, alguém intitulado Ases começa a enviar mensagens de texto anónimas para revelar segredos sobre os dois que viram as suas vidas de cabeça para baixo e ameaçam os seus futuros cuidadosamente planeados.

O Ases não dá sinais de querer parar, e o que parecia uma brincadeira doentia, rapidamente se transforma num jogo perigoso, com todas as cartas contra eles. Serão Devon e Chiamaka capazes de pará-lo antes que as coisas se tornem incrivelmente mortais?

O primeiro livro de Faridah Àbíké-Íyímídé é da mais pura atualidade: está repleto de camadas, de sexualidade, de homofobia, de racismo institucionalizado, de ódio, de supremacias, porém também de coragem, de amor pelas pessoas, pelas causas. Ás de Espadas é um trunfo no jogo das nossas mentalidades.

 

 

 

Quanto a livros mais adultos, começo por um que inclui a palavra "férias" no título. Além disso, acho que é sempre bom ler livros de Emily Henry no verão. Estou a falar de Pessoas que Conhecemos nas Férias.

Sinopse: POPPY E ALEX. ALEX E POPPY.

Não têm nada em comum.

Ela adora viajar, ele prefere ficar em casa com um livro.

Ela tem um lado selvagem, ele gosta de calças caqui.

Quando se conheceram na faculdade, ele achou-a excêntrica e ela achou-o aborrecido.

Mas uma longa viagem de carro deu origem a uma profunda amizade e à tradição de fazerem férias de verão todos os anos. Amores e amigos vêm e vão, mas Alex e Poppy mantiveram o seu ritual por mais de uma década... até ao dia em que estragaram tudo. Aconteceu há dois anos e, desde então, nunca mais falaram um com o outro.

Aparentemente, Poppy tem tudo o que deseja mas a verdade é que a última vez que se sentiu feliz foi naquela malfadada e última viagem com Alex. Por isso, decide convencê-lo a fazerem mais umas férias juntos. Milagrosamente, ele concorda.

Agora ela tem uma semana para resolver tudo… se, claro, conseguir evitar a incómoda verdade que paira sobre a relação de ambos desde o início…

 

 

Ainda dentro deste estilo romântico e leve, recomendo Odeio Amar-te, de Ali Hazelwood. Ao contrário dos seus outros grandes sucessos, este livro é, na realidade, uma antologia de três novelas. De qualquer forma, têm todos os ingredientes que Ali sabe muito bem combinar nos seus livros, como humor, sensualidade, amor e uma escrita leve e divertida.

Sinose: Ali Hazelwood está de volta com uma entusiasmante coleção de três histórias STEMinistas protagonizadas por engenheiras... e os seus ódios de estimação.

Mara, Sadie e Hannah são, em primeiro lugar, amigas. Mas são também cientistas. Ainda que os seus campos de estudo possam conduzi-las a diferentes lugares, as três concordam com uma verdade universal: quando se trata de amor e ciência, os opostos atraem-se e os rivais deixam-te em chamas...

Debaixo do mesmo teto

Mara, uma engenheira ambiental, vê-se forçada a partilhar uma casa com um colega infernal (um detestável advogado, mas bastante atraente...), e descobre que cientistas nunca deveriam ser obrigados a fazer partilhas que desequilibrem os ecossistemas. Sobretudo se a companhia tem o irritante hábito de mexer na temperatura da casa ou de petiscar comida que não lhe pertence.

Presa a ti

Sadie sabe perfeitamente que as engenheiras civis devem, entre outras coisas, construir pontes. Como uma mulher das STEM, também sabe que as variáveis podem mudar bastante. Quando fica presa durante horas num elevador com um homem que já lhe partiu o coração, talvez se sinta no direito de mandar uma ponte abaixo.

Abaixo de zero

Hannah, uma engenheira aeroespacial da NASA, está ferida e presa numa remota estação científica no Ártico. Mas a única pessoa que parece disponível para ir salvá-la é Ian, o seu rival de sempre, o homem que tentou arruinar-lhe a carreira. Por que razão lhe parece a presença dele tão perigosa quanto a tempestade que se aproxima?

 

 

 

Para muitas pessoas, o verão é aquela altura em que estão com as agendas mais livres e as cabeças mais aliviadas e, por isso, aproveitam para ler livros grandes ou considerados mais complexos. Aproveito, então, para recomendar Os Seis de Atlas, de Olivie Blake.

Sinopse: Segredos. Traição. Sedução.

Bem-vindos à Sociedade de Alexandria.

A cada dez anos, os seis mágicos mais talentosos do mundo são escolhidos para competir por um dos cinco lugares disponíveis na exclusiva Sociedade de Alexandria. A mais importante sociedade secreta do mundo, guardiã do conhecimento perdido das maiores civilizações da antiguidade.

Este ano, a competição é mais feroz do que nunca. Os candidatos são: Libby Rhodes e Nico de Varona, inimigos inseparáveis, físicos, que controlam a matéria com a sua mente. Reina Mori, uma naturalista que consegue intuir os segredos da própria vida. Parisa Kamali, uma telepata capaz de atravessar as profundezas do subconsciente e ver os segredos mais profundos da mente. Callum Nova, herdeiro de um império de meios de comunicação de magia, e um empático capaz de manipular os desejos de uma pessoa. E, Tristan Caine, cujos poderes são um mistério até para ele próprio.

Depois de recrutados pelo misterioso Atlas Blakely, viajam para a sede da Sociedade, em Londres, onde têm um ano para estudar e inovar dentro das várias áreas esotéricas. Os eleitos terão pela frente uma vida de poder, conhecimento, riqueza e prestígio. Mas a que custo?

 

 

 

Termino, assim, a publicação de hoje. Bom verão!

 

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A segunda parte da terceira temporada de Bridgerton chega amanhã. Por isso, decidi fazer uma publicação onde associo vestidos da primeira metade da série a capas de livros que fazem parte da minha lista de livros que gostaria de ler!

 

Primeiro, temos um vestido azul com detalhes cor-de-rosa da Penelope. A esse vestido, associei Flowerheart, de Catherine Bakewell. "A magia de Clara sempre foi selvagem, mas nunca foi perigosa. Um dia, um simples toque faz com que flores venenosas desabrochem no peito do seu pai.

A única maneira de o curar é lançar um feitiço extremamente difícil que requer controlo perfeito. E a única pessoa disposta a ajudar é o seu antigo melhor amigo, Xavier, que passou de uma criança doce e tímida a alguém distante e misterioso.

Xavier pede um preço terrível em troca, sabendo que Clara dará tudo para salvar o pai. Enquanto ela luta para reconciliar o novo Xavier com o rapaz que ela amou, ela descobre quantos segredos ele esconde. E, enquanto ela procura pela verdade, ela encontra a raiz de uma terrível escuridão que se apoderou do reino - uma escuridão que só a magia de Clara é poderosa o suficiente para parar."

 

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A seguir, novamente com a Penelope, temos um vestido de tons esverdeados e azulados. Escolhi, então, Um Namorado Para Levar, Please!, de Sher Lee. "O Dylan não tem uma vida fácil, entre ir às aulas e ajudar a tia no restaurante da família.
O Theo parece ter uma vida de sonho. É rico, giro, encantador e consegue tudo o que quer.
Os seus mundos são tão diferentes como o Sol e a Lua, mas quando se cruzam dá-se um eclipse.
O Theo decide ajudar o Dylan no restaurante e em troca só pede um favor: que ele seja o seu falso namorado e o acompanhe a um casamento.

No mundo de luxo, privilégio e dramas de gente rica, o romance entre os dois é suposto ser a fingir… até se tornar demasiado real.

Uma comédia romântica com um aspirante a chefe de cozinha que descobre que a receita para o amor é mais complicada do que parece e que, no meio de um falso namoro, pode haver sentimentos demasiado reais."

 

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O próximo vestido é da Francesca, branco e com decoração dourada. Fez-me lembrar Twisted Games, de Ana Huang. "Um amor proibido, uma química fora de série!
Magnífica, obstinada e amarrada pelas correntes do poder, a princesa Bridget sonha com a liberdade de viver e amar como quiser. Quando o irmão, o herdeiro, abdica por amor, Bridget é forçada a assumir o trono que nunca ambicionou e enfrentar um casamento sem amor e politicamente conveniente.
Enquanto navega pelos meandros - e traições - do seu novo papel real, tem de esconder o seu desejo por um homem que nunca poderá ter. O guarda-costas. O seu protetor. A sua desgraça.
***
Estoico, taciturno e arrogante, o guarda-costas Rhys Larsen tem duas regras de que não abdica: proteger os seus clientes a todo o custo e não se envolver emocionalmente. Sempre. Nunca se sentiu tentado a quebrá-las… Até a conhecer. Bridget von Ascheberg. Uma princesa teimosa e com um fogo oculto que reduz a cinzas as suas regras. Ela não é nada do que ele esperava e, afinal, é tudo o que ele nunca soube que precisava.
Dia após dia, centímetro a centímetro, ela quebra as defesas de Rhys até que ele não pode mais negar a verdade - jurou protegê-la, mas quer arruiná-la. Levá-la consigo. Ela é sua. A sua princesa. O seu fruto proibido. As suas fantasias mais ousadas.
Inesperado e proibido, o amor que surge pode destruir um reino… e condenar os dois.
Twisted Games é um romance incrível, absolutamente viciante e envolvente."

 

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E voltamos para a Penelope. Desta vez, é o vestido esmeralda, um dos mais emblemáticos da temporada. Associei-o ao livro A Song of Wraiths and Ruin, de Roseanne A. Brown. "Para Malik, o festival Solstasia é uma oportunidade para escapar a sua terra atingida pela guerra e começar uma vida nova com as suas irmãs na cidade deserta próspera de Ziran. Porém, quando um espírito vingativo rapta a sua irmã mais nova, Nadia, como pagamento para entrar na cidade, Malik faz um acordo para matar Karina, a princesa herdeira de Ziran, em troca da liberdade de Nadia.

No entanto, Karina tem as suas próprias aspirações mortais. A sua mãe, a Sultana, foi assassinada. A corte dela ameaça causar um motim e Solstasia é como uma faca no seu pescoço. Atingida pelo luto, Karina decide ressuscitar a mãe através de magia antiga... Adquirindo um coração de um rei. Ela sabe como obter um: deve oferecer a sua mão em casamento ao vencedor da competição de Solstasia."

 

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A Cressida também tem vestidos interessantes esta temporada, como este cor-de-rosa, ao qual associei Finding Junie Kim, de Ellen Oh. "Junie Kim só quer encaixar-se. Por isso, ela mantém a cabeça para baixo e tenta não atrair atenção para ela mesma. Mas quando um graffiti racista aparece na sua escola, Junie deve decidir entre ficar em silêncio ou falar.

Depois, na aula de História, os alunos têm um projeto a realizar e Junie decide entrevistar os seus avós e aprende sobre as suas experiências inacreditáveis enquanto crianças que passaram pela Guerra da Coreia. Junie admira a determinação feroz da avó em superar adversidades impossíveis e a compaixão inabalável do avô durante o tempo da guerra. À medida que o racismo na escola difunde-se mais, Junie usa a força dos seus ancestrais para encontrar a coragem para fazer o que é correto.

Finding Junie Kim lembra-nos que, dentro de nós, há a força de superar dificuldades e para sair triunfante."

 

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O próximo vestido é de Alice Mondrich. Um vestido primaveril verde com flores vermelhas. Escolhi Into the Bright Open, de Cherie Dimaline. "Mary Lennox não pensou na morte até ao dia em que ela bateu educadamente na porta do seu quarto e se convidou para entrar. Quando um terrível acidente a deixa órfã aos quinze anos, Mary é enviada para o deserto da Baía Georgiana para viver com um tio que ela nunca conheceu. A princípio, a menina impassível e calculista acredita que esta nova mansão será igual à que ela deixou em Toronto: fria, isolada e tudo menos alegre, onde os funcionários são tratados como funcionários e nunca como família. Mas, à medida que ela lentamente permite que o seu coração se abra como as primeiras flores da primavera, Mary descobre que este lugar e povo estranhos - a maioria dos quais são indígenas autodenominados 'mestiços' - podem ser o que ela pode finalmente chamar de lar."

 

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O que acharam da Lady Tilley? Eu gostei da sua aura misteriosa, bem como do seu vestido azul escuro. Fez-me lembrar The Dark Place, de Britney S. Lewis. "Hylee Williams, de dezassete anos, não pediu para desaparecer. Mas ela desapareceu,. Além disso, quando desapareceu do nosso mundo, materializou-se numa versão sombria e distorcida da noite que mudou a sua vida para sempre: a noite em que o seu irmão mais velho desapareceu.

Mal Hylee percebe que este momento pode ser a chave para desvendar a verdade sobre o seu irmão, ela é arrancada do lugar escuro de volta ao nosso mundo. Por desejar uma sensação de normalidade, ela vai a uma festa com a sua melhor amiga – onde conhece Eilam Roads. Alto, bonito e inegável e inexplicavelmente familiar, Hylee não consegue evitar a atração que sente por ele. É uma situação clássica de adolescente que conhece rapaz, até que acontece novamente. Ela desaparece, mesmo à frente dele.

Juntos, Hylee e Eilam investigam a verdade sobre o tempo, o espaço e a realidade, com Hylee cada vez mais convencida de que a sua viagem no tempo é a chave para salvar o seu irmão. Mas, quanto mais aprendem, mais Hylee começa a ver a escuridão a espreitar o seu mundo – e a si mesma."

 

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Eu também gostei de alguns vestidos da Philippa, como este verde com flores cor-de-rosa. Associei-o ao That Time I Got Drunk and Saved a Demon, de Kimberly Lemming. "A vida tranquila de Cinnamon,  uma comerciante de especiarias, vira de cabeça para baixo quando ela vai parar a uma missão com um demónio de fogo.

Tudo o que ela queria era viver em paz - talvez arranjar um gato, expandir a fazenda de especiarias da família. Na verdade, qualquer coisa que não envolvesse uma aventura onde um orc pudesse arrancar o seu rosto. Mas dizem que a deusa tem favoritos e, se tiver, Cin claramente não é um deles.

Depois de Cin salvar o demónio Fallon enquanto estava bêbeda de vinho, Fallon revela que tudo o que ele realmente quer fazer é matar uma bruxa malvada que escraviza o seu povo. E quem pode culpá-lo? Mas, agora ele, está a arrastar a Cinnamon consigo, quer ela goste ou não. Pelo lado positivo, pelo menos ele continua a queimar a camisa.…"

 

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E, finalmente, temos o vestido roxo de Prudence, que me fez lembrar Dear Wendy, de Ann Zhao. "Sophie Chi está no seu primeiro ano de faculdade (embora os seus pais desejassem que ela frequentasse uma universidade "de verdade" em vez de uma escola de artes liberais) e há muito aceitou a sua identidade aroace (aromântica e assexual). Ela sabe que nunca se apaixonará, mas gosta de ter uma conta no Instagram onde oferece conselhos sobre relacionamentos aos alunos da sua escola. Ninguém, exceto a sua colega de quarto, pode saber que ela está por trás da conta incrivelmente popular “Dear Wendy”.

Quando Joanna “Jo” Ephron (também uma estudante universitária do primeiro ano) criou a sua conta “Sincerely Wanda”, não era para ficar popular ou ser levada a sério – não como a de Wendy. Mas, agora, pode haver uma espécie de rivalidade com a conta de Wendy? Ops. Como se Jo não tivesse mais que fazer a não ser ter crises existenciais sobre identidade de género, pensar se algum dia será verdadeiramente amada e a possibilidade de os seus poucos amigos encontrarem Aquele e depois esquecê-la!

Enquanto as tensões aumentam online, Sophie e Jo ficam mais próximas na vida real, especialmente quando percebem a sua identidade aroace comum e iniciam uma organização no campus para outros estudantes como elas. Será que a amizade delas sobreviverá se elas descobrirem quem está por trás das contas de Wendy e Wanda?

Explorando identidades a-spec, a vida universitária e muito mais, embora perfeita para fãs de Loveless, de Alice Oseman, esta é, em última análise, uma história de amor sobre duas pessoas que não estão - e não estarão - apaixonadas!"

 

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E é desta forma que termino a publicação de hoje. O que acharam destas combinações?

 

 

 

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Toca a aproveitar o feriado para ver o que já foi publicado este mês!


Primeiro, temos A Palavra que Resta, de Stênio Gardel. "Uma carta guardada durante mais de cinquenta anos - e jamais lida. É essa a relíquia que Raimundo Gaudêncio traz consigo. Homem analfabeto que, na sua juventude, teve um amor secreto brutalmente interrompido, aos setenta e um anos resolve que ainda é tempo de aprender a ler e, talvez, decifrar essa ferida aberta do passado.

Nascido e criado na roça, Raimundo não frequentou a escola, pois cedo precisou de ajudar o pai na lida diária. Mas há muito que foi obrigado a deixar a família e a vida no sertão para trás. Desse tempo, Raimundo guarda apenas a carta que recebeu de Cícero, quando o amor escondido entre os dois foi descoberto. Cícero partiu sem deixar outra pista senão aquela carta que Raimundo não sabe ler - pelo menos até agora.

Com uma narrativa sensível e magnética, Stênio Gardel leva-nos pelo passado de Raimundo, permeado de conflitos familiares e da dor do ocultamento da sua sexualidade, mas também das novas formas de afeto e de vida que estabeleceu depois de ter fugido de casa.

Explorando o poder universal da palavra escrita e da linguagem, e o modo como elas afetam os nossos relacionamentos, A Palavra que Resta é um romance arrebatador sobre repressão, violência e vergonha, mas acima de tudo sobre a coragem de lhes resistir."

Foi lançado pela Dom Quixote a 4 de junho.

 

 

 

No mesmo dia, pela mesma chancela, foi publicado Sou a Jazz, de Jessica Hertel. "Não me importo de ser diferente. Ser diferente é ser especial! Acho que aquilo que realmente importa é como uma pessoa é por dentro. E, por dentro, estou feliz. Estou a divertir-me. Estou muito orgulhosa de mim!"

 

 

 

Também neste dia, a Euforia lançou Feita e Desfeita, de Lyla Sage. "Pela primeira vez na sua vida, Clementine Emmy Ryder não faz ideia do está a fazer. Cumpriu tudo o que havia para cumprir: deixou a sua cidade natal, Meadowlark, Wyoming, foi para a faculdade e fez carreira a fazer o que mais gostava, montar cavalos. Mas depois de um acidente que não a deixa voltar à sela, não tem outra opção senão regressar ao lugar de onde sempre quis fugir.

Luke Brooks é o dono do bar local, um bad boy - o solteiro preferido da cidade. É também o quinto membro não oficial da família Ryder. Como melhor amigo do irmão mais velho de Emmy, Luke passou a maior parte da sua infância a infernizá-la. Há anos que não a vê, mas quando ela entra no bar e regressa à sua vida, é incapaz de lhe tirar os olhos de cima. Sabe que devia ter juízo, mas não consegue parar de pensar nela e em todas as coisas que lhe quer fazer.

Emmy tem a cabeça demasiado ocupada para pensar em romances. E Luke sabe que deve manter-se afastado da irmã mais nova do seu melhor amigo. Mas e se Luke for exatamente o que Emmy precisa para recuperar a sua chama? Será que os dois vão pegar fogo?"

