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A Biblioteca da Daniela

A Biblioteca da Daniela

Opinião: A Fórmula do Amor, de Álex Rovira e Francesc Miralles

30.03.13, Daniela S.
Atenção: Pode conter spoilers para quem ainda não leu o livro.

Irei ler:



Meu resumo: Javier é um guionista e jornalista especializado em ciência que trabalha numa rádio em Barcelona. É numa entrevista na rádio feita a um escritor, que tinha escrito uma biografia de Albert Einstein, que Javier reflete sobre o depois da teoria da relatividade (E=mc2), ou seja, depois desta incrível descoberta, o que Einstein fez? Bem, Albert Einstein pensou numa outra teoria, mas ele achou que a Humanidade não estava preparada para a descobrir e Einstein manteve tudo isto em segredo. É assim que Javier se envolve em viagens misteriosas para descobrir quem sabia de alguma coisa sobre essa nova teoria. Ele enfrenta várias questões, várias descobertas e também outros tipos de descobertas, como é o caso dos seus sentimentos em relação à sua parceira no meio de todo este mistério, Sarah Brunet, que revela ser uma mulher misteriosa. Assim, no meio de todo este mistério, de todas estas investigações, Javier e Sarah acabam por encontrar a teoria, e podemos entender porque se diz que a Humanidade não está preparada para a saber.


Opinião: Nunca tinha lido um livro cheio de tantas intrigas, tão misterioso e, ao mesmo tempo, tão cativante como este. Prendeu-me por várias horas a fio. É sem dúvida um dos melhores livros que eu já li. Pensava que como falava sobre Albert Einstein, iriam falar em termos complexos sobre as suas teorias e coisas do género, mas este livro é tão simples, fazendo-me esperar por mais. Por isso é que estive sempre ligada a ele, eu estava sempre à espera de mais respostas, e mais enigmas. Este livro é mesmo muito bom, principalmente para quem adora mistérios, e o romance não é algo exagerado, mas também não é algo de especial, por isso, acho que o livro, quanto à parte amorosa, não é tão fascinante, apesar de também ter gostado. Aliás, adorei o livro em geral e também das várias frases de génios famosos, como é o caso de Einstein, que começavam um novo capítulo. Sem dúvida alguma que aconselho este livro, é muito cativante, simples, engenhoso, está muito bem escrito e está cheio de surpresas e mistério. Aconselho!

Classificação: 4.5/5

Excerto de Lua-de-Mel em Paris, de Elizabeth Adler

28.03.13, Daniela S.
«- Queres saber o que descobri mais na minha viagem de descoberta?-fungou.-Que a vida é uma questão de dar e receber. Tenho de abandonar a minha vida antiga e procurar a nova. Tenho  de abandonar o que era e aceitar o que é. E se tivesse sido honesta comigo própria e não me pusesse com falsos orgulhos, poderia estar a pensar num futuro com Dan. Para o melhor e para o pior. E por quanto tempo pudesse durar.»



Opinião: Lua-de-Mel em Paris, de Elizabeth Adler

28.03.13, Daniela S.
Atenção: Este post contém spoilers para quem ainda não leu o livro.




Meu resumo: Lara Lewis acorda numa manhã, lembrando-se que já tinha quarenta e cinco anos. Casada com um cirurgião famoso na área do coração e pulmões, tendo dois filhos com um pouco mais de vinte anos, Lara apercebeu-se que algo não estava a correr bem na sua vida pouco preenchida e vazia. Para além disso, tinha planeado uma "segunda lua-de-mel" em Paris, mas o seu marido não estava muito interessado, uma vez que tinha amante. Assim, nessa mesma manhã, quando o marido, Bill Lewis, partiu para Pequim com a sua assistente, Lara decide ir à sua casa de praia, onde percebeu que precisava de algumas obras. Por isso, ela contratou um construtor civil que ia arranjar a sua casa todas as tardes e aos poucos, Lara foi ficando mais atraída por ele, acontecendo também que ele, Dan Holland, sentisse um desejo intenso quanto àquela mulher, completamente diferente das jovens que houvera conhecido.
Porém, quando Lara confirma que o seu marido tinha amante, ela decide fazer essa viagem com Dan, onde iria fazer, também, uma autodescoberta. Contudo, ela não conta a verdade acerca dessa viagem a Dan e eles visitaram vários sítios onde Lara e Bill estiveram, mas Lara sentiu-se completamente diferente, completamente amada. Por isso, como irá Lara resolver a sua situação? Irá ficar com Bill, o homem com quem casara há 25 anos e com quem tinha ido a Paris pela primeira vez, ou ficará com Dan, que foi com ela nesta segunda viagem, e que a fez pensar sobre o seu passado, presente, futuro e também sobre si própria, e que lhe proporcionou momentos de paixão arrebatadora?  É durante essa viagem que Lara enfrenta sentimentos e pensamentos contraditórios, mas também decide como será a sua vida a partir de agora.


Opinião: Este é um dos livros mais descritivos que eu já li! Eu senti que estava em Paris que, por acaso, é um dos meus destinos de sonho! Senti-me tão bem quando a narradora descrevia de uma forma doce e sonhadora sobre os vários locais onde Lara e Dan iam. Senti-me tão bem, parecia que eu também estava lá. E só me fez perceber que realmente França não se concentra apenas em Paris. É um país cheio de cultura e também muito chique, é um lugar maravilhoso, requintado, romântico e arrebatadoramente perfeito.
Para além disto, adorei a história em si. Realmente, há sempre uma altura em que uma pessoa pensa que falta algo na sua vida, ou que, até, a sua vida possa ser uma mentira bem disfarçada. E foi isso que aconteceu a Lara. Ao fazer quarenta e cinco anos, ao chegar à meia idade, percebeu que algo não estava bem e, ao conhecer Dan, levou-a a refletir mais sobre isso, fazendo a viagem a Paris com ele. Nessa viagem, aconteceu de tudo um pouco: tiveram ótimos momentos de prazer, felicidade e de romance, mas também apareceram dúvidas e muitos receios. Por isso, houve algumas coisas que não me agradaram muito, uma vez que Lara, por vezes, teve umas atitudes que achei um pouco infantis, e que Dan também não gostou. Contudo, para além destes pequenos momentos, entendo a situação triste de Lara, fazendo com que eu sentisse uma certa compaixão e fazendo-me ficar feliz por ela pelas atitudes que teve mais para o fim e,também, ao longo deste processo de autodescoberta.
Recomendo este livro, sem dúvida alguma! É uma leitura, calorosa, alegre, fascinante, mas também que nos faz pensar. Faz-nos deliciar a nossa mente com as suas fantásticas descrições acerca dos vários locais de França, fazendo