 

 

 

A Planeta, também no dia 4, publicou Cruzar a Meta, de Simone Soltani. "Imperdível. Doce. Picante.
O romance de Fórmula 1 que não podes perder!

A carreira do piloto de F1 Dev Anderson está por um fio. Depois de um escândalo nas redes sociais que deixou a sua equipa furiosa e os patrocinadores a ameaçarem abandoná-lo, Dev precisa de alguém que o ajude a salvar a sua imagem.

Numa festa no Mónaco, encontra a mulher que pode resolver tudo. Só há um pequeno problema: ela é a irmã mais nova do seu melhor amigo. E, okay, talvez haja outro problema - ele beijou-a no ano passado e não consegue parar de pensar nisso desde então.

Willow Williams, recém-licenciada, precisa de um emprego. Tem o talento para ver o lado bom de qualquer situação, mas é difícil manter-se positiva quando está a lutar para tentar arranjar um emprego. Por isso, quando Dev lhe oferece uma solução temporária, ela só pode dizer que sim. Mesmo que isso signifique ignorar a paixão que tem por ele desde a infância.

Willow e Dev estão determinados a manter as coisas estritamente profissionais, independentemente dos sentimentos antigos e da química ardente que existe entre os dois.

Mas no fascinante e arriscado mundo da Fórmula 1, algumas metas são feitas para serem cruzadas..."

 

 

 

A 5 de junho, a Editorial Presença lançou Bem-Vindos à Livraria Hyunam-Dong, de Hwang Bo-Reum. "Esta é uma história sobre aceitação e como os livros podem mesmo salvar as nossas vidas. Perfeita para quem procura um romance acolhedor e comovente.

Há muitas livrarias, mas a Hyunam-dong é muito especial. É a casa de Yeongju, o sonho da sua vida. Desmotivada, ela sentia que os seus dias eram um autêntico vazio e decidiu largar tudo para concretizar um grande e antigo desejo: abrir uma livraria. Pode não ser fácil, porém… à medida que Yeongju põe tudo de si naquele espaço e na forma como acolhe os clientes, descobre verdadeiramente quem é.

E, conforme as pessoas falam com ela e procuram mais e mais a Livraria Hyunam-dong como um lugar para perceber o que realmente conta na vida, a partilha de sentimentos prova que todos podem, afinal, encontrar o seu lugar. Romance que nos faz mergulhar numa sensação profunda de reconhecimento e bem-estar, esta é a história que já mostrou a milhões de pessoas em todo o mundo que os livros podem mesmo tirar-nos de sítios escuros, mudar-nos e curar as nossas feridas - na alma e no coração.

 

 

Ainda neste dia, a Manuscrito publicou As Três Vidas de Luana, de Célia Palma. "Luísa sofre de depressão. Agarrada à tristeza profunda, sempre em conflito com o marido e incapaz de manter uma relação com o filho, os dias passam sem que repare neles. As memórias do passado são a sua principal companhia - sobretudo o caso extraconjugal que manteve com o único homem capaz de a fazer verdadeiramente feliz.

Quando, de forma inesperada, uma cadela bebé surge na vida de Luísa e Francisco, não muda tudo. Mas muda muita coisa: curiosa, traquina e muito brincalhona, Luana vem trazer alegria a um lar onde já praticamente não havia vida. Só que uma tragédia está prestes a acontecer: findada a primeira vida de Luana, virá a segunda, marcada pela angústia e escuridão. na terceira, redenção. Para ela e para todos à sua volta.

Neste romance de estreia que não vai deixar ninguém indiferente, a veterinária Célia Palma conta-nos a história verídica de Luana, uma cadela que tocou a vida de todos os que a conheceram.

O amor puro e altruísta de um animal é a coisa mais poderosa do mundo. Às vezes, capaz até de sarar as feridas mais profundas de uma família."

 

 

 

Depois, temos Onde as Garças Voam, de Elisabete Martins de Oliveira. "Durante toda a vida, Matilde procurou fugir das memórias opressoras da sua infância. Assim que atingiu a maioridade, partiu do Alentejo que a viu crescer rumo a uma Lisboa cheia de oportunidades.

Na capital, já adulta, constrói a vida com que sonhara: tem o seu próprio negócio e vive com o marido e os dois filhos, distante dos traumas de infância. Contudo, uma sucessão violenta de acontecimentos e de decisões tomadas em momentos errados ameaçam destruir a família de Matilde, e a única solução é voltar ao passado.

O regresso à casa dos pais e a dificuldade que estes têm em lidar com a neta com perturbação do espetro do autismo e com um genro que consideram incompetente vão pôr à prova a resiliência da família. O impacto deste reencontro com os pais — e com outras pessoas do passado — vai levantar o véu de memórias dolorosas que Matilde sempre tentou esquecer."

Foi publicado pela Cultura Editora a 6 de junho.

 

 

 

A mesma editora, no mesmo dia, também lançou Um Lobo no Quarto, de Valentina Silva Ferreira. "Leo quis morrer. Preparou o suicídio, mas a figueira da sua infância salvou-a. Decidida a deixar a vila sem destino, leva, na bagagem, as memórias dos seus relacionamentos, de um avô protetor, de uma mãe ausente e de um pai que não ama.

Naquela viagem de autodescoberta e de resgate do amor próprio, os planos são alterados e depara-se com a necessidade de cuidar do pai nos seus últimos dias de vida. E será este regresso ao passado que permitirá a Leo sarar todas as feridas.

Uma história sobre o impacto dos traumas da infância, reencontro, perdão e libertação."

 

 

 

Ainda no dia 6, foi publicado, pela Quetzal, Um Lugar Luminoso para Gente Sombria, de Mariana Enriquez. "Depois do monumental e deslumbrante romance A Nossa Parte da Noite, Mariana Enriquez regressa ao terror - género que maneja com suprema mestria e reinventa a cada novo livro.

São doze magníficas histórias arrepiantes, em que o mal (ou o monstruoso), o macabro, o surreal e o sobrenatural irrompem de realidades quotidianas: entre elas, a da mulher que tenta manter na linha os fantasmas que vagueiam por um bairro periférico de Buenos Aires; a da margem de um rio povoado por pássaros que foram mulheres; ou a dos voluntários que distribuem alimentos num bairro carenciado e são perseguidos por crianças de olhos aterradores; ou ainda a da jornalista que investiga a célebre história da rapariga desaparecida num hotel da Baixa de Los Angeles, e que se depara com outra lenda da cidade.

Os temas exploram o feminino (e o lugar das mulheres na sociedade), a família, e o legado da repressão política que perdura."

 

 

Os restantes livros, a partir daqui, são lançados hoje, dia 10 de junho.

Destaco, primeiro, Promessas Cruéis, de Rebecca Ross, a continuação e a conclusão de Rivais Divinos. É publicado pela Secret Society.

"Roman e Iris arriscam o amor que os une e até a própria vida para pôr fim a uma guerra divina.
Dois corações.
Duas viagens.
Duas escolhas.
Um destino.

A guerra tentou separá-los, mas a magia que os liga supera tudo."

 

 

 

Depois, temos Um Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin. "O primeiro romance do ciclo Terramar. Ged, o maior feiticeiro de Terramar, era, na sua juventude, o imprudente Gavião. Sedento de poder e conhecimento, a sua curiosidade por segredos centenários libertou uma sombra terrível sobre o mundo.

O livro narra a tumultuosa história da sua iniciação, como aprendeu a dominar palavras mágicas, domou um dragão antigo e desafiou a morte para restaurar o equilíbrio que perturbou. O ciclo Terramar é um conjunto de histórias tão apreciadas como As Crónicas de Nárnia ou O Senhor dos Anéis, mas são também histórias diferentes de tudo o que já se escreveu.

Receberam o National Book Award e o Prémio Nebula, entre outras distinções."

É lançado pela Relógio d'Água.

 

 

 

Temos, ainda, Admirável Mundo Verde, de Filipa Fonseca Silva. "Num futuro não muito distante, um grupo de activistas pelo clima radicaliza-se e decide derrubar o sistema. Dotado de uma eficaz máquina de propaganda, que lhe garante o apoio popular, consegue chegar ao poder e impor uma sociedade totalmente verde. Mas a que preço?

Depois do sucesso de E Se Eu Morrer Amanhã? e de O Elevador, nomeados para melhor livro do ano e em adaptação para filme, Filipa Fonseca Silva traz-nos um romance distópico electrizante, que levanta questões incontornáveis, como a emergência climática e a polarização de uma sociedade à deriva."

É lançado pela Suma de Letras.

 

 

 

Em O Meu Homicídio, de Katie Williams, "Lou tem um casamento feliz e é mãe de uma criança adorável. É também a quinta vítima de um assassino em série que tem assolado a cidade. Trazida de volta à vida e devolvida aos braços da família graças a um projeto governamental, Lou sente-se agradecida por essa oportunidade. Mas à medida que se tenta readaptar à rotina, contando para isso com o grupo de apoio criado para as vítimas de Edward Early, o assassino, apercebe-se de que existem ainda perguntas por responder relativamente aos dias que antecederam a sua morte - e também acerca de pessoas que deveriam ser de total confiança.

Assim, de um momento para o outro, deixa de ser suficiente cuidar da filha, amar o marido e manter o emprego de que sempre gostou; agora, é-lhe urgente desvendar as circunstâncias da sua morte. Sombrio e divertido, com um ritmo compassado e carregado de surpresas, O Meu Homicídio é um romance feito para ser lido de uma assentada e uma lufada de ar fresco no thriller clássico."

É publicado pela Topseller.

 

 

 

Em Notas de um Filho da Terra, de James Baldwin, "A matéria-prima desta coleção de ensaios de James Baldwin é a sua própria vida e um momento-chave da formação do escritor: o reconhecimento de que as suas raízes estavam em África e que nenhuma das referências culturais que o rodeavam - Shakespeare, Bach ou Rembrandt - podia oferecer-lhe um espelho onde observar e pensar a sua herança.

Escritos nos anos de 1940 e 1950, estes textos cristalizam uma reflexão sobre a negritude, em pleno alvorecer do movimento dos direitos civis. Protagonizando, ele mesmo, as dramáticas mudanças sociais que eclodiram nessa época, Baldwin investiga as complexas circunstâncias de se ser negro nos Estados Unidos, compondo o retrato de um país em ebulição.

Ativista, homem, negro, homossexual: neste livro, conhecemos o percurso íntimo de uma das raras figuras que abordaram a questão da raça com um olhar dúplice, inteligentemente equilibrado entre a crítica feroz à injustiça e a surpreendente compreensão oferecida aos agressores.

Profético e incrivelmente atual, escrito com notável inteligência e sensibilidade, Notas de um Filho da Terra confirmou o lugar pioneiro de James Baldwin enquanto crítico social e agente de mudança, sendo até hoje um dos seus livros mais aplaudidos."

É lançado pela Alfaguara.

 

 

 

Depois, temos Os Whisperwicks, de Jordan Lees, que é publicado pela Nuvem de Letras. "Benjamiah Creek, de onze anos, acredita na ciência, na lógica e no poder da razão. Definitivamente, ele não acredita em magia. Mas quando recebe um presente misterioso pelo correio - uma boneca que pode transformar-se em pássaro - ele é levado para um mundo impossível (e definitivamente mágico) de Wreathenwold, onde segredos obscuros estão perdidos num vasto labirinto de ruas.

Benjamiah vê-se envolvido numa perigosa missão - liderada pela corajosa e brilhante Elizabella, que está determinada a solucionar o desaparecimento de seu irmão.

Conseguirá Benjamiah encontrar o caminho de volta para casa e descobrir a sua ligação intrigante com este mundo estranho e encantado?"

 

 

 

E quem estava à espera de mais aventuras de Marielle? Em Aventureira Marielle e os Mil Tons de Magia, de Nuna e Lala Berekai, "O quarto da Marielle vai ser pintado da cor que ela escolher, mas a Marielle nunca pensou que fosse tão difícil decidir... Verde? Azul? Amarelo? As cores são todas tão bonitas!

A Cadija, porém, após ouvir alguns comentários, não pensa da mesma forma e quer mudar o tom da sua pele.

Juntas, as duas amigas vão descobrir mil tons de magia e toda a alegria que eles trazem."

É lançado pela Nuvem de Letras.

 

 

 

E, finalmente, temos Erva, de Keum Suk Gendry-Kim. "Erva é uma poderosa novela gráfica que conta a história verídica de Ok-Sun Lee, uma criança sul-coreana que, durante a Segunda Guerra Mundial, foi vendida pela família e explorada como mulher de conforto, o eufemismo utilizado pelos militares japoneses para se referirem às suas escravas sexuais. Até hoje, este continua a ser um dos capítulos mais negros e chocantes da História.

Ok-Sun Lee sobreviveu a décadas de desespero e, no fim da sua longa vida, tornou-se ativista pelos direitos das mulheres, dando a conhecer as suas dolorosas memórias. Com base nos seus relatos, Keum Suk Gendry-Kim ilustra o período que antecedeu a guerra a partir da perspetiva vulnerável de uma criança forçada a enfrentar as mais cruéis adversidades, valendo-se apenas da sua força e determinação para sobreviver.

Com recurso a pinceladas a negro tão delicadas quanto duras, a autora descreve em pormenor a forma desumana como muitas raparigas de famílias humildes viveram a ocupação japonesa e a vida de sofrimento generalizado que herdaram."

É publicado pela Iguana.

 

 

 

E termino, assim, a publicação de hoje. O que acharam das novidades?

 

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Maio não pode acabar sem a segunda parte dos lançamentos deste mês!

 

Primeiro, temos Coração, Cabeça e Estômago, de Camilo Castelo Branco. "Coração, Cabeça e Estômago é um dos romances mais aclamados de Camilo Castelo Branco e uma das suas principais obras que junta a sátira e o humor para fazer um retrato de época e da sociedade literata do país.

Dividida nas três partes que lhe dão o título, o livro segue o percurso de Silvestre à medida que este se vai desapegando do romantismo. Na primeira parte, a do coração, a personagem é dominada pela paixão e pelos episódios românticos que o arrebatam. Na segunda, a da cabeça, prevalece a razão e vemos Silvestre da Silva na sociedade portuense e nos seus meandros políticos. Na terceira e última, a do estômago, a personagem volta ao que é primordial ao Homem e à vida pacata da ruralidade. Mas conseguirá Silvestre encontrar o seu propósito? Poderá Silvestre encontrar nas mulheres que vai conhecendo o seu sentido de vida?

Numa caricatura magistral do modo de vida português contada na terceira pessoa, Camilo faz uma retórica da sensibilidade e do gosto que desconstrói não só o romance, mas toda uma escola."

Foi lançado pela Guerra & Paz a 21 de maio.

 

 

Depois, temos um finalista do Booker Prize Internacional de 2024. Em Os Detalhes, de Ia Genberg, "Uma mulher está de cama com febre. De repente, sente a necessidade premente de reler um romance em particular. Na página de rosto, depara com uma dedicatória: uma mensagem de melhoras de uma ex-namorada. Ao folhear o livro, páginas do seu passado começam a ganhar vida, coisas que ela não consegue esquecer e pessoas que não podem ser esquecidas: Johanna, a ex-namorada da dedicatória, que é agora uma famosa apresentadora de rádio; Niki, a amiga que desapareceu há anos sem deixar um número de telefone ou uma morada ou um rasto na Internet; Alejandro, que aparece como uma tempestade precisamente no momento certo; e Birgitte, uma mulher traumatizada e consumida pela ansiedade, cujo carácter evasivo esconde um segredo doloroso.

Os Detalhes é um romance construído à volta de quatro retratos, revelando os pequenos detalhes que, juntos, compõem uma vida. Quem é o sujeito real do retrato, a pessoa que está a ser pintada ou a pessoa que segura no pincel? Será que nos tornamos plenamente nós próprios através das nossas conexões com os outros? Pode um ente querido desaparecer de facto?

Numa prosa estimulante e provocadora, Ia Genberg levanta estas e outras questões profundas sobre a natureza das relações e a maneira como contamos as nossas histórias. O resultado é um estudo íntimo e esclarecedor sobre o que significa ser humano." 

A Dom Quixote publicou este livro a 21 de maio.

 

 

No mesmo dia, a Gailivro lançou a continuação de Gémeas para uma Só Coroa, de Catherine Doyle e Katherine Webber. A sinopse poderá conter spoilers.

Em Coroas Amaldiçoadas, "As rainhas gémeas Wren e Rose reclamaram as suas coroas, mas nem todos estão satisfeitos por terem bruxas sentadas no trono de Eana.

Rose, a calma e ponderada, parte numa digressão real para manter a paz e conquistar os céticos, mas depressa se vê atraída para o Reino Beijado pelo Sol. Aí descobre segredos sobre aqueles que lhe são mais próximos e a sua lealdade é posta à prova.

Wren, a rebelde, decide partir para as terras geladas de Gevra para resgatar Banba, a sua amada avó. Mas quando ela aceita o mortal pacto mágico do rei Alarik em troca da liberdade da sua prisioneira, o feitiço proibido tem consequências inesperadas...

Uma maldição antiga emerge da escuridão e as irmãs têm de se unir e de unir o reino, pois as suas vidas - e o futuro de Eana - dependem disso.

Quebra o gelo para libertares a maldição, mata uma gémea para salvares a outra…"

 

 

De seguida, temos Tudo o que Acontece Depois da Meia-Noite, de K. L Walther, publicado a 22 de maio pela Editorial Presença. "O jogo está prestes a começar. que jogo? O melhor de todos, o que quebra todas as regras e não cumpre previsões: a paixão.

Faltam apenas duas semanas para terminar as aulas e Lily vai acabar o secundário! Agora, vejam, isso é bom, mas, ao mesmo tempo, ela acha que, se calhar, não se divertiu o suficiente antes de ir para a faculdade… É então que recebe um bilhetinho misterioso convidando-a a participar na partida de final de ano com um tal Jóquer, um finalista que usa pseudónimo. Lily está farta de ser vista como a bem-comportada, e aquela é a melhor oportunidade para sair do secundário em alta!

Jóquer queria permanecer anónimo, mas Lily percebe que ele é nada mais nada menos do que Taggart Swell, o seu ex-namorado, e já está demasiado envolvida para saltar fora. Os sentimentos adormecidos voltam à superfície e Lily acha genial que o alvo da partida seja justamente Daniel, o seu par do baile de finalistas… o jogo está apenas a começar e depois da meia-noite tudo pode acontecer.

Num romance que regressa ao espetacular universo de Taylor Swift, a autora de O Verão em que Quebrámos Todas as Regras dá-nos uma história envolvente sobre a passagem para a idade adulta e o reacender da paixão, mostrando-nos que nos soltarmos e nos permitirmos viver not by the book pode ser o melhor de tudo."

 

 

No mesmo dia, a Manuscrito lançou As Sete Carruagens, de André Fernandes. "«O despertador tocou. Desnecessariamente. René já não dormia. Quem não dorme também não desperta. Não se desperta, a não ser do sono.»

É assim que começa o arrebatador romance de estreia de André Fernandes, um livro poderoso sobre um homem devastado pelos traumas do passado e o fim recente da sua relação amorosa. Encarcerado nas memórias de uma vida - não da que viveu, mas daquela que gostaria de ter vivido -, num dia igual a tantos outros, entra na estação de metro habitual para ir trabalhar. E, de repente, nada volta a ser como antes.

O que faria se fosse obrigado a reviver o mesmo dia vezes sem fim? Durante sete dias, René entra na mesma estação, para tomar consciência de que o dia presente é igual ao anterior. No acaso da vida, porém, quer o destino que acabe por entrar sempre numa carruagem diferente. E todas as viagens têm uma lição a ensinar a René. Até ao derradeiro final.

Uma história emocionante em que cada carruagem revela um segredo diferente para a verdadeira felicidade."

 

 

E já chegou a Portugal o segundo livro de Faridah Àbíké-Íyímídé. Em A Cama Onde Elas se Deitam, "após anos a estudar em casa, Sade Hussein está prestes a começar um novo ano do secundário, desta vez na prestigiada Academia Alfred Nobel. O infortúnio tem sido um companheiro constante ao longo da sua vida, mas nem mesmo Sade contava que a sua nova colega de quarto, Elizabeth, fosse desaparecer logo depois da sua primeira noite. Ou que as pessoas pensassem que ela estivesse envolvida no seu desaparecimento.

Com os rumores a espalharem-se à sua volta, Sade desperta a atenção de um grupo de raparigas conhecidas como a Trindade Profana. Entre ficar a saber mais sobre elas — especialmente sobre Persephone, por quem Sade se sente inexplicavelmente atraída — e recuperar o tempo perdido nas aulas, Sade já tem muito com que se preocupar. Mas os alunos da Alfred Nobel escondem um segredo terrível, um que parece estar relacionado com o desaparecimento de Elizabeth… e o próprio passado de Sade."

A Desrotina lançou este livro a 23 de maio.

 

 

A mesma editora, no mesmo dia, publicou A República do Dragão, a continuação d'A Guerra das Papoilas, de R. F. Kuang. A sinopse pode conter spoilers.

"A raiva. Raiva que transforma a alma num fogo furioso que nunca pode ser extinto. Este é o mundo inteiro de Rin, assombrada pela atrocidade que cometeu para acabar com a guerra, viciada em ópio e escondendo-se das ordens assassinas do seu deus vingativo, a Fénix ardente. a sua única razão de viver é vingar-se da imperatriz traidora que vendeu Nikan aos seus inimigos.

Sem outras opções, Rin junta forças com o poderoso Senhor da Guerra dos Dragões, que tem um plano para conquistar Nikan, destituir a Imperatriz e criar uma nova República. Rin lança-se na sua guerra. Afinal, fazer guerra é tudo o que ela sabe fazer. Mas a Imperatriz é um inimigo mais poderoso do que parece, e as motivações do Senhor da Guerra dos Dragões não são tão democráticas quanto parecem.

Quanto mais Rin aprende, mais ela teme que o seu amor por Nikan a afaste de todos os aliados e a leve a confiar cada vez mais no poder mortal da Fénix. Porque não há nada que ela não sacrifique pelo seu país e pela sua vingança. Por isso, ela lança-se de novo na luta. Porque, afinal, lutar é o que ela faz de melhor.

O segundo volume da saga de fantasia épica num mundo cheio de artes marciais, deuses e magia antiga."

 

 

A seguir, temos A Cidade de Bronze, de Shannon Chakraborty, que foi lançado pela Kathartika a 23 de maio. "Nas ruas do Cairo do século XVIII, Nahri é uma jovem vigarista de talentos incomparáveis. Por meio de leituras de mãos, de exorcismos e de um misterioso dom de cura, faz dos nobres otomanos o seu principal alvo, num esforço para sobreviver. Mas quando um dia, durante um dos seus golpes, evoca acidentalmente Dara, um misterioso guerreiro jinn, acaba por perceber que até os estratagemas mais inteligentes podem ter consequências fatais."

 

 

No mesmo dia, a Bertrand Editora publicou O Primeiro a Cair, de Grace Reilly. "James
O futebol é tudo para mim, vivo este desporto intensamente. Mas, quando aceitam por fim a minha transferência para a Universidade McKee - sim, eu tinha de me afastar das distrações que quase me custaram o futuro na Liga profissional -, sou confrontado com mais uma surpresa: voltar a frequentar a cadeira de Escrita Académica, à qual tinha reprovado, ou perder qualquer hipótese de acabar o curso a tempo e cumprir o meu sonho. E é aí que entra a Bex, ou a Beckett Wood, também ela finalista. Linda e deslumbrante como nunca vi, mas teimosa como tudo, e… exatamente o tipo de rapariga que adoro. Ela é a chave para me ajudar a estudar, mas o preço é fingir que somos namorados. Por mim, tudo bem. Só que eu nunca faço as coisas pela metade…

Bex
Não me envolvo com qualquer um, decididamente não o quero fazer com atletas, e o supergiro e superseguro de si James Callahan não vai ser exceção. Quer que o ajude na cadeira de Escrita Académica, mas eu ando demasiado ocupada para assumir mais uma responsabilidade. Tenho de me colocar em primeiro lugar. Quando o imbecil do meu ex, e seu colega de equipa, teima em não me deixar em paz, percebo que tenho mesmo de o convencer de que segui em frente. E que melhor maneira do que fingir estar com o James, que quer tudo menos uma relação séria? Só que a cada beijo que damos ele puxa-me mais para um lugar que não conheço, que me excita e assusta. Porque é que ele me faz sentir viva como mais ninguém o fez até agora?"

 

 

Ainda neste dia, a Quetzal publicou A Baleia, de Cheon Myeong-Kwan. "Geumbok é uma jovem mulher com um perfume irresistível que, ao viajar através da Coreia, atrai homens de todas as condições sociais. e que, enquanto combate violadores e gangsters de todo o género para conseguir erigir um impressionante império em Pyeongdae, uma pequena aldeia perdida nas montanhas, negligencia a filha, uma criatura gigante e muda.

Narrada através de gerações, A Baleia explora as suas vidas e as de todas as personagens que lhes estão ligadas.

A geração de Cheon Myeong-kwan vive numa sociedade em que a baleia, o símbolo do Grande Espírito desapareceu, e tudo, incluindo a imaginação, encolheu, por forma a caber em vidas em que tudo acontece a grande velocidade.

Este livro evoca o tempo em que se via e apreciava a lentidão majestosa desses animais de grande porte que, perdendo o seu espaço vital, também desaparecem da nossa consciência. Este livro é um pedaço desse outro tempo mítico."

 

 

 

A próxima novidade é Skandar e os Desafios do Caos, o terceiro volume da coleção infantojuvenil da autora A. F. Steadman. "Prepara-te para heróis improváveis, magia elementar, batalhas no céu, segredos antigos e unicórnios ferozes, nesta nova aventura que vai fazer o teu coração disparar."

Foi lançado pela Booksmile a 27 de maio.

 

 

No mesmo dia, a Penguin Clássicos publicou Frankenstein, de Mary Shelley. "Em 1816, durante uma noite de verão invulgarmente tempestuosa, Lord Byron desafia os seus companheiros de férias a compor uma história assustadora. A jovem Mary Shelley, então com dezoito anos, imagina uma monstruosa criatura, fruto da obsessão de um cientista, Victor Frankenstein, em gerar vida a partir da morte. Horrorizado com o resultado da sua experiência, Frankenstein rejeita o monstro que, incapaz de encontrar a simpatia que procura, se decide a destruí-lo e condena ambos - criador e criatura - a uma existência de errância e solidão.

Clássico pioneiro da ficção científica, Frankenstein convoca o fascínio da época pela eletricidade e pelas possibilidades que a ciência representava, oferecendo uma indagação pertinente e muitíssimo atual sobre os limites e as consequências da interferência humana na Natureza."

 

 

Ainda nesse dia, a Relógio d'Água lançou Sistemas em Estado Crítico, de Martha Wells. "Em Sistemas em Estado Crítico, um androide assassino descobre-se a si mesmo, e Martha Wells recorre à sua história para interrogar as raízes da consciência através da inteligência artificial. Num futuro dominado por corporações e viagens espaciais, as missões planetárias têm de ser aprovadas pela empresa, e as equipas são acompanhadas por androides de segurança fornecidos pela mesma. Mas os contratos são atribuídos ao licitante que fica mais barato, e por isso a segurança não pode ser considerada uma preocupação essencial.

Em simultâneo, num planeta distante, uma equipa de cientistas realiza testes num androide fornecido pela empresa, uma UniSegur autoconsciente que pirateou o próprio módulo de controlo e que se refere a si mesma como Assassiborgue. Revelando profundo desprezo pelos humanos, tudo o que realmente quer é estar em paz tempo suficiente para descobrir quem é. Mas quando uma missão vizinha corre mal, cabe aos cientistas e ao seu assassiborgue descobrir a verdade."

 

 

A 28 de maio, a Quinta Essência lançou O Canto da Sereia, de Karina Halle. "A princesa Maren é uma mulher com um segredo. Com apenas 16 anos, vendeu a alma à bruxa do mar Edonia, e trocou a sua vida debaixo de água pelo amor do príncipe Aerik, em terra firme. Só que o destino não lhe sorriu. Ao fim de uma década de abusos e extrema infelicidade causados pelo príncipe cruel, Maren só pensa em fugir e deixar o seu papel real para trás. Mas para isso precisa de encontrar Edonia para reverter o feitiço.

Maren vê a sua oportunidade de fuga quando, numa viagem marítima, ela e o príncipe são feitos reféns por um bando de piratas famosos, liderados pelo temível capitão Ramsay Ossos Battista. Ramsey tem uma reputação temível: não só o seu navio é supostamente assombrado e tripulado por malditos, como também nenhum prisioneiro sobrevive para contar a história. Felizmente para Maren, ela descobre que o capitão também tem contas a ajustar com a bruxa do mar. Se tudo correr bem, Maren pode conseguir recuperar a sua antiga vida, mesmo que isso signifique ficar nas mãos do capitão.

Mas Ramsay subestima Maren, e rapidamente descobre quem (e o quê) Maren é, e que a sua sede de vingança, liberdade e sangue rivaliza com o dele. Entretanto, Maren dá por si a apaixonar-se pela natureza sombria do pirata, mesmo quando descobre que Ramsay tem um segredo mais mortífero do que o seu. No alto mar, nem todos os monstros espreitam sob a superfície da água.

  Da autora bestseller do New York Times, chega uma fantasia gótica inspirada na história de A Pequena Sereia."

 

 

No dia 29, foi publicado, pela Faktoria K de Livros, Somos Animais Poéticos, de Michèle Petit. "Uma reflexão imprescindível sobre a importância da arte e da literatura, da beleza como feito fundamental e da necessidade do inútil em tempos críticos.

A partir de testemunhos e de textos inicialmente escritos para intervenções em jornadas que reuniam professores, bibliotecários, promotores de leitura, entre outros, Michèle Petit analisa aqui o contributo que a literatura (oral e escrita) e a arte em todas as suas formas podem ter hoje em contextos difíceis e que nestes últimos anos não têm parado de se multiplicar, desde guerras, migrações de refugiados, alterações climáticas aos atentados terroristas ou à pandemia de covid-19.

Neste ensaio, pleno de sensibilidade, a autora faz uma apologia à arte nas suas várias formas, ora abordando a superação do trauma através da contemplação do belo, ora exaltando a transmissão cultural em cenários de exílio, ou a linguagem e o canto como meios de conexão com a natureza, as bibliotecas como casas de pensamento e convívio, e ainda a importância da literatura como fomentadora do sonho.

Por diferentes vias, a antropóloga francesa relembra que o utilitário nunca nos basta e que não podemos ser reduzidos a variáveis económicas, nem mesmo aos nossos papéis sociais, pois somos também, e talvez acima de tudo, verdadeiros animais poéticos."

 

 

Finalmente, e no mesmo dia, foi lançado Powerful, de Lauren Roberts. "Pode o amor remendar o que o Poder rasgou?
Deixe-se enredar pela série mais apaixonante do momento.

Adena e Paedyn sempre foram inseparáveis. O destino juntou-as quando eram jovens, e a amizade garantiu que se protegeriam sempre uma à outra e à casa que construíram nos bairros de lata de Loot. Mas agora Paedyn – uma Vulgar - foi selecionada para as Provas da Purga, o que significa uma morte quase certa.

Sozinha em Loot e com receio de perder a sua amiga, Adena apenas pode contar consigo para se defender. Depois de quase ser apanhada a roubar, é salva por Mak, um estranho misterioso com um passado sombrio... E que também tem alguém muito querido a participar nas Provas.

Mak e Adena formarão uma aliança para ajudar os amigos, mas a aventura irá testar as suas lealdades, a sua coragem e o amor que cresce entre eles."

 

 

E termino, assim, a publicação de hoje. O que acharam das novidades?

 

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Maio está a ser um mês cheio de lançamentos muito interessantes. Por isso, a publicação será dividida em duas partes.

 

Em primeiro lugar, temos 99 Dias, de Katie Cotugno, que foi reeditado pela IN a 7 de maio. "Molly Barlow cometeu um terrível erro, e o nome desse erro é Gabe. A seguir, abandonou Star Lake e todas as pessoas que adora para escapar às consequências. Mas não poderá fugir para sempre. Quando regressa, nas férias de verão, dá-se conta de que ainda ninguém esqueceu o que ela fez.

Conseguirá Molly ser perdoada e recuperar tudo o que perdeu?
Serão 99 dias suficientes para corrigir todos os erros e recuperar a sua vida?"

 

 

A próxima novidade é um livro coreano de grande sucesso. Em Amêndoas, de Sohn Won Pyung, "São seis as sílabas da palavra que determinou a vida de Yunjae: alexitimia, a incapacidade de identificar e expressar sentimentos. Nascido com esta condição neurológica, Yunjae não sabe o que é medo, tristeza, raiva ou desejo. Yunjae não tem amigos. Foram duas estruturas em forma de amêndoa, localizadas no seu cérebro, que o condicionaram brutalmente, mas a mãe e a avó são o seu porto seguro. No pequeno apartamento onde vivem, por cima da livraria de títulos em segunda mão da mãe, há papéis coloridos, espalhados pelas divisões, lembrando Yunjae de quando sorrir, agradecer ou se preocupar.

Porém, no dia em que faz 16 anos, na véspera de Natal, um ato de violência atroz destrói tudo o que Yunjae conhece, rouba-lhe o chão, deixa-o completamente sozinho. Enquanto luta para ultrapassar a perda, o adolescente isola-se cada vez mais no silêncio - até à chegada de Gon, o novo e problemático aluno da escola com quem vai criar um surpreendente laço de amizade.

Devagar, Yunjae aproxima-se dos outros - incluindo de uma rapariga -, e algo começa a mudar dentro de si. Há muitas coisas que não compreende, mas quando a vida de Gon corre perigo, Yunjae vê diante de si a oportunidade de se tornar a pessoa que nunca, jamais, imaginaria poder ser.

Esta história é, em resumo, sobre um monstro que encontra outro monstro.

Um dos monstros sou eu."

Foi lançado pela Editorial Presença a 8 de maio.

 

 

No mesmo dia, a mesma editora publicou Os Anos, de Virginia Woolf. "Grande voo sobre as décadas que marcaram o fim da era vitoriana, este é o romance que fez de Virginia Woolf, em 1937, uma das autoras mais vendidas dos dois lados do Atlântico.

Dos arredores de Londres, o coronel Pargiter regressa a casa depois de visitar a amante. Estamos em 1880, a Primavera está incerta, e esperam-no a vasta prole e a mulher, muito doente. São os sete filhos do casal que ganham carne, espírito e vida em pequenos retratos individuais: Eleanor, vinte anos, tem o seu centro moral na ajuda aos pobres; Milly, Delia e Rose são o trio de irmãs mais novas; e o conjunto fica completo com Morris, Martin e Edward, este último em Oxford e que tem na prima Kitty o objecto da sua paixão.

Esmagada pela pressão da guerra, pelas restrições sociais do patriarcado, do capitalismo e do Império, a família sente também a ameaça crescente do fascismo. E, enquanto o pavio de cada ano arde, a teia de relações entre irmãos, família e outros espécimes humanos de uma Inglaterra em transformação dar-nos-á um quadro em que o individual dá lugar ao geracional e, depois, a uma bela, melancólica e, hélas!, esperançosa visão da década de 1930.

Romance sobre o tempo e as formas poliédricas que toma nas nossas vidas, o último livro da autora publicado em vida havia de se tornar um êxito retumbante, transformando-a num dos nomes mais lidos em todo o mundo. TRADUÇÃO de FERNANDA PINTO RODRIGUES".

 

 

Também no dia 8, a Clube do Autor lançou dois livros. Minúscula, de Marta Coelho, foi um deles. "Como é que uma pessoa que enfrenta todos os dias o peso da ansiedade consegue escolher o melhor caminho? Como se encontra no meio das dúvidas e das indecisões? Como se perdoa pelos erros e mentiras em que, irremediavelmente, recai?

Duda tem apenas uma certeza: é mais feliz quando escreve. Há meses que é incapaz de escrever uma única linha e a ansiedade que lhe marca os dias não dá tréguas. O facto de ter o coração partido não ajuda. Sem amor, não escreve. Sem escrever, sente-se minúscula. Desaparecendo dentro de si própria, a ansiedade ganha.

Quando está prestes a desistir, um encontro fortuito proporciona-lhe uma saída. Pedro é um jovem misterioso que esconde um talento enorme para a escrita. O encontro de ambos deixa Duda a sonhar, mas poderá ela vencer no meio de tantas mentiras, dúvidas e hesitações? O destino raramente se engana e o passado de Pedro pode ser a chave para o futuro da jovem.

Quando confrontada com as suas mentiras e a promessa de um livro, Duda terá nas mãos a oportunidade de dar a volta à sua vida. Porque há conquistas que só estão ao alcance de quem se atreve a sonhar e há histórias que só se escrevem quando abrimos a porta à vida.

Um romance revelador sobre o dia a dia de uma pessoa com ansiedade e, simultaneamente, uma história sobre as palavras, os sonhos e o amor. Porque ninguém merece estar sozinho."

 

 

O outro foi Foxglove - A Sedução do Destino, continuação de Belladonna, de Adalyn Grace. A sinopse pode conter spoilers sobre o primeiro livro.

"O Destino quer vingar-se da Morte, seu irmão, por ter ceifado a vida da mulher que ele amava... Agora quer Signa para si, custe o que custar.

Com mistérios e perigos à espreita em cada esquina, Signa tem de decidir em quem confiar enquanto desvenda, com a ajuda da prima, os assassinatos que assombram a família, e participa nos jogos inesperados do Destino - sempre com a sua vida em risco.

Tal como veneno, esta história irá entranhar-se no leitor e contagiar o coração com o seu ambiente sombrio e sedutor. A autora insufla de vida os conceitos de morte e destino, criando personagens simultaneamente imperfeitas e fascinantes. Ousada e cheia de suspense, esta história é tão romântica quanto fatal."

 

 

13 de maio foi um grande dia para o Grupo Penguin. Primeiro, da chancela Secret Society, temos O Herdeiro Roubado, de Holly Black. "Uma rainha em fuga.
Um príncipe relutante.
Uma missão que pode destruí-los.
Aos 17 anos, Oak, o belo e manipulador príncipe herdeiro de Elfhame, é um rapaz em busca das suas próprias batalhas e paixões.
Suren (ou Wren) é a rainha da Corte dos Dentes. Outrora sua prometida, vive refugiada no mundo humano para fugir aos traumas do seu passado.

Os seus caminhos cruzam-se numa missão inesperada e Suren vai precisar de proteger o seu coração dos sentimentos que um dia teve por Oak. Um novo lado de Fairie revela-se entre magia, monstros e vingança, nesta nova série épica de Holly Black.

Regressa ou começa a descobrir Elfhame, um universo maravilhoso, pleno de intrigas, traições e desejos perigosos."

 

 

A seguir, temos Não Me Magoas Mais, de Margarida Fonseca Santos, da chancela Fábula. "Uma iniciativa da Biblioteca Municipal aproxima duas estudantes da mesma escola, que mal se conheciam: a Terezinha, do 9ºA e a Larysa, a aluna ucraniana do 9ºC. Ao surgir a ideia de fazer um jornal escolar digital, juntam-se com mais quatro colegas e lançam mãos à obra. Mas há um problema a afetar Larysa, um namoro violento que ela tem dificuldade em admitir e terminar. É então que Terezinha se lembra de criar um «Espaço para Ouvir o que Tens Sentido», uma caixa de correio em madeira, que recebe mensagens anónimas dos alunos que são publicadas no jornal e respondidas pela psicóloga da escola.

A Larysa ganha coragem aos poucos e a ajuda dos novos amigos vai ser fundamental. Ela vai finalmente iniciar uma nova fase da sua vida, menos pesada e mais feliz."

 

 

Da Topseller, temos Quociente de Felicidade, de Angie Kim. "«Não chamámos logo a polícia.»

Estas são as primeiras palavras de um romance extraordinário sobre uma família cujas vidas se alteram de um dia para o outro quando o pai desaparece.

Mia, uma jovem de 20 anos irreverente e hiperanalítica, tem uma explicação para tudo - e é por isso que, num primeiro momento, não fica preocupada quando o seu pai e o seu irmão Eugene, um rapaz autista e portador da rara síndrome de Angelman que não consegue falar, demoram a regressar de um passeio por um parque próximo de casa. O mais provável será que tenham perdido o telefone. Ou talvez tenham parado para fazer alguma coisa nalgum sítio.

Quando o irmão entra em casa, ensanguentado e sozinho, torna-se claro, todavia, que o pai está desaparecido e que a única testemunha é o próprio Eugene. O que se segue é uma investigação ininterrupta do paradeiro deste pai, mas também um retrato emocionalmente rico e comovente de uma família cujos segredos podem estar no cerne do seu desaparecimento."

 

 

Da mesma chancela, temos mais dois lançamentos, como Não Me Esqueças, de Julie Soto. "Ama Torres adora organizar bodas… dos outros! Os vários casamentos falhados da mãe foram o suficiente para lhe mostrar que não era esse o caminho que ela queria seguir na sua vida amorosa, mas nada lhe dá mais prazer do que proporcionar um verdadeiro dia de sonho aos seus clientes, mesmo que há muito tenha deixado de acreditar no felizes para sempre.

Quando é contratada para organizar a festa de casamento de duas celebridades, Ama não cabe em si de entusiasmo perante aquela que poderá ser a maior oportunidade da sua carreira, só que ainda não sabe que esta oferta vem acompanhada de um grande senão. É que Elliot, com quem ela já não fala desde que terminaram a relação, foi o escolhido para tratar dos arranjos florais.

Ainda magoados devido ao que aconteceu dois anos antes, Ama e Elliot terão de se esforçar para manterem uma postura profissional, esquecendo o sofrimento do passado e ignorando a química que ainda existe entre eles. Mas com as noivas a tentarem juntá-los sem fazerem ideia do seu historial, isso pode tornar-se complicado.

Conseguirão eles entender-se depois de tudo o que aconteceu?"

 

 

A seguir, temos Assistente do Vilão, de Hannah Nicole Maehrer. "Evie Sage precisa de encontrar emprego rapidamente para conseguir continuar a ajudar a família. Por isso, quando um encontro inesperado com o mais infame vilão de Rennedawn resulta numa proposta de trabalho, Evie não hesita em aceitar. É verdade que passa a ter de lidar com os gritos provenientes das masmorras e com as cabeças decapitadas penduradas do teto, mas, para sua surpresa, não se sente assustada. Na verdade, até considera o patrão atraente...

Quando Evie começa a sentir-se confortável no trabalho, a suspeita de que existe um traidor entre os funcionários do castelo vem desestabilizar os seus dias, levando-a a unir esforços com o Vilão para descobrir quem está a tentar sabotar o seu trabalho. Porque se alguém quer destruir o Vilão, Evie fará de tudo para o impedir. Afinal, encontrar um bom emprego não é tarefa fácil…"

 

 

A chancela Suma das Letras lançou, no mesmo dia, Um Incidente Chamado Rachel, de Caroline O'Donoghue. "Rachel é uma estudante de vinte e um anos que trabalha numa livraria quando conhece James, com quem desenvolve uma intensa amizade. James convida, então, Rachel para partilhar um quarto consigo e os dois dão início a uma amizade que mudará o rumo das suas vidas para sempre.

Quando Rachel se apaixona pelo Dr. Fred Byrne, o seu enigmático e casado professor de Inglês, James ajuda-a a conceber um plano com o objetivo de ela o seduzir. Mas, à medida que as vidas de Rachel e James se entrelaçam cada vez mais com as do Dr. Byrne e da sua glamorosa mulher, eles serão confrontados com escolhas impossíveis, as tensões aumentam, e um segredo chocante ameaça tudo o que lhes é querido."

 

 

O último lançamento do dia 13 a destacar é Uma Amizade em Risco, de Elly Swartz, que foi publicado pela Booksmile. "Às vezes queremos saber a verdade e outras vezes fugimos dela!

A Dani e o Eric são os melhores amigos desde o 2.º ano. Ambos adoram dónutes, livros de banda desenhada, jogos de basebol, especialmente os dos RedSox, e acampar.

Agora que estão quase a iniciar o 6.º ano, a Dani descobre que finalmente entrou na equipa de basebol da escola, que só tinha rapazes, e o Eric decide entrar no clube de debate. Mas quando estão a despedir-se do verão, um terrível acidente muda todos os seus planos… e a amizade que os une.

Conseguirão perceber a falta que fazem na vida um do outro? Ou há coisas que não se conseguem mesmo perdoar?"

 

 

A 14 de maio, a Quinta Essência publicou The Breakup Tour - A Canção do Nosso Amor, de Emily Wibberley e Austin Siegemund-Broka. "A cantora Riley Wynn torna-se uma superestrela da noite para o dia graças a um álbum com canções sobre os seus desgostos de amor e um single inesquecível. Quando o seu ex-marido, um famoso ator de Hollywood, se gaba de ter sido a inspiração para assim ter mais seguidores nas redes sociais, Riley fica furiosa e faz o impensável. Regressa à sua cidade natal e vai visitar Max Harcourt, o ex-namorado da universidade, com quem viveu um romance arrebatador, e a verdadeira fonte de inspiração para a canção.

Max não fala com Riley desde que lhe partiu o coração, há mais de dez anos. O jovem preferiu salvar o negócio dos pais a perseguir o sonho de ambos de vingarem no mundo da música. Quando Riley lhe bate à porta e pede que a autorize a revelar ao público que a música é sobre a paixão de ambos, Max concorda, mas com uma condição: ela tem de o levar em digressão para tocar a música deles.

Enquanto atuam por todo o país, a faísca entre Max e Riley reacende-se, mas conseguirão eles ultrapassar as mágoas do passado e dar uma nova oportunidade ao amor?"

 

 

Hoje, dia 16, é publicado, pela Infinito Particular, Oração para Desaparecer, de Socorro Acioli. "Na fronteira entre Portugal e Espanha, ela é desenterrada vida. Tem sotaque brasileiro e um colar de búzios. Só o tempo e o amor explicarão quem ela é.

Uma mulher é puxada da terra, viva, num jardim da localidade de Almofala, na fronteira entre Portugal e Espanha. Os únicos traços da sua origem são o sotaque brasileiro e um colar de búzios, mas quem a recebe parece aguardar-lhe há muito a chegada.

Essa mulher sem identidade ou memória irá reconstruir a vida num lugar desconhecido, e Jorge será o homem que vai encontrar nela uma inesperada paixão. Do outro lado do Atlântico, está Joana, o fantasma de um amor há muitos anos perdido por Miguel.

Quando estas quatro personagens se entrecruzam no tempo em busca de respostas às próprias angústias, revela-se uma trama fantástica de magia, ancestralidade e pertença."

 

 

Também hoje, a Cultura Editora lança Mile High, de Liz Tomforde. "Zanders
O hóquei em Chicago não está completo sem mim — o jogador que toda a gente adora odiar. Conheço o meu papel e desempenho-o bem. Na verdade, gosto muito de passar a maior parte do meu tempo de jogo na caixa de penalidades antes de sair do estádio com uma rapariga diferente no braço todas as noites. Do que não gosto é da nova hospedeira de bordo do avião privado da nossa equipa. Ela trabalha para mim, não o contrário. Mas eu vou lembrá-la disso e posso garantir que, no final da época, ela vai querer deixar o emprego.No entanto, todas as viagens parecem fazer desvanecer as linhas e não consigo perceber se continuo a carregar no botão de chamada da hospedeira de bordo para a pressionar, ou se é mais do que isso.

Stevie
Sou assistente de bordo há anos. Pensava que já tinha visto de tudo, mas quando o meu novo emprego me leva a bordo para trabalhar com a diva mais egoísta e presunçosa da NHL, começo a duvidar de tudo. Incluindo a promessa que fiz a mim mesma de nunca mais me envolver com um atleta... por mais irritantemente tentador que ele possa ser. Evan Zanders não tem filtros, não pede desculpa e é demasiado atraente para o seu próprio bem. Ele adora a sua imagem, mas eu odeio tudo isso.Tudo menos ele."

 

 

Ainda hoje, a Singular publica dois livros, como A Canção do Rio, de Eleanor Shearer. "«É isto a liberdade?», pergunta-se Rachel enquanto corre por uma floresta mergulhada na escuridão. Aterrorizada e exausta, foge da plantação onde passou toda a vida, do trabalho exaustivo e de um patrão brutal. O mesmo que, naquela manhã de 1834, anunciou o fim da escravatura para depois acrescentar que todos teriam de servir como aprendizes durante seis anos ao abrigo da Lei da Emancipação. Um escárnio cruel.
Foi então que algo em Rachel estalou. Porque dentro dela há cinco rostos que o tempo não pôde apagar: os das crianças que lhe foram arrancadas, empurradas para um destino que ignora. Estarão vivas? Serão escravas como ela? Se os encontrasse, reconhecê-la-iam? Encontrar os filhos torna-se a verdadeira liberdade. A viagem é difícil, o caminho longo e perigoso, as informações não são de fiar, tal como as pessoas que lhe oferecem ajuda. No entanto, ela continuará até que as histórias dos filhos – como as águas de um rio – se fundam com a sua, para criar uma história maior, a de uma família. Só então, e pela primeira vez, será livre.
Dos campos de Barbados ao movimentado mercado de Bridgetown, da Guiana Britânica às florestas de Trindade, nestas páginas desenrola-se uma viagem de esperança, um hino à força do sangue e ao amor infinito de uma mãe."

 

 

E o segundo lançamento, que é o último a ser mencionado nesta publicação, é Mel & Pimenta, de Bolu Babalola. "Ele é doce como o mel, ela é picante como a pimenta – e são perfeitos um para o outro
De língua afiada (ainda que, secretamente, de coração mole), Kiki Banjo acaba de cometer um grande erro. Como a especialista em relacionamentos do Brown Sugar, um popular programa de rádio, Kiki tem como missão garantir que as mulheres da Sociedade Afro-Caribenha da Universidade de Whitewell sabem como navegar no caos dos relacionamentos casuais, falsos compromissos e desgostos amorosos. Mas quando beija Malakai Korede, que denunciou publicamente como o exemplo perfeito de um mulherengo desprezível, diante de todos no campus, tudo aquilo que Kiki conquistou parece estar perdido.
Numa derradeira tentativa de salvar as reputações e o futuro de ambos, Kiki e Malakai envolvem-se num relacionamento falso e tornam-se o casal-sensação da universidade. Mas a jovem nunca se apaixonou, e não será um pinga-amor como Malakai a mudar isso, pouco importa quão encantador ele seja. Porém, as sessões de estudo surpreendentemente divertidas e as conversas íntimas tardias em restaurantes cheios de charme forçam Kiki a encarar os seus próprios preconceitos, e não só em relação ao amor. Estará ela finalmente pronta para derrubar os muros que ergueu e deixar o seu coração aventurar-se?
Um romance de estreia gloriosamente engraçado e brilhante, cheio de paixão, humor e sentimento."

 

 

Termino, assim, a publicação de hoje. O que acharam das novidades da primeira metade de maio?

 

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Abril termina hoje. Por isso, vamos ver que livros foram lançados em Portugal este mês!

Em primeiro lugar, temos, Os 99 Namorados de Micah Summers, de Adam Sass. "Depois de 99 rapazes, o n.º 100 tem de ser o tal.

O Micah sonha com um conto de fadas queer perfeito. Ele tem tudo na vida… menos o namorado dos seus sonhos. Sem nunca ter conseguido convidar um rapaz para sair, publica desenhos das suas crushes no seu super popular Instagram.

99 crushes depois, toda a gente está à espera do Rapaz n.º 100. Especialmente o Micah. É então que ele se cruza com o rapaz perfeito no comboio… e o deixa escapar. Com a ajuda dos seus amigos, embarca numa missão digna de um príncipe encantado, disposto a tudo para encontrar o Rapaz 100. Mas, os melhores contos de fadas escondem incríveis plot twists."

A Secret Society lançou este livro a 1 de abril.

 

 

No mesmo dia, a Alfaguara publicou Annie John, de Jamaica Kincaid. "Declinando um tema universal — a perda da infância —, este romance de Jamaica Kincaid conta a assombrosa história de Annie, uma protagonista de inesquecível rebeldia que fez nascer uma voz literária incontornável.

Filha única adorada, Annie vive uma infância idílica numa ilha paradisíaca do Caribe. O centro do seu pequeno mundo é a mãe, presença poderosa e benigna, de quem é inseparável. Mas, como em todos os paraísos, há uma serpente à espreita em algum recanto. Quando faz doze anos, tudo muda: começa a questionar o seu pequeno universo insular; revolta-se na escola; estabelece intensas amizades com outras raparigas; e a relação simbiótica com a mãe, até então seu porto seguro, transfigura-se em tensão e rivalidade.

O desvio na rota prossegue, de formas misteriosas até para a própria Annie: resiste ao casamento como destino inevitável; teme o futuro na ilha; cai sem remédio na melancolia do espírito. Quando chegam ao fim os anos de escola, Annie decide abandonar a ilha e a família. Nesta viagem sem retorno, leva consigo o luto pelo amor da mãe, o luto pela própria inocência.

Com notável mestria literária, Jamaica Kincaid exibe neste romance a sua voz encantatória e pungente, irónica e inconformista. Annie John é uma narrativa universalmente familiar, que desata o nó dos complexos laços maternos e abre caminho a todas as descobertas".

 

 

A seguir, temos Love, de Toni Morrison. "Invenção humana, de natureza caleidoscópica e etérea, que ousamos definir, o amor encontra um dos seus mais fiéis e surpreendentes retratos neste romance.

May, Christine, Heed, Junior, Vida - e a própria L - são mulheres obcecadas por Bill Cosey. Desejam-no como pai, marido, amante, protetor e amigo. Mas que caminhos sinuosos pode tomar o sentimento de obsessão quando se atravessa no do amor?

Visão ousada de uma genial contadora de histórias sobre a natureza do amor - o desejo com vida própria, o sublime sentimento de posse, o deslumbramento incontrolável, o erotismo latejante -, este é um dos mais importantes romances da autora de Beloved, povoado por personagens poderosas e movido por acontecimentos dramáticos.

É uma história sobre três gerações de mulheres, luta de classes e preconceito racial; é uma história sobre a marca indelével do primeiro amor. É, no fim de contas, um livro sobre como o passado continua sempre, mesmo à nossa revelia, vivo, tão vivo, a pulsar dentro de nós."

A Editorial Presença lançou o livro a 3 de abril.

 

 

 

Já no dia 9, a Editorial Caminho publicou Cartas para a Minha Avó, de Djamila Ribeiro. "Enquanto escrevia essas cartas para você, meu irmão Denis, o mais velho, me enviou uma foto sua, vó.
Você estava toda altiva, usando roupas brancas e com um turbante na cabeça. Fiquei observando cada detalhe da imagem, me demorei imaginando quais histórias havia por trás das rugas em seu rosto, quantas vidas tinham sido afetadas por aquelas mãos calejadas que curavam cobreiros e davam esperança aos que foram benzidos. Mas nada me chamou mais atenção do que seus olhos. Um olhar penetrante, forte e, de novo, altivo. Minha mãe carregava o mesmo olhar, apesar de ele ter sido encurvado pelo tempo.
Às vezes ela falava só com olhares, e eu aprendi a decifrar cada um deles: «Saia daqui», «Fique quieta», «Não se meta, é conversa de adulto», «Quando seu pai for trabalhar, você vai se ver comigo»."

 

 

No dia 11, a Cultura Editora lançou Não Sinto Nada, de Liv Strömquist. "Será que controlamos a amar?

Com irresistível sentido de humor e audaciosa inteligência, a autora sueca Liv Strönquist, uma das mais relevantes artistas da atualidade, examina as engrenagens do amor e sua respetiva evolução histórica. como é que o amor se tornou algo que acreditamos poder entender racionalmente?

Strömquist apresenta-nos a traição de Sócrates a Alcibíades, o abandono de Ariadne por Teseu e outros fascinantes episódios clássicos, reenquadrando o pensamento dos grandes filósofos e artistas de outrora nos nossos hábitos e significados modernos.

Preferimas ser amados ou amar?"

 

 

E o grande lançamento deste mês foi Rivais Divinos, de Rebecca Ross. "Nenhum deus ou guerra pode meter-se entre eles.

Após séculos adormecidos, os deuses estão em guerra novamente… Mas tudo aquilo que Iris quer é manter a sua família unida e em segurança. Com o seu irmão desaparecido na frente de batalha e a sua mãe a sofrer de uma terrível adição, Iris precisa de conseguir ser promovida no jornal onde trabalha.

Para lidar com as suas preocupações, escreve cartas ao seu irmão que, misteriosamente, vão parar às mãos de Roman: o seu insensível e fascinante rival na redação.

À medida que trocam cartas anónimas, uma inesperada ligação mágica forma-se entre os dois, arrastando-os até ao centro de uma batalha épica em nome da vida, do amor e do futuro da humanidade.

Esperança, desilusão e o incomparável poder do amor num romance enemies to lovers, passado num cenário fantástico e completamente inesquecível."

Foi publicado pela Secret Society a 15 de abril.

 

 

Depois, temos A Corrente, de Filipa Amorim. "Gabriela, Alexandre, Mariana e Daniel são amigos desde o berço, elos de uma corrente que se diria inquebrável. Porém, aquilo que ainda os mantém unidos, ao fim de tantos anos, é a amizade que têm por Francisco.

Até que, no início daquele que se adivinhava o melhor verão das suas vidas, Francisco desaparece sem deixar rasto. Sem saberem lidar com a perda e o choque, os quatro começam a afastar-se. Mariana, Alexandre e Gabriela deixam Santa Cruz, a terra onde cresceram, e onde o fantasma de Francisco permanece. Daniel é o único que fica para trás, a ansiar pelo dia em que os amigos consigam suportar a dor do regresso.

Só que este é antecipado, após nove anos, pela descoberta do cadáver de Francisco numa cova que se julgava livre no cemitério de Santa Cruz. A investigação do seu homicídio, que também motiva a vinda dos inspetores César Delgado e Rodrigo Gonçalves para Santa Cruz, traz à tona a mágoa e as mentiras que os quatro amigos partilharam e tentaram a grande custo manter enterradas ao longo dos anos, revelando que a amizade que os une já não é a fachada perfeita que um dia foi. Mas aquilo de que nenhum desistirá é de descobrir quem matou Francisco e quem lhes roubou o futuro risonho que poderiam ter tido ao seu lado.

Filipa Amorim constrói uma história carregada de dor, amizade, amor e perda, sem deixar de lado os ingredientes de um bom policial: o mistério, a dúvida constante e a busca pela verdade."

Foi publicado pela Suma de Letras a 15 de abril.

 

 

No mesmo dia, a Elsinore lançou Teoria das Catástrofes Elementares, de Rita Canas Mendes. "Ensina-nos a teoria matemática que todo o acontecimento súbito e avassalador, a que chamamos catástrofe, não é mais do que o produto de incontáveis pequenas transformações passadas, e que todas as formas e seres, que julgamos fixos e permanentes no tempo, estão sujeitos a imprevisíveis variações futuras. De igual modo, neste seu romance de estreia, Rita Canas Mendes, com o olhar móvel da infância e da adolescência, percorre com humor e ironia os episódios, tristes, cómicos, trágicos e quotidianos, que constituem as vivências das várias gerações de uma família.

Decorrido entre Lisboa e Cascais nas décadas de 1990 e 2000, com incursões pontuais pela Guerra Colonial, o norte de Portugal e a Euro Disney, Teoria das Catástrofes Elementares é um romance em estilhaços, um vitral de memórias, traumas e identidades que revisita a história recente do país, confirmando a autora como uma das vozes mais promissoras da nova literatura portuguesa."

 

 

O último lançamento deste dia foi Amor, de Filipa Beleza, pela Iguana. "O amor é lindo e não conhece fronteiras. Seja amor romântico, amor familiar, amor pela cadela da nossa falecida avó que, por sorte ou azar, nos calhou em herança. O amor é universal e imprescindível.

Em seis histórias coloridas em formato de banda desenhada, a autora explora vários tipos de amor que nos levam num carrossel de emoções - como o amor deve ser - deixando-nos, por vezes, de coração partido. Mas já se sabe que não há maior desgosto do que o desgosto de amor."

 

 

No dia 16, a Edições Asa publicou À Noite, na Biblioteca, de Annie Crown. "É sexta-feira à noite e, como sempre, Kendall Holiday prefere a calma da biblioteca da faculdade à loucura das festas e bebedeiras que os seus colegas parecem adorar. Para Kendall, fazer um turno na biblioteca enquanto lê romances picantes é uma maneira muito mais agradável de passar o tempo. Gosta de estar sozinha, por isso tenta convencer-se de que não se está a esconder do mundo quando se perde nas páginas de histórias de amor fictícias.

Mas tudo muda quando Vincent Knight, capitão da equipa de basquetebol, aparece com o pulso magoado, de mau humor e a precisar urgentemente de recomendações de poesia para uma aula que detesta. Vincent é alto, atlético, inteligente e desafia Kendall como ninguém. De repente, ela dá por si a mergulhar de cabeça no seu próprio romance - mas a vida real não é tão simples como a dos livros. Kendall tem de decidir se está disposta a largar a ficção e a arriscar tudo pela possibilidade de um (verdadeiro) final feliz."

 

 

No mesmo dia, a Quinta Essência publicou A Dama do Destino, de Chloe Gong. "Xangai, 1931. Dois espiões fazem passar-se por um casal para investigar uma série de assassinatos brutais que assolam a cidade. Mas que segredos escondem?

Há quatro anos, Rosalind Lang sobreviveu por milagre, mas a estranha experiência que a trouxe de volta à vida também a impede de dormir e envelhecer. Além disso, consegue curar-se de qualquer ferida: em suma, Rosalind é imortal. Agora, desesperada por redenção do seu passado traidor, usa as suas capacidades como assassina ao serviço do seu país.
Nome de código: Destino

Mas quando o Exército Imperial Japonês inicia a marcha de Invasão e ataques terroristas abalam a cidade, a sua missão altera-se. Uma série de assassinatos está a causar o pânico em Xangai. As novas ordens de Rosalind são para se infiltrar nas fileiras inimigas e encontrar os culpados antes de haver mais mortes.

É uma corrida contra o tempo, e a melhor maneira de o conseguir é fingir ser a mulher de um outro espião nacionalista, Orion Hong. Apesar de Rosalind desprezar a atitude arrogante e de playboy de Orion, está disposta a trabalhar com ele em nome do bem maior. Mas Orion tem planos próprios e Rosalind não quer revelar os seus segredos. Juntos, tentam desvendar a conspiração, mas depressa descobrem que este mistério tem camadas mais profundas e terríveis do que alguma vez imaginaram.

Que o jogo comece."

 

 

A próxima novidade é de Rita da Nova. Em Quando os Rios se Cruzam, "Para Leonor, ir de Erasmus significava começar de novo - aqueles meses em Turim seriam o balão de oxigénio de que tanto precisava para se afastar da mãe controladora, talvez até libertar-se da pessoa reservada e observadora que tinha aprendido a ser em casa. Onde ninguém a conhecesse, poderia ser quem quisesse.

Na cidade italiana, ela descobre partes de si que ignorava existirem, muitas delas novas e entusiasmantes. Mas há um outro lado de si que se revela, uma parte que a envergonha e amedronta - atitudes em que não se reconhece e cujas consequências vão ficar consigo para sempre.

Dez anos depois, mais uma vez a adiar o reencontro com o passado, Leonor dá por si a revelar a uma estranha tudo o que aconteceu naqueles meses - e de que forma o fogo, até então tão inofensivo, acabou por lhe deixar marcas eternas.

Depois de um romance de estreia que se tornou um sucesso imediato, Rita da Nova está de volta com uma personagem complexa em busca de si própria, que procura conciliar as suas várias versões. Afinal, somos mais nós quando estamos junto das pessoas que nos conhecem ou quando estamos longe de tudo e podemos ser quem quisermos?"

Foi lançado pela Manuscrito a 17 de abril.

 

 

No mesmo dia, a Editorial Presença publicou Um Veneno Doce e Sombrio, de Judy I. Lin. "A jornada de Ning ainda não acabou. Ela terá de lutar para salvar o reino de Dàxi.
A conclusão da série YA mais mágica do ano.

Entre o sono e a vigília, Ning tem a cabeça e o espírito tomados pelos acontecimentos do passado recente, tantos e tão difíceis: a morte da mãe, o envenenamento da irmã, a viagem até à capital, a competição. Depois, a sentença de morte, a descoberta do enigmático veneno, a cura de Shu, o ataque da serpente.

Agora, com a ascensão do Príncipe Banido ao trono do dragão, a temida maldição que ameaçava o reino de Dàxi concretizou-se. E, com o exílio da princesa Zhen, a preocupação causada pelos chás envenenados que devastaram o reino aumenta de dia para dia.

Banida, Zhen só pode contar com Ning, Shu e Ruyi na sua busca por aliados no continente. Porém, a Serpente de Ouro continua a invadir os pesadelos de Ning com visões de guerra e sangue. Agora que um mal ainda mais antigo despertou, os conflitos entre os homens são insignificantes, e talvez nem toda a magia do reino possa impedi-lo de consumir o mundo."

 

 

 

A Desrotina, a 18 de abril, publicou Café das Lendas, de Travis Baldree. "Uma fantasia aconchegante sobre uma antiga guerreira que decide começar uma nova vida e... abrir um café.

Exausta de passar décadas em batalhas sangrentas, Viv, um ogre, decide que está na altura de mudar de vida. Por isso, crava a sua espada no crânio do inimigo e parte em direção a um novo destino que lhe traga alegria. Uma lenda esquecida, um artefacto mítico e uma dose de esperança levam-na às ruas de Thune, onde pretende abrir o primeiro café da cidade, e servir uma bebida que nenhum dos cidadãos alguma vez provou.

Porém, os seus sonhos de uma nova vida são muito incertos, sobretudo quando se tem um passado complicado e velhos inimigos dispostos a interferir no seu futuro. Para construir algo que resista ao tempo, Viv terá de se rodear de um grupo maravilhoso de criaturas que não só a ajudarão a cuidar do seu estabelecimento, como também lhe ensinarão muito sobre amizade e como resolver problemas sem ser com a espada.

Viv vai descobrir que as criaturas que encontra na sua jornada - unidas por doces deliciosos ou uma bebida quente - podem tornar-se a sua verdadeira família. E talvez uma delas até conquiste o seu coração.

Esta história é uma chávena quente de fantasia com uma pitada de romance."

 

 

No dia 25, a Minotauro lançou Os Frágeis Fios do Poder, de V. E. Schwab. "Abre-se uma nova porta…
Outrora existiram quatro mundos encaixados como as páginas de um livro, cada um deles dotado de um poder fantástico e ligados por uma única cidade: Londres.
Depois de uma tentativa desesperada para prevenir a corrupção e o colapso, restam apenas três (a Londres cinzenta, a Londres vermelha e a Londres branca).
Avizinha-se um novo confronto devido às descobertas de três mágicos notáveis.

Será este o princípio do fim?"

 

 

Já o dia 29 ficou marcado por uns quantos lançamentos do grupo Penguin. Primeiro, destaco Dezanove Degraus, de Millie Bobby Brown, uma novidade da chancela Suma de Letras. "ondres, 1942. Com os conflitos da Segunda Guerra Mundial a decorrerem intensamente na Europa, a capital inglesa vive sob a constante ameaçade bombardeamentos aéreos dos nazis. Ainda assim, numa região do East End londrino, sempre que sai ilesa do abrigo subterrâneo com a sua estimada família, Nellie Morris, de dezoito anos, considera-se uma jovem afortunada.

Após três anos de guerra, Nellie sente-se grata por manter certos vestígios de normalidade na sua vida: a família, o emprego como assistente da presidente da câmara e as noites no pub com os seus amigos. Mas ela ambiciona muito mais do que viver num pequeno bairro londrino, o que parece poder tornar-se real quando conhece Ray Fleming, um aviador norte-americano destacado para uma base nas proximidades.

Porém, quando Nellie decide abraçar uma nova e empolgante vida com Ray, um terrível acidente ocorre durante um ataque aéreo noturno, fazendo ruir o seu mundo. Nellie terá de lidar com as trágicas consequências do acidente, mas nada a impedirá de descobrir a verdade por detrás do sucedido.

E, quando parece não haver réstia de esperança, Nellie descobre que, contra todas as probabilidades, o amor e a felicidade podem triunfar."

 

 

A seguir, a Topseller publicou Com o Foco em Ti, de Jessica Joyce. "Depois da morte da avó, Noelle encontra fotografias antigas daquela que era a sua grande amiga e confidente com um rapaz que ela não reconhece. Decidida a investigar aquela aparente ligação amorosa de que nunca ouvira falar, faz uma publicação no TikTok que se torna viral… e não tarda a receber respostas.

É assim que consegue encontrar Paul, o misterioso antigo amor da sua avó, que se oferece não só para partilhar com ela as suas memórias, mas também para a acompanhar na viagem de carro que em tempos fora planeada como lua de mel. Para Noelle, esta será uma oportunidade perfeita para estabelecer uma última ligação com a memória da avó e fazer o seu luto. Para Paul, uma emotiva viagem ao passado.

Mas Noelle e Paul não serão os únicos a embarcar nesta aventura. Theo, neto de Paul e grande rival de Noelle desde os tempos da escola secundária, também decide juntar-se a eles, tornando toda a experiência muito mais tensa.

Serão eles capazes de sobreviver a este convívio forçado de duas semanas?"

 

 

Ainda neste dia, da Companhia das Letras, temos Estela sem Deus, de Jeferson Tenório. "«Tranquei a porta e me olhei no espelho. Chorei mais um pouco e me perguntei por que eu era tão feia; por que meu cabelo era daquele jeito; por que eu era preta. E juro que, se pudesse, teria quebrado aquele espelho, teria sido violenta com aquela imagem que eu detestava, mas, em vez disso, preferi apenas morder meu lábio inferior até que ele sangrasse um pouco. […] Engoli o choro e a dor. Decidi que era assim que eu iria lidar com o sofrimento dali para a frente — não se empurra nenhuma mágoa para debaixo do tapete.» Esta é a história de Estela, menina de família pobre e fragmentada — o pai está longe e a mãe trabalha de sol a sol para sustentar a família.

A morte da avó, primeira perda entre muitas, traz à memória de Estela as lágrimas que derramou por um ovo caído de um ninho, pelo passarinho que não chegou a nascer. Percebeu então que o que queria da vida era ser filósofa. A vida de Estela decorre num quotidiano de violência, privação e desamparo, o quotidiano de todos os que não nascem privilegiados num país de enormes assimetrias. Contudo, com o espírito indómito de uma aprendiz de filósofa, não desiste de questionar o mundo e sonhar o caminho para a própria liberdade.

Tal como no inquietante O avesso da pele — romance vencedor do Prémio Jabuti e finalista dos Prémios Oceanos e São Paulo de Literatura —, Jeferson Tenório revela, em Estela sem Deus, a força de uma escrita de urgência, de compromisso e de beleza intemporal."

 

 

O último lançamento deste dia que destaco é Um Plano Secreto Brilhante, de Benjamin Dean, da Booksmile. "A família da Bea está feliz. Quando visitam juntos a Marcha do Orgulho em Londres e têm um incrível dia de festa, a Bea não cabe em si de contente.

Mas um ano depois, uma nuvem cinzenta paira sobre a família. O pai faleceu e, sem ele, não têm outra opção senão fazer as malas e mudar-se para o campo para irem viver com a avó. A irmã mais velha da Bea, a Riley, aceita muito mal a notícia, mas a Bea fará tudo para a animar.

E, assim, com a ajuda de novos amigos, é criado o Plano Secreto Brilhante, o plano da Bea para trazer o Orgulho à vila da avó e um sorriso de volta ao rosto da irmã. Só há um pequeno problema: a presidente da câmara da vila. Uma velha retrógrada e rabugenta que tem como missão estragar tudo. Mas será que consegue?"

 

 

Para hoje, dia 30, temos Profundo como o Céu, Vermelho como o Mar, de Rita Chang-Eppig, que foi publicado pela Edições Asa. "Quando Shek Yeung vê um marinheiro português matar o seu marido, um pirata temido e poderoso, ela sabe que tem de agir rapidamente ou morrerá. Sem tempo para o luto, propõe uma aliança ao novo chefe: em troca de um filho herdeiro, é-lhe poupada a vida e permitido manter o poder sobre metade da frota.

Mas as marés trazem novas e terríveis ameaças. O imperador chinês encarregou um nobre brutal de eliminar a pirataria dos mares do sul da China; e os europeus, cansados de perderem navios, homens e dinheiro para os piratas de Shek Yeung, têm novos planos para a região.

Yeung é ambiciosa, implacável e fará tudo para sobreviver e vencer, mas também se sente esgotada pelos traumas e as limitações que enfrenta enquanto mulher. À medida que vai desbravando o caminho da maternidade e as sucessivas crises de liderança, surge a questão: quanto tempo mais está disposta a lutar? Pois o que está em risco agora é a sua nova família e a sua própria vida.

Um retrato imperdível da mulher cujo nome figura entre os dos piratas mais famosos e triunfantes da História."

 

 

E, finalmente, um outro grande lançamento de abril, que é Uma Boa História, de Emily Henry, pela Quinta Essência. "Daphne precisa de ter tudo planeado ao minuto. Milles é caótico e extrovertido. Eles mal se conheciam até serem trocados pelos ex. E agora têm um plano para se vingar.

Daphne sempre adorou a forma como o noivo, Peter, contava a história de ambos. Como se conheceram (num dia perfeito), se apaixonaram (por causa de um chapéu voador) e voltaram para a cidade natal dele, à beira do lago, para começar uma vida juntos. Ele era realmente bom a contá-la... até ao momento em que a trocou, na despedida de solteiro, pela melhor amiga de infância, Petra.

Agora Daphne tem de aprender a reescrever a sua história: sozinha, na pequena cidade de Waning Bay, Michigan, sem amigos ou família, mas com um emprego de sonho como bibliotecária infantil (que mal dá para pagar as contas) e sem sítio para viver. A solução? Ser companheira de casa da única pessoa que compreende aquilo por que está a passar: Miles Nowak, o ex-namorado de Petra.

Só que o impulsivo Miles, que adora ouvir canções de amor de partir o coração, é o oposto de Daphne, sempre tão pragmática. Não é a combinação perfeita, até que uma noite, enquanto afogam as mágoas em tequilas, traçam um plano. E se isso envolver publicar fotos enganadoras a fingir que são um casal, quem os pode culpar?

Mas, claro, é tudo a fingir, porque quem se atreveria a começar de novo com alguém que tem o coração tão partido como o seu?"

 

 

E termino, desta forma, a publicação de hoje. O que acharam das novidades deste mês?

 

 

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Hei de voltar às opiniões literárias individuais, mas não para já. Até lá, publicarei opiniões consoante os meses em que os livros foram livros. Também não irei dedicar-me a leituras de anos anteriores, o que significa que as próximas opiniões serão sobre livros lidos este ano.

 

A primeira leitura de 2024 foi Book Love, de Debbie Tung. É um livro que reúne pequenas bandas desenhadas inspiradas em hábitos de leitores. Foi uma leitura fofa, sendo engraçado notar como os leitores partilham as mesmas experiências independentemente das suas origens e vidas que levam. As ilustrações são bonitas e brilham pela simplicidade das cores, sendo os desenhos à base de cinzentos. Dei 5 estrelas.

Sinopse: 

"LIVRÓLIVOS, UNI-VOS!
Esta banda desenhada adorável capta, com exatidão, o que se sente quando se está totalmente apaixonado pelos livros de capa dura. E pelos livros de capa mole! E pelos ebooks! E por livrarias! E por bibliotecas!

Book Love — Para quem adora ler! é um presente, em forma de livro de banda desenhada, feito à medida de gente bebericadora-de-chá, cheiradora-de-páginas, bibliófila-acumuladora-de-livros.
O estilo da banda desenhada de Debbie Tung reconhece-se imediatamente e traz com ele gargalhadas, enquanto transmite, na perfeição, os pensamentos e hábitos de quem é livrólico.

Book Love — Para quem adora ler! é o livro-presente ideal para dizer a um livrólico que o entende e o valoriza."

 

 

Depois, li A Filha do Mentiroso, de Megan Cooley Peterson. Este thriller YA tem uma escrita viciante e simples, fazendo com que a experiência de leitura seja fácil e rápida. Contudo, apesar de plausível, achei o enredo simplista na mesma. Faltava mais substância, mais conteúdo a nível psicológico. As personagens são minimamente bem construídas e relativamente realistas, mas caem nos clichés das histórias sobre cultos. Recomendo, de qualquer forma, a leitores principiantes no mundo dos thrillers, principalmente da categoria Jovem Adulta. Dei 3 estrelas.

Sinopse: "Perturbador. Intenso. Viciante. Ela cresceu num culto. O seu pai é o líder… e um mentiroso.

Chama-se Piper, tem 17 anos e é filha de um profeta. Ela obedece e respeita o pai, e por essa razão cuida das irmãs mais novas e prepara-se para o apocalipse. Porque assim foi ensinada e nunca o deve questionar.
Até ao dia em que arrancam Piper da família que sempre conheceu e a levam para o Exterior: esse mundo que lhe foi ocultado desde criança, um mundo desconhecido e longe de Caspian, o rapaz que ela ama.

Nesta nova realidade, tentam convencê-la de que o seu pai é maquiavélico, um fanático. E há uma mulher que diz ser sua mãe. Mas Piper recusa-se a aceitar e só quer fugir para regressar a casa… Afinal, no que deve acreditar? Nas palavras dos seus raptores? Ou na única verdade que conhece?"

 

 

A próxima leitura a ser concluída foi Como Motivar para a Leitura, de Maria Almira Soares. Ao longo deste ano, vou ler várias obras dentro do tema da Leitura, pois estou a estagiar como professora e o meu tema de investigação tem a ver com os hábitos de leitura dos estudantes. Achei este livro muito fraco em termos de teoria. Foi demasiado focado nos exercícios praticados pela autora. Além disso, os mesmos eram praticamente dedicados aos clássicos. Quanto à escrita, parece-me que a autora quis passar um estilo romântico e poético, o que serviu para embelezar um pouco (ou até mesmo romantizar, talvez?) esta luta difícil que é fazer os mais jovens gostarem de ler. Contudo, achei o estilo esquisito. Só consegui dar 2 estrelas.

Sinopse: "A leitura é o tema constante ao longo dos dez capítulos deste livro, alicerçados na convicção de que ler tem uma função humanamente estruturante. Os âmbitos de observação e de intervenção aqui analisados são variados. No âmbito da actividade escolar, a autora apresenta projectos de leitura diferenciados e já experimentados em anos anteriores. Muitas das reflexões e sugestões referenciadas poderão ser úteis àqueles que que procuram os seus caminhos para a leitura e aos que trabalham com ela. Um livro muito bem estruturado, que certamente cativará profissionais do ensino e outros potenciais leitores."

 

Bertrand.pt - Como Motivar para a Leitura

 

Depois, li Os Jogos da Herança, o primeiro livro de uma trilogia de thrillers YA de Jennifer Lynn Barnes. Foi uma leitura frenética e alucinante! As primeiras páginas não estavam a cativar-me muito e, por isso, nos primeiros capítulos, estava com receio de que não iria gostar muito do livro. Mas, depois, os enigmas e os mistérios começaram a aparecer e, aliados à escrita simples e viciante, a experiência de leitura melhorou imenso. Penso, ainda assim, que as personagens precisavam de um pouco mais de profundidade, mas eram interessantes na mesma e acredito que essa profundidade irá aparecer nos volumes seguintes. Como disse, a escrita é simples e cativante, mas algumas das descrições deixaram-me um pouco confusa. De qualquer modo, já tenho os próximos livros! Dei 4 estrelas.

Sinopse: "Uma herança multimilionária.Uma luta desigual. Um jogo de vida ou morte.
Enigmas, quebra-cabeças e passagens secretas.

O thriller ya que está a apaixonar milhões de leitores em todo o mundo.

Avery Grambs tem o seu futuro muito bem planeado: vai conseguir sobreviver ao secundário, ganhar uma bolsa de estudo e fugir dali. Mas o destino troca-lhe as voltas. a vida muda… num segundo. Quando o multimilionário Tobias Hawthorne morre e deixa toda a sua fortuna a Avery, os planos caem por terra e ela pergunta-se: Mas quem é Tobias Hawthorne, de quem nunca ouvi falar, e por que razão me fez sua herdeira?

Estamos tão espantados quanto Avery, quando, a páginas tantas, vem a segunda surpresa: para receber a herança, ela tem de se mudar, de malas e bagagens, para a Casa Hawthorne, local onde Tobias Hawthorne viveu e que espelha a sua personalidade. Em cada canto, há puzzles, códigos secretos, passagens escondidas, enigmas… E, nessa casa, estão quatro rapazes perigosos, magnéticos e inteligentíssimos. Quem são? Os netos de Hawthorne, que esperavam herdar a fortuna do avô…

Fechados na Casa Hawthorne, Avery e os quatro netos deserdados vão travar uma luta desigual por aquela fortuna. Os Jogos da Herança não são uma brincadeira de crianças… a regra é simples: nesta vertigem de vida ou morte, onde é preciso decifrar mistérios a cada passo, quem ganhar fica com… tudo. Quão longe estão dispostos a ir para vencer?"

 

 

 

A última leitura de janeiro foi Wash Day Diaries, um romance gráfico escrito por Jamila Rowser e ilustrado por Robyn Smith. Reúne cinco histórias interligadas sobre quatro jovens negras que vivem em Nova Iorque. É um livro dedicado à jovem mulher negra, à amizade e ao processo de lavar o cabelo. As ilustrações são lindas e muito coloridas, havendo uma conjugação muito bonita das cores, desde as frias às quentes. Acabei a leitura a pensar que queria mais um pouco de cada história, tendo ficado a sensação de que faltava algo. Ainda assim, espero que seja, algum dia, publicado cá em Portugal. É um livro lindíssimo que também aborda a família, a sexualidade e a juventude. Dei 4 estrelas.

Sinopse: Wash Day Diaries conta a história de quatro melhores amigas - Kim, Tanisha, Davene e Cookie - através de cinco histórias ilustradas interligadas que acompanham essas jovens nos altos e baixos das suas vidas diárias no Bronx.

O título do livro vem da experiência do dia da lavagem partilhada por mulheres negras em todo o lado, de deixar de parte todos os planos e responsabilidades para um dia inteiro a lavar, condicionar e nutrir os cabelos. Cada história usa rotinas capilares como uma janela para a vida quotidiana dessas quatro personagens e como elas cuidam uns dos outros.

Presta-se homenagem à irmandade negra através de retratos de experiências partilhadas, mas profundamente pessoais, de cuidados com os cabelos negros. Desde o autocuidado até o derramar do chá numa consulta de salão de horas de duração até à resolução de rixas familiares, as histórias ganham vida através de personagens lindamente desenhadas e diferentes paletas de cores que refletem o clima de cada história.

Às vezes comoventes, silenciosas, triunfantes e com risadas engraçadas, as histórias de Wash Day Diaries prestam uma homenagem amorosa à alegria negra e à resiliência das mulheres negras.

 

Bertrand.pt - Wash Day Diaries

 

 

Termino, assim, esta publicação. Já leram algum destes livros?

 

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Vamos lá ver que novidades de março entraram na minha lista de compras!

 

Em primeiro lugar, temos A Jennifer Chan Não Está Sozinha, de Tae Keller. "A Jennifer desapareceu e há muitas razões possíveis para isso.

A Jennifer Chan acaba de se mudar para a cidade. Ela não se preocupa com as leis da escola, nem com as leis do Universo. A Mallory Moss conhece bem as regras e a mais importante é: para sobreviver, tens de te integrar e ser como os outros membros do grupo. Um lema que não parece aplicar-se à Jennifer.

Toda a comunidade fica em sobressalto quando a Jennifer desaparece. É então que a Mallory vai à sua procura e se confronta com os motivos que podem ter levado a Jennifer a fugir… e com as incómodas verdades escondidas dentro de si.

Tae Keller ilumina a escuridão com esta belíssima história sobre o que é certo e errado, a complexidade das amizades, as consequências imprevisíveis do bullying e o poder que todos temos de nos mudarmos uns aos outros.

Uma narrativa profundamente humana, para leitores de todas as idades, que nos revela a imensidão do universo e de nós mesmos."

Foi lançado pela Fábula a 4 de março.

 

 

No dia 7, a Singular Editora publicou Kim Jiyoung, nascida em 1982, de Cho Nam Joo. "Quem é Kim Jiyoung?
Kim Jiyoung é uma menina nascida de uma mãe cujos sogros queriam um menino. Kim Jiyoung é uma irmã obrigada a dividir um quarto enquanto seu irmão fica com um só para ele.
Kim Jiyoung é uma mulher perseguida por professores do sexo masculino na escola.
Kim Jiyoung é uma filha cujo pai a culpa quando ela é assediada na rua, à noite. Kim Jiyoung é uma boa aluna que não recebe qualquer referência para estágios. Kim Jiyoung é uma funcionária modelo, mas é esquecida nas promoções. Kim Jiyoung é uma esposa que abdica da sua independência por uma vida doméstica.
Kim Jiyoung começou a agir de forma estranha.
Kim Jiyoung está deprimida.
Kim Jiyoung é todas as mulheres."

 

 

 

Ainda neste dia, a Porto Editora lançou Imortalidade, continuação de Anatomia, de Dana Schwartz. "Hazel Sinnett está convencida de que os acontecimentos do ano anterior foram fruto da sua imaginação, e talvez Jack não esteja mesmo morto.
Mas tem uma clínica gratuita e o decadente Castelo de Hawthornden para gerir, pessoas que lhe pedem ajuda e, assim, os dias vão passando.
A atuação de Hazel leva-a à prisão, depois de tentar salvar uma vida a uma estranha e silenciosa mulher. E, agora, tem claramente os dias contados.
Mas Hazel recebe uma mensagem: foi especificamente requisitada para ser a médica pessoal da Princesa Charlotte, a neta doente do Rei George III.
A jovem é arrastada para o glamour de uma corte onde todos têm algo a esconder, especialmente os enigmáticos e brilhantes membros de um clube social conhecido como «Os Companheiros da Morte».
À medida que o trabalho de Hazel avança, ela percebe que seu futuro como cirurgiã não é a única coisa em jogo."

 

 

Também no dia 7, a Cultura Editora publicou Comédia Romântica, de Curtis Sittenfeld. "Argumentista de sucesso de um lendário programa de comédia televisiva e com uma série de desilusões amorosas, Sally Milz há muito que abandonou a sua busca pelo amor.

Porém, quando o seu amigo e colega Danny Horst começa a namorar com Annabel, uma glamorosa atriz, ele junta-se ao não-tão-exclusivo grupo de homens talentosos, mas de aparência mediana e até bastante idiotas, que se envolvem romanticamente com mulheres incrivelmente bonitas e realizadas. Sally canaliza o seu aborrecimento num sketch, gozando com este fenómeno, enquanto enfatiza o quão improvável é que o inverso aconteça com uma mulher.

Depois, Sally conhece Noah, um ícone da música pop com a fama de namorar com modelos. Deslumbrada com os seus encantos, Sally dá-se bem com Noah instantaneamente e, à medida que vão trabalhando juntos em sketches para o programa, ela começa a perguntar-se se realmente poderá haver algo mais. Mas esta não é uma comédia romântica, é a vida real. E na vida real, alguém como ele nunca namoraria alguém como ela... certo?

Com as suas observações perspicazes e a sua capacidade característica de dar vida a mulheres complexas, Curtis Sittenfeld explora a maravilha do amor, que induz a neurose e faz o coração vibrar, enquanto disseca maliciosamente os rituais sociais do romance e das relacões de género na era moderna."

 

 

 

No dia 12, foi lançado, pela Gailivro, o último volume da coleção de Fantasia de Namina Forna. Em As Mulheres Eternas, "Poucas semanas depois de enfrentar as Mulheres Douradas — os falsos seres que acreditava serem a sua família — Deka tem de encontrar a fonte da sua divindade e matar os deuses, cuja competição voraz pelo poder está a consumir Otera. Mas com um corpo mortal a degradar-se, Deka está a ficar sem tempo para se salvar a si mesma e um império à beira da destruição.

Quando Deka e os amigos enfrentam o fim do mundo que conhecem, encontram um novo reino surpreendente, que contém a chave para o passado de Deka. E a decisão arrasadora que ela terá de tomar em breve revela-se: deve renascer como uma deusa e perder todos os que ama ou provocar o fim do mundo? No final da inovadora série As Mulheres Douradas, a jornada de Deka para recuperar a sua divindade e reconstruir um mundo que ameaça destruí-la chega a uma conclusão de tirar o fôlego."

 

 

No mesmo dia, a Casa das Letras publicou O Livro Partilhado, de Phaedra Patrick. "Liv Green adora perder-se num bom livro. Mas a sua realidade quotidiana é muito menos romântica, limpando casas a pessoas que mal a deixam ver a luz do dia. É por isso que, quando consegue um emprego como empregada doméstica da sua heroína pessoal e autora de mega bestsellers, Essie Starling, não acredita na sua sorte.

Porém, Essie morre inesperadamente, Liv depara-se com um último desejo que muda a sua vida: completar o último romance de Essie. Para o fazer, Liv, avessa a mudanças, terá de se afastar dos mundos fictícios que tem na cabeça e vestir a pele de Essie. Quando começa a escrever, descobre uma ligação surpreendente entre as duas mulheres - e um segredo que transformará a vida de Liv para sempre..."

 

 

De seguida, temos A Serpente e as Asas da Noite, de Carissa Broadbent. "Filha humana adotiva do Rei Cria-da-Noite, Oraya conquistou o seu lugar num mundo destinado a matá-la. A sua única oportunidade de se transformar em algo mais do que uma presa é entrar no Kejari: um torneio com a possibilidade de mudar tudo.<br
 Mas não será fácil vencer os guerreiros mais cruéis das três casas de vampiros. Para sobreviver, Oraya é forçada a fazer uma aliança com um misterioso rival.

Tudo em Raihn é perigoso. É um vampiro implacável, um assassino feroz, um inimigo da coroa do seu pai… e o seu maior adversário. No entanto, o que mais a assusta é a atração que sente por ele e que pode significar a sua ruína, num reino onde nada é mais mortífero do que o amor."

Foi lançado pela Clube do Autor a 13 de março.

 

 

No dia 18 a Secret Society lançou o terceiro livro de uma coleção distópica YA muito amada em Portugal! Em Inflamável, de Tahereh Mafi, "com o Ponto Ómega destruído, Juliette não sabe se os rebeldes, os seus amigos ou Adam sobreviveram.

Para derrubar o sistema e o homem que quase a matou, ela conta com a ajuda da única pessoa em quem nunca pensou poder confiar: Warner, o comandante do Setor 45 e o rapaz que lhe salvou a vida.

À medida que os dois lutam para combater um inimigo comum, Juliette vai descobrir que tudo o que ela pensava saber - sobre os seus próprios poderes, sobre Warner e até sobre Adam - estava errado."

 

 

 

Já no dia 19, a Dom Quixote lançou Mandíbula, de Mónica Ojeda. "Fernanda, uma aluna insolente de um colégio elitista da Opus Dei, acorda certo dia com as mãos e os pés atados numa cabana escura no meio da floresta - e este é apenas o começo de uma jornada que tem tudo para ser aterradora.

Longe de se tratar de alguém desconhecido, a sua sequestradora é Miss Clara, a professora de língua e literatura perseguida por um passado violento, que Fernanda e as colegas atormentam há meses com vexames e perguntas inconvenientes. Porém, os motivos do rapto revelar-se-ão muito mais complexos do que a mera vingança pelos traumas sofridos na sala de aula e, de certa forma, não deixam de estar ligados ao desejo, ao ciúme e mesmo ao amor.

Num romance imaginativo e extremamente hipnótico, a equatoriana Mónica Ojeda - uma das vozes mais aclamadas da literatura da América Latina - cria em Mandíbula um mundo feminino feroz e implacável, partindo das relações nem sempre claras entre colegas de escola, professoras e alunas, mães e filhas, irmãs e melhores amigas. Viciante e imperdível."

 

 

No dia 20, a Editorial Presença lançou O Gato que Nos Visitou, de Takashi Hiraide. "Quando um gato chega à vida de um casal cujos dias se sucedem sem nada de novo acontecer, tudo pode - e vai - mudar.

Um homem e uma mulher, na casa dos trinta, vivem numa zona tranquila de Tóquio. Ambos trabalham com palavras, mas quase já não há palavras entre eles. As horas sucedem-se numa monotonia esvaziada de sentido.

Porém, um dia, vindo do jardim que ladeia a casa, um gato entra na cozinha. É um animal lindíssimo, elegante, que vai e vem nas semanas que se seguem, regressando sempre. A sua presença traz, devagar, pequenas alegrias, raios de luz e centelhas de cor àquelas duas pessoas. Ele e ela começam a caminhar juntos, conversam e partilham histórias sobre o felino e as pequenas subtilezas que observam no seu comportamento. Mas, de repente, não mais que de repente, algo acontece e tudo muda.

Profundamente tocante, este é um romance sobre a natureza da vida e o rio de sentimentos que a alimenta; é um romance sobre o espaço que ocupamos e o lugar que os outros têm no nosso espírito e no nosso coração."

 

 

No mesmo dia, a Inês Rodrigues e Melo, autora açoriana, mais especificamente de São Miguel, lançou o seu primeiro livro, Brilho Tóxico! "Há bens que vêm por mal

Aos sete anos, Iris viu os pais serem mortos, nunca se conformando com a explicação da polícia de que se tratara de um assalto que correra mal. Aos vinte e um anos, leva uma vida perfeitamente normal, até que um simples passeio muda tudo. Iris vê-se subitamente envolta por um mundo louco que jurava não existir: o das deidades, geniis, vampiros, elfos e bruxas. E tudo isso vem acompanhado de segredos e mentiras que a fazem questionar a própria identidade.

Mas o pior está para vir. Algo ameaça esse mundo secreto de seres fantásticos e a jovem é a peça-chave nesse plano de destruição. Mesmo que não se queira envolver numa guerra que não compreende, é tarde de mais para recuar, pois as ameaças já chegam ao mundo real, colocando em perigo a família que a acolheu desde que ficou órfã. Será possível travar o mal que a cerca? Ou tudo terminará apenas com o derradeiro sacrifício… o seu?"

 

 

No mesmo dia, também chegou às livrarias Powerless, de Lauren Roberts. "Presa. Caçador. Destinados um ao outro.

 

Apenas os extraordinários pertencem ao reino de Ilya . . . Os excepcionais. Os Elites. Os Elites possuem poderes há décadas, que lhes foram dados pela Peste, enquanto os que nascem Vulgares são apenas isso, banidos do reino e afastados da sociedade.

Ninguém sabe disso melhor do que Paedyn Gray, uma Vulgar que se faz passar por Elite. Quando, sem suspeitar de quem se trata, salva um dos príncipes de Ilya, Kai Azer, vê-se atirada para as Provas da Purga, uma competição impiedosa para mostrar os seus poderes de «Elite». Contudo, se as provas e os adversários não a matarem, o príncipe que salvou acabará por fazê-lo quando perceber que esta rapariga não é quem diz ser. Embora para isso tenha de resistir à enorme vontade que também tem de a beijar…

Deixe-se arrebatar pelo primeiro livro da trilogia romântica de grande sucesso que está a conquistar leitores por todo o mundo."

 

 

Este dia contou com mais três novidades, como O Príncipe e a Modista, de Jen Wang, publicado pela Desrotina. "O principe Sebastian está à procura de uma noiva - ou melhor, os pais dele estão à procura de uma noiva para ele. Sebastian está demasiado ocupado a esconder a sua vida secreta de toda a gente. À noite, veste vestidos ousados e toma Paris de assalto na pele da fabulosa dama Cristáliao ícone da moda mais popular da capital mundial da moda!

A sua arma secreta (e melhor amiga) é a brilhante costureira Frances - uma das duas únicas pessoas que sabem a verdade: que, às vezes, o principe usa vestidos. Mas Frances almeja a grandeza, e ser a arma secreta de alguém significa ser um segredo. Para sempre. Por quanto tempo conseguirá Frances adiar os seus sonhos para proteger um amigo?

Jen Wang tece uma história exuberantemente romântica sobre identidade, amor jovem, arte e família.
O Príncipe e a Modista vai roubar o teu coração."

 

 

O penúltimo a destacar deste dia é Do Outro Lado do Mar, de Elizabeth Acevedo, lançado pela Cultura Editora.  "Na República Dominicana, Camino espera permanentemente que o pai a visite no verão. Este ano, porém, no dia em que ansiava que o voo aterrasse, a adolescente chega ao aeroporto e apenas encontra uma multidão que chora desconsoladamente.

Em Nova Iorque, nos EUA, do outro lado do mar, Yahaira é chamada ao gabinete da direção da escola, onde a mãe também a espera para lhe contar que o pai, o herói dela, morreu num desastre de avião.

Separadas pela distância - e pelos segredos do pai -, as duas irmãs têm de enfrentar as novas realidades da sua vida definitivamente alterada pela tragédia. Agora, Camino e Yahaira estão condenadas a lidar com a dor da perda do pai e com a agitação da descoberta do seu novo amor uma pela outra, na esperança de ainda poderem manter vivos os sonhos que antes lhes haviam parecido tão certos, tão seguros.

Numa narrativa dual e em verso, Acevedo aborda as subtilezas da devastação e da dificuldade para perdoar, afirmando-se como voz prodigiosa da atual geração de jovens adultos."

 

 

A última novidade deste dia que destaco é Quando As Montanhas Cantam, de Nguyen Phan Qué Mai, publicado pela Alma dos Livros. " Um país em guerra. Uma família dividida. Uma história de coragem e esperança.
Vietname, 1972. Do seu refúgio nas montanhas, a pequena Huong, e a sua avó observam Hanói a arder sob o fogo dos bombardeiros americanos. Até àquele momento a guerra tinha sido apenas uma sombra que afastara a família e dilacerava o país. Agora, entrava de forma brutal nas suas vidas.

Quando regressam à cidade, descobrem a sua casa completamente destruída e decidem reerguê-la, tijolo a tijolo. Para animar a neta, Diu Lan começa a contar a história da sua vida: desde os anos nas terras da família durante a ocupação francesa, as invasões japonesas e a chegada dos comunistas; da sua fuga desesperada para Hanói, sem comida nem dinheiro, e a dura decisão de deixar os filhos pelo caminho, na esperança de que, mais tarde ou mais cedo, se reencontrassem.

O tempo passa e quando finalmente terminam a reconstrução da casa, a guerra já terminou. Os veteranos estão a regressar da linha da frente e Huong pode finalmente voltar a abraçar a mãe, que está uma mulher muito diferente daquilo que ela se lembrava. A guerra roubou-lhe a esperança e as palavras; e caberá a Huong dar-lhe voz e ajudá-la na dura tarefa de se libertar do fardo amargo de todos os segredos..."

 

 

Por fim, temos A Senhora Tan e a Aliança de Mulheres, de Lisa See, que é publicado hoje pela Edições Asa. "De acordo com as palavras de Confúcio, "uma mulher instruída é uma mulher inútil". Tan Yunxian, nascida numa família aristocrática ensombrada pela tragédia, é educada pelos avós para ser uma mulher útil.

Graças à avó, uma das poucas médicas na China, aprende a encarar o corpo como um reflexo do cosmos. Desde tenra idade, estuda medicina chinesa, particularmente as doenças das mulheres, interesse que partilha com Meiling, uma jovem parteira.

As duas raparigas encontram uma amizade rápida e um objetivo comum e prometem ser amigas para sempre, nas alegrias e nos desgostos. Sem lama não há lótus, repetem - da adversidade pode nascer a beleza. Até que Yunxian é obrigada a submeter-se a um casamento arranjado e a sogra a proíbe de ver Meiling e praticar medicina. Yunxian deve comportar-se como uma esposa digna - usar os pés enfaixados, recitar poesia, dar à luz filhos e ficar confinada à propriedade familiar, o Jardim das Delícias Perfumadas. Mas Yunxian não é uma mulher tradicional - nunca será.

Cinco séculos depois, muitos dos seus remédios ainda são usados. Como é que ela conseguiu a proeza de se libertar de tradições milenares, mudando assim o rumo da História?

A Senhora Tan e a Aliança de Mulheres é uma recriação triunfante da vida de uma mulher que ultrapassou os limites da sua condição e, com isso, tornou o mundo um lugar melhor.

Tan Yunxian foi notável na dinastia Ming e seria considerada notável até mesmo nos nossos dias."

 

 

 

Termino, assim, a minha lista de novidades literárias de março. O que acharam destes lançamentos?

 

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Fevereiro está quase a terminar, por isso, é uma boa altura para vermos o que foi lançado ao longo do mês em Portugal.

 

Primeiro, temos O Grande Armazém dos Sonhos, de Miye Lee. "Numa cidade misteriosa, escondida no subconsciente de cada um de nós, existe um grande armazém que vende sonhos para todos os gostos. Dia e noite, visitantes humanos e animais cruzam estas portas para comprar a sua próxima aventura. Cada andar é especializado num certo tipo de sonho: sonhos que apelam aos pequenos prazeres da vida ou a recordações de momentos especiais, sonhos nostálgicos sobre a infância, viagens maravilhosas ou comida deliciosa, sonhos que nos aquecem o coração ou sonhos inexplicáveis. Os sonhos nos quais damos por nós a voar estão quase sempre esgotados, e alguns visitantes procuram sonhos que permitem reencontrar aqueles que já não estão fisicamente entre nós.
Para Penny, que acaba de ser contratada para trabalhar no Grande Armazém dos Sonhos, esta é a oportunidade de uma vida. E à medida que vai descobrindo o dia a dia deste mundo extraordinário, vai também ligar-se a um conjunto de personagens inesquecíveis, desde logo o senhor DallerGut, o peculiar, mas sábio proprietário, Babynap, uma famosa criadora de sonhos, Maxim, um produtor de pesadelos, pois também os há, e os muitos clientes que sonham para sarar uma ferida, seja ela qual for, e para florescer na melhor versão de si próprios.
Com uma história inspiradora que deixará um sentimento reconfortante na mente dos seus leitores, O Grande Armazém dos Sonhos é o livro ideal para fazer uma pausa e respirar fora da realidade da vida quotidiana. Uma lição de sabedoria que celebra o poder misterioso dos sonhos, capazes de influenciar as nossas escolhas, mesmo que muitas vezes não o saibamos."

Foi lançado pela Bertrand Editora a 1 de fevereiro.

 

 

No mesmo dia, a mesma editora publicou O Clube de Leitura Antiguerra, de Annie Lyons. "Uma saga da Segunda Guerra Mundial, nostálgica e reconfortante, sobre a importância do espírito de comunidade durante tempos sombrios, com uma livraria nos subúrbios de Londres como pano de fundo.

Gertie e Harry conheceram-se numa livraria, e foi aí que se apaixonaram. Fundaram a Livraria Bingham em 1911, espaço que, rapidamente, se converteu numa referência local. Nem mesmo Gertie podia antever que, anos mais tarde, a Livraria Bingham se tornaria o último bastião de esperança para toda a comunidade…

Estamos em 1938 e, após a morte de Harry, Gertie Bingham entende que é chegado o momento de vender a preciosa livraria - a dor da sua perda é imensa. Contudo, à medida que o nazismo varre a Europa, há uma necessidade cada vez maior, pelo menos para alguns, de salvar o máximo de crianças judias, e Gertie é persuadida a juntar-se à rede. Quando Hedy Fischer cruza a sua porta, com uma pequena mala de viagem e poucas palavras de inglês, o mundo de Gertie transforma-se. Começa a guerra, que as duas vão enfrentar lado a lado.

A relação é tensa, no início, até que Gertie empresta a Hedy o seu exemplar de Jane Eyre, que lhe tinha sido oferecido por Harry no dia em que casaram. Forma-se então entre as duas uma ligação inscrita no amor pelos livros, e decidem formar o Clube de Leitura Antiguerra, fornecendo aos membros livros para que os leiam durante as investidas aéreas alemãs.

Todos partilham a guerra e as suas agruras durante meses, mas também autores e livros intemporais. Discutem tudo no abrigo da livraria - afinal de contas, um bom livro pode fazer maravilhas para animar pessoas de todas as idades e criar laços, mesmo nos momentos mais difíceis da História."

 

 

A 5 de fevereiro, a Secret Society lançou o tão aguardado Um Namorado para Levar, Please!, de Sher Lee. "O Dylan não tem uma vida fácil, entre ir às aulas e ajudar a tia no restaurante da família.
O Theo parece ter uma vida de sonho. É rico, giro, encantador e consegue tudo o que quer.
Os seus mundos são tão diferentes como o Sol e a Lua, mas quando se cruzam dá-se um eclipse.
O Theo decide ajudar o Dylan no restaurante e em troca só pede um favor: que ele seja o seu falso namorado e o acompanhe a um casamento.

No mundo de luxo, privilégio e dramas de gente rica, o romance entre os dois é suposto ser a fingir… até se tornar demasiado real.

Uma comédia romântica com um aspirante a chefe de cozinha que descobre que a receita para o amor é mais complicada do que parece e que, no meio de um falso namoro, pode haver sentimentos demasiado reais."

 

 

A 6 de fevereiro, pela editora IN, chegou a Portugal Empresto-te o Meu Coração, de Kasie West. "Wren salva cães, mas nunca tinha salvado um rapaz…

Habituada a que lhe digam que é obcecada por controlo, Wren não se importa com isso: a lista de regras que criou para si mesma ajuda-a a navegar pela vida. Contudo, quando um rapaz bonito, Asher, entra pela porta do café onde trabalha a sua melhor amiga, Wren resolve, pela primeira vez, ignorar as suas próprias regras.

Asher é fofo, inocente e dá os melhores abraços do mundo. Quando Wren se apercebe de que ele está a ser enganado por alguém com um perfil falso online, toma uma decisão tipicamente impulsiva: finge ser a rapariga com quem Asher tem trocado mensagens, para o salvar da tortura e humilhação a que o seu amigo Dale o quer submeter.

Não vai demorar muito até que Asher a faça quebrar ainda mais algumas das suas regras. o que irá acontecer quando ele descobrir que ela não é quem diz ser? Conseguirá perdoá-la? Wren não tem a certeza. Afinal, as regras existem por uma razão…"

 

 

No mesmo dia, a Levoir publicou Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, adaptado por André F. Morgado e com ilustrações de Jefferson Costa. "Inês Pereira é uma jovem caprichosa, ambiciosa e emancipada, sabe ler e escrever, procura um marido que a faça feliz não ouvindo os concelhos que a mãe lhe dá, não quer ter uma vida submissa, acabando por se casar com o homem que quer, mas fica desencantada e desiludida, transformando-se na esposa infiel do segundo marido.

Farsa de Inês Pereira ilustra o ditado "antes quero burro que me leve que cavalo que me derrube", de forma bastante caricata e viva." 

 

 

No mesmo dia, a Guerra & Paz publicou Onde Está a Felicidade, de Camilo Castelo Branco. "Publicado por Camilo em 1856, Onde Está a Felicidade? é por vezes classificado como um retrato da sociedade portuguesa da época. De um lado, temos um rico proprietário, Guilherme, e do outro, a costureirinha de suspensórios de homens que é Augusta, cada um deles representando classes sociais opostas, revelando-se na trama um cortejo de ambições e de hipocrisia moral, com o dinheiro a ser um rio subterrâneo, cujo rumor ensurdece a trama passional.

Mas o verdadeiro tema de Onde Está a Felicidade? é outro, é o da insatisfação. O trio protagonista, Guilherme, Augusta e o poeta, exprime e testemunha uma profunda insatisfação existencial, insatisfação muito mais espiritual do que material. As questões materiais se não são negadas, são, no mínimo, secundarizadas, sendo a felicidade, o romance, a poesia e a literatura os motores de uma busca ética e estética que desemboca quase sempre no cepticismo, justificando o que, em O Penitente, Teixeira de Pascoaes escreveu sobre Camilo: a cara do autor de Onde Está a Felicidade? é muito mais a de Dostoévski do que a de Balzac ou Victor Hugo. Jorge de Sena resumiu assim este primeiro grande romance de Camilo: «Subtil complexidade.»"

 

 

A mesma editora, no mesmo dia, publicou Frankenstein, de Mary Shelley. "Foi no estranho ano de 1816, o ano sem Verão, que a escritora Mary Shelley, depois de um sonho - ou seria um pesadelo? -, deu vida ao terrível monstro de Frankenstein, a primeira obra de ficção científica da história. O livro chegou, em 1818, às livrarias e o mundo nunca mais foi o mesmo…

Frankenstein ou O Prometeu Moderno, simultaneamente um thriller gótico e um romance filosófico, conta-nos, através das cartas do capitão Robert Walton à sua irmã, a história do estudante Victor Frankenstein que, obcecado com a descoberta do segredo da criação da vida, cria um ser aterrador que acaba por abandonar à sua sorte. Solitário, incompreendido, maltratado e desprezado por todos, a criatura de Frankenstein lança-se numa jornada de busca por humanidade e amor, mas também de vingança contra o seu criador.

Esta luta entre um monstro e o seu criador, entre o normal e o estranho, entre aquilo que separa o ser humano e a sua criação tem sido longamente tratada pela cultura pop e é, hoje, com as questões em torno da inteligência artificial, mais actual do que nunca."

 

 

O último lançamento deste dia que destaco é Quero Comer o teu Pâncreas, de Yoru Sumino. "Sakura é uma rapariga popular e extrovertida. Mas há algo que ela mantém em segredo, algo de que apenas a sua família tem conhecimento: está a morrer de uma doença no pâncreas.

Acima de tudo, Sakura não quer que as pessoas passem a tratá-la de forma diferente, mas um dia a sua condição é descoberta por um colega de turma. Ele percebe que lhe resta pouco tempo de vida e ela fá-lo prometer não contar a ninguém. Sakura decide então tirar o melhor partido da situação e realizar os seus últimos desejos na companhia do rapaz, um introvertido e solitário amante de livros.

É assim que Sakura e o estudante dão por si a partilhar um segredo devastador. E o que resulta é uma amizade única, tão intensa quanto breve, tão poderosa como a própria vida."

 

 

Já no dia 7, a Editorial Presença lançou Uma Noite na Livraria Morisaki, de Satoshi Yagisawa. "Sim, devemos regressar onde fomos felizes. E à livraria Morisaki, lugar de histórias únicas, voltamos com Takako, para descobrir um dos romances japoneses mais mágicos do ano.

Estamos novamente em Tóquio, mais concretamente em Jimbocho, o bairro das livrarias, onde os leitores encontram o paraíso. Entre elas está a livraria Morisaki, um negócio familiar cuja especialidade é literatura japonesa contemporânea, há anos gerida por Satoru, e mais recentemente com a ajuda da mulher, Momoko. Além do casal, a sobrinha Takako é presença regular na Morisaki, e é ela quem vai tomar conta da livraria quando os tios seguem numa viagem romântica oferecida pela jovem, por ocasião do aniversário de casamento.

Como já tinha acontecido, Takako instala-se no primeiro andar da livraria e mergulha, instantaneamente, naquele ambiente mágico, onde os clientes são especiais e as pilhas de livros formam uma espécie de barreira contra as coisas menos boas do mundo. Takako está entusiasmada, como há muito não se sentia, mas… porque está o tio, Satoru, a agir de forma tão estranha? E quem é aquela mulher que continua a ver, repetidamente, no café ao lado da livraria?

Regressemos à livraria Morisaki, onde a beleza, a simplicidade e as surpresas estão longe, bem longe de acabar."

 

 

Ainda nesse dia, a mesma editora publicou outros dois livros, sendo um deles A Vida em Loop, de Lynn Painter. "Depois de viver o pior Dia dos Namorados da sua vida, Emilie Hornby refugia-se em casa da avó à procura de consolo. Acaba por adormecer no sofá e, quando acorda, percebe que está de volta a casa, à sua cama... e que é novamente Dia dos Namorados. E no dia seguinte? Outro Dia dos Namorados, igualmente horrível.

Emilie está presa numa espécie de loop temporal. E, enquanto não se liberta do pesadelo, tem de ver Josh, o namorado, traí-la dia após dia. Como se isto não bastasse, ainda se cruza a toda a hora, de forma quase sempre desastrosa, com Nick, o enigmático e deslumbrante parceiro das aulas de Química.

Quantas vezes pode uma rapariga ver a sua vida virada do avesso? E quando finalmente algo bom emerge destes dias terríveis, o que acontecerá a Emilie se o Universo deixar de lhe oferecer novos começos?"

 

 

A outra novidade é Só Posso Trair-te, de Ruta Sepetys. "Só os corajosos se atrevem a sonhar… e a escrever.

Roménia, 1989: Um rapaz é chantageado pela polícia secreta para se tornar informador. Cristian só tem duas opções: trair tudo em que acredita e desiludir os que ama ou usar a criatividade - e a escrita - para ajudar a derrubar o ditador.

Cristian tem 17 anos e um sonho: ser escritor. Cristian tem 17 anos e não pode sonhar: vive na Roménia, em 1989, num regime ditatorial, onde a liberdade não existe e a brutalidade destrói tudo. É neste ambiente de isol­amento e medo que começa a ser chantageado pel­a polícia secreta para se tornar informador. Agora, está perante um dilema: trair tudo e todos ou enfrentar o regime, usando a criatividade e a escrita para derrubar o maior ditador da Europa.

Cristian vai arriscar tudo - a decisão está tomada. O seu objetivo é dar voz a quem não pode lutar, expor a verdade sobre o regime e mostrar ao mundo que chegou o momento de o seu país ser livre. Mas qual será o verdadeiro preço da liberdade? Que pode um rapaz de 17 anos, com o poder das pa­lavras, realmente fazer?

Ruta Sepetys, autora multipremiada e mestre do thriller histórico YA com milhões de leitores em todo o mundo, escreveu um livro que mostra, de forma extraordinária, o valor da esperança que temos dentro de nós."

 

 

No dia 8, chegou a Portugal, pela Livros do Brasil, O Evangelho do Novo Mundo, de Maryse Condé. "Num domingo de Páscoa, um recém-nascido surge deitado sobre a palha, entre os cascos de um burro que o aquece com o seu bafo. «Um milagre! Aqui está uma dádiva de Deus que eu não esperava. Vou chamar-te Pascal», murmura a senhora Ballandra, a partir de então sua mãe adotiva. O bebé é muito belo, de pele morena, cabelos lisos e pretos, os olhos de um verde semelhante ao mar que rodeia o país. Mas esta beleza não é a única razão pela qual cresce a curiosidade geral e um rumor tenaz começa a ganhar cada vez mais terreno. Algo na história desta criança não é natural. Será Pascal, na verdade, filho de Deus? Qual a sua missão? Poderá ele mudar o destino dos homens, suavizar as suas dores e tornar o mundo mais justo? E o que indicará este evangelho do novo mundo acerca da nossa natureza e do nosso futuro? Distinguida em 2018 com o «Nobel alternativo», Maryse Condé revela nesta sua mais recente obra, escrita em homenagem a José Saramago, o estrondoso poder da imaginação que faz agitar consciências.

«Viste», prosseguiu o seu passageiro, «o que os homens fazem quando querem mudar o mundo a seu gosto? Acham que basta multiplicar as proibições, enquanto Deus, por seu lado, respeita sempre o livre-arbítrio de cada um; o maior presente que nos deu foi a liberdade.»"

 

Bertrand.pt - O Evangelho do Novo Mundo

 

Se não me engano, no dia 13, foi lançado uma edição revista de Oriente Próximo, de Alexandra Lucas Coelho. "«Oriente Próximo, o primeiro livro que publiquei, é um volume de não-ficção sobre Israel/Palestina, situado entre 2005 e 2007. Muito mudou desde então, e dramaticamente a 7 de Outubro de 2023, com o ataque do Hamas no Sul de Israel. Mas o que vivemos agora já se anunciava nestas páginas. Elas passam a guardar a origem do que está a acontecer e o que desapareceu entretanto. O mesmo livro, revisto quanto a redacção e paginação, agora com mapa e índice onomástico.
Termino a revisão ao voltar de um mês de reportagem na Cisjordânia Ocupada, no Estado de Israel e em Jerusalém. A Faixa de Gaza continua interdita a jornalistas de fora (com excepção dos inseridos nas forças israelitas, mediante censura), após mais de 100 dias de bombardeamentos que mataram dezenas de repórteres palestinianos. Mais de dois milhões de pessoas estão a morrer à fome, no meio de destroços e doença (incluindo cerca de 130 reféns israelitas). E o mundo continua incapaz de impor o cessar-fogo.
Uma tragédia sem precedentes. Em Israel/Palestina, mas também para o jornalismo, para as convenções e organizações de Direitos Humanos. Para a Europa, de que estas fronteiras são filhas. Para o que significa estar vivo em conjunto. O verso de Tom Waits que em 2007 escolhi para epígrafe parece fazer mais sentido do que nunca: Maybe God himself he needs all of our help.
Os direitos de autor relativos a esta edição foram já entregues à família do meu tradutor e anfitrião de muitas reportagens em Gaza, como as aqui publicadas.»"

 

 

De seguida, temos Jantar Secreto, de Raphael Montes. "Quatro amigos alugam um apartamento de luxo no Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana, achando que têm o mundo inteiro a seus pés. Dante trabalha como vendedor numa livraria e estuda Gestão de Empresas; Leitão, um jovial hacker, prefere passar o tempo a relaxar com videojogos e a comer; Miguel, o mais sério do grupo, é estagiário de Medicina; e Hugo, um aspirante a cozinheiro, dono de uma vaidade ilimitada.

Porém, nada lhes corre como haviam planeado e acabam endividados. Para resolver o problema, começam a organizar jantares exclusivos... com uma ementa que ultrapassa, em muito, os limites do que podem ser considerados alimentos... E os quatro amigos rapidamente descobrem que, pobres ou ricos, negros ou brancos, velhos ou jovens, somos todos igualmente maldosos.

Com visitas a matadouros clandestinos, reuniões excêntricas e uma vertiginosa espiral de crimes, Jantar Secreto combina emoção e humor negro num enredo absolutamente hipnótico."

Foi lançado pela Cultura Editora a 20 de fevereiro.

 

 

No mesmo dia, a Aurora Editora publicou No Tempo das Cerejas, de Célia Correia Loureiro. "Um romance histórico profundo e apaixonante sobre a complexidade das relações humanas, que consolida Célia Correia Loureiro como uma voz surpreendente da nova geração.

Em 1947, Serafim Almeida - repórter em Londres e aspirante a novelista - regressa à Lisboa do pós-guerra e encontra uma metrópole vibrante. É então que recebe um convite inusitado de Irene Silva Vaz, uma cantadeira de fado com uma vida peculiar.

A curiosidade leva-o a percorrer Lisboa na companhia da fadista, enquanto esta procura expiar os seus fantasmas junto do velho repórter, pedindo-lhe que transforme as suas confissões num livro. Ao longo desse verão, Serafim ver-se-á enredado na sua teia intrincada de relatos de infância, de amores e ódios, de segredos familiares e, acima de tudo, da amizade tortuosa que Irene manteve com Helena Sousa - a costureira que parece assombrar todas as histórias da cantadeira."

 

 

No dia 21, a Manuscrito publicou Filhos da Chuva, de Álvaro Curia. "Em Domínio, a chuva não tem fim e os relógios pararam nas cinco da tarde. Numa terra sem tempo, as vidas andam todas desencontradas. Conhecedora dos hábitos de cada um, Muda percorre as ruas, carregada de sacos, distribuindo as compras e uma réstia de normalidade. Aguarda o momento em que se cruza com o filho, Amor, um jovem que vive aprisionado numa fábula que o padrasto lhe conta desde pequeno e que mudará a sua vida para sempre. Ao largo de Domínio está a Ilha da Fortaleza, onde encontramos Mãe, mulher possessiva, que nunca deixou Filho conhecer o mundo. Mas algo fará com que ele parta e o seu caminho se cruze com o de Amor. Poderá a decisão de um alterar a vida de todos?

Um romance em que a culpa e a obsessão andam de mãos dadas com o acaso e a coragem."

 

 

No mesmo dia, a Editorial Presença lançou Grão-Mestre do Demonismo n.º 1, de Mo Xiang Ton Xiu. "Chega finalmente a Portugal o maior fenómeno manhua do momento, campeão de vendas em todo o mundo.

Quando dois homens poderosos se encontram na vida e na morte, o resultado é… explosivo.

Temido e odiado pelas suas sinistras capacidades, Wei Wuxian, o grão-mestre do demonismo, foi aniquilado pelos clãs que se uniram para o destruir. Treze anos depois, Wei Wuxian renasce, por via de um jovem que sacri­ficou a sua alma num ritual proíbido. Agora, Wei Wuxian tem de procurar vingar aquele estranho que o trouxe de volta à vida - é isso ou arriscar a destruição da sua própria alma.

Porém, quando uma entidade malé­fica emerge do caos, aparece também um rosto familiar do passado de Wei Wuxian - um poderoso praticante do demonismo, fulcral para apurar a verdade entre as tenebrosas mentiras que os rodeiam.

Com texto de Mo Xiang Tong Xiu, baseado no romance original, e ilustrada pelos Luo Di Cheng Qiu, esta é a série de manhua que já tem milhões de leitores em todo o mundo. Tu és o próximo?"

 

 

A 22 de fevereiro, foi lançado Um Preto Muito Português, de Telma Tvon. "Cabo-verdianos que vivem há muito em Portugal e neto de cabo-verdianos que nunca conheceram Portugal. Também é bisneto de holandeses que mal conheceram Portugal e de africanos que muito ouviram falar de Portugal. Vive em Lisboa, mas não é considerado alfacinha. Terminou a licenciatura na faculdade e vai trabalhar num call center, com outros negros e brancos, pobres e ricos. Budjurra faz parte de uma minoria que, lentamente, vai sendo cada vez menos minoria. É um preto português, muito português, que, ao longo do livro e das aventuras que relata, levanta questões relativamente a temas como racismo, discriminação, estereótipos, igualdade e humanidade, mas também música, rap, identidade - numa Lisboa morena e colorida que é necessário conhecer: «Posso dizer, sem qualquer orgulho, que sou um homem estranho. Tão estranho como a minha alma. […] E assim como os anos e meses fluem no meu espírito bom e impotente, continuo apenas mais um preto muito português.» Com a sua rara humanidade, Budjurra mostra-nos como se vive por dentro da invisibilidade da comunidade africana, como se lida com as narrativas falsas que a envolvem, como se sobrevive aos preconceitos e ao esquecimento."

 

 

No mesmo dia, a Desrotina lançou dois livros, sendo Noiva, de Ali Hazelwood, um deles. "Uma perigosa aliança entre um noiva vampira e um lobisomem transforma-se num amor de cravar os dentes.

Misery Lark, a única filha do conselheiro vampiro mais poderoso do Sudoeste, fugiu... outra vez. Mas os seus dias a viver anonimamente entre humanos estão a acabar-se, pois foi convocada para preservar a aliança de paz entre os vampiros e os seus inimigos mortais, os lobisomens. E não tem escolha além de se entregar a um casamento forçado.

Os lobisomens são impiedosos e imprevisíveis, e o seu alfa, Lowe Moreland, não é exceção. Governa a matilha com autoridade, mas fá-lo de forma justa. E é evidente, pela maneira como passa a seguir os movimentos de Misery, a sua noiva, que não confia nela. Se ao menos soubesse como está certo...

Misery tem as suas razões para aceitar este casamento por conveniência, razões que nada têm que ver com alianças políticas, mas com a única coisa com a qual se importa; e está disposta a fazer o que for preciso para recuperar o que é seu, mesmo que isso signifique uma vida solitária no território dos lobisomens... e sozinha com o lobo."

 

 

A outra novidade da Desrotina é Vê se Cresces, Eve Brown, de Talia Hibbert. "Eve Brown deverá pôr um bocado de ordem no seu caos e mostar a quem duvidou dela que estavam errados.

Eve Brown é uma autêntica confusão. Por muito que se esforce por fazer o de tentar. Mas quando o seu caos arruína um casamento dispendioso, os seus pais põem um travão. Está na altura de Eve crescer e mostrar o seu valor. Jacob Wayne tem tudo sob controlo. Sempre. Por isso, quando um tornado de cabelo roxo aparece do nada para fazer uma entrevista para o seu lugar de chef de cozinha, ele diz-lhe a dura verdade: não tem a mínima hipótese. Depois, ela bate-lhe com o carro - supostamente por acidente. Sim, claro.

Agora, com o braço partido, a sua pousada tem falta de pessoal e a imprevisível Eve anda por aí a tentar ajudar. Em pouco tempo, ela infiltra-se no seu trabalho, na sua cozinha e no seu quarto de hóspedes.

Jacob odeia tudo isso. Ou melhor, deveria. A caótica Eve é a sua némesis nata, mas quanto mais tempo estes dois inimigos passam juntos, mais a sua animosidade se transforma em algo diferente...

Vê se Cresces, Eve Brown é o último livro da série As Irmãs Brown. Na encruzilhada da vida, podemos cair de formas inesperadas. Às vezes, é um simples acidente de carro que nos faz cair e partir o braço. Outras vezes, é o coração que decide cair de amores, por quem menos esperamos."

 

 

 

Termino esta lista com um livro cuja data de lançamento não conheço, mas já foi publicado este mês. Estou a falar de Maus Hábitos, de Alana S. Portero. "Um desafio a corações empedernidos: assim é Maus Hábitos, a história lírica e feroz de uma menina presa num corpo de rapaz, desbravando o caminho rumo à sua identidade, à revelia de tudo e de si mesma.

«Eu, menina esperta, maricas encoberta, gaga, gorducha, com uma pala a cobrir-me o olho esquerdo e uns óculos maiores do que o desejável, era o oposto da imagem de uma pequena endiabrada […]. Quando os adultos olhavam para mim, achavam-me engraçada ou sentiam um pouco de pena, nada grave […]. Dava-me conta disso e aprendi a usá-lo a meu favor. Conseguia pensar em termos cruéis. A consciência de que necessitamos de um armário para nos escondermos torna-nos espertíssimos.»

Este romance leva-nos numa travessia pelo território mais íntimo da natureza humana — uma travessia da qual não saímos incólumes. Maus Hábitos é a história do encontro de uma pessoa consigo mesma, alguém que nasce no corpo errado, no lugar mais triste e sem futuro, num tempo desolado. Pela mão da protagonista, vamos até à sua infância em San Blas — um bairro operário suburbano e dizimado pela heroína nos anos oitenta —, passamos pela adolescência selvagem nas noites clandestinas de Madrid e chegamos ao raiar do milénio, quando a promessa de liberdade é soterrada por um episódio de insuportável violência. Contudo, das cicatrizes mais fundas há de emergir não a redenção, mas a esperança."

Foi publicado pela Alfaguara Portugal.

 

 

 

O que acharam das novidades deste mês?

 

 

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A primeira Batalha das Capas de 2024 foca-se num dos mais recentes fenómenos da literatura coreana e um dos exemplos de como as editoras portuguesas, cada vez mais, apostam em obras de autores asiáticos. Tendo em conta o enorme interesse pela cultura coreana, mas também a falta da literatura deste país publicada em Portugal, espera-se por mais obras da Coreia do Sul nos próximos tempos. Até lá, temos, por exemplo, O Grande Armazém dos Sonhos, de Miye Lee.

Sinopse: Numa cidade misteriosa, escondida no subconsciente de cada um de nós, existe um grande armazém que vende sonhos para todos os gostos. Dia e noite, visitantes humanos e animais cruzam estas portas para comprar a sua próxima aventura. Cada andar é especializado num certo tipo de sonho: sonhos que apelam aos pequenos prazeres da vida ou a recordações de momentos especiais, sonhos nostálgicos sobre a infância, viagens maravilhosas ou comida deliciosa, sonhos que nos aquecem o coração ou sonhos inexplicáveis. Os sonhos nos quais damos por nós a voar estão quase sempre esgotados, e alguns visitantes procuram sonhos que permitem reencontrar aqueles que já não estão fisicamente entre nós.
Para Penny, que acaba de ser contratada para trabalhar no Grande Armazém dos Sonhos, esta é a oportunidade de uma vida. E à medida que vai descobrindo o dia a dia deste mundo extraordinário, vai também ligar-se a um conjunto de personagens inesquecíveis, desde logo o senhor DallerGut, o peculiar, mas sábio proprietário, Babynap, uma famosa criadora de sonhos, Maxim, um produtor de pesadelos, pois também os há, e os muitos clientes que sonham para sarar uma ferida, seja ela qual for, e para florescer na melhor versão de si próprios.
Com uma história inspiradora que deixará um sentimento reconfortante na mente dos seus leitores, O Grande Armazém dos Sonhos é o livro ideal para fazer uma pausa e respirar fora da realidade da vida quotidiana. Uma lição de sabedoria que celebra o poder misterioso dos sonhos, capazes de influenciar as nossas escolhas, mesmo que muitas vezes não o saibamos.

 

Que comece, então, a Batalha!

 

Primeiro, temos a capa portuguesa, que é a mesma da edição italiana. É uma capa um pouco escura, mas com um bom jogo de cores, desde os vários tons de roxo e cor-de-rosa até ao azul escuro, havendo, ainda, um amarelo chamativo. Gosto desta capa também devido à presença de gatos e de elementos da cultura coreana.

Design da capa: Chiara Brambilla

Ilustração da capa: ALE + ALE

 

 

Depois, temos a capa britânica (editora Wildfire), que era a que eu conhecia antes de o livro ser publicado cá. Também foi a capa que me fez colocar o livro na minha lista de livros a comprar/ler! Penso que passa melhor o ambiente fantasioso da história do que a capa portuguesa/italiana. É, também, curioso ver como as cores usadas são semelhantes às que estão na presentes na capa anterior, mas usaram outros tons e combinações que ficaram fenomenais.

 

 

A capa americana (editora Hanover Square Press) também é muito bonita! Não temos os roxos e rosas, mas um lindo jogo de vários tons de azul com amarelos e laranjas. Parece imitar a noite, uma fase dos nossos dias muito associada ao sonho. Portanto, é uma capa muito bem conseguida quanto a fazer passar a ideia de ser um livro sobre sonhos.

 

 

A capa coreana (editora 팩토리나인) não poderia faltar a esta batalha! Embora mantenha uma aura mágica, penso que é demasiado escura. Tendo em conta o que já vi do mercado editorial coreano, se o livro não fosse, de todo, conhecido, talvez ficasse perdido no meio de outras capas coloridas e claras presentes nas livrarias da Coreia do Sul. Apesar disso, não é, de todo, uma capa má. Na realidade, é interessante como estas cores mais escuras dão uma imagem mais sombria ao livro em comparação às capas anteriores.

 

달러구트 꿈 백화점 - 예스24

 

A próxima capa é da Indonésia (editora Baca). Demasiado simples e pouco interessante em comparação não só às restantes, mas também ao mundo maravilhoso que supostamente o livro tem segundo a sinopse. Mantém-se a ideia da loja, de armazém, mas é uma capa muito pobre em detalhes.

 

 

Já a capa polaca (editora Mova) está repleta de detalhes e dá-me a ideia de estarem em excesso. Estão muito amontoados na capa. Ou serão os traços da própria ilustração que passam essa ideia? Por exemplo, a capa britânica também tem imensos elementos, mas, para mim, não é tão confusa e demasiado cheia como esta. De qualquer forma, gosto muito das cores usadas e não deixa de ser uma ilustração magnífica.

 

 

A capa turca (editora Peta Kitap) também não é muito do meu agrado. Percebo a ideia, mas poderiam ter usado um edifício diferente. Não me faz lembrar uma loja ou um armazém. Também acho as cores mais pobres em relação às capas anteriores e os detalhes no centro do edifício não são tão ricos e interesseantes.

 

 

Temos, agora, a capa francesa (editora Picquier). É uma ilustração muito bonita e, ao contrário das outras, não temos um edifício, mas sim uma moça. Ainda assim, não me encanta tanto como as anteriores.

 

 

 

Por fim, vejamos a edição árabe (editora عصير الكتب للترجمة والنشر والتوزيع). Foge imenso aos conceitos das capas anteriores. Elogio as cores usadas, mas não gosto da ideia executada. Não é que a ilustração seja feia,  mas, colocando esta capa ao lado das outras, não me deixa fascinada.

 

 

 

Para mim, a capa vencedora é... Bem, é um empate entre as capas britânica e americana, estando a portuguesa em terceiro lugar. Em último, na minha opinião, fica a da Indonésia.

 

E vocês? O que acham destas capas?

 

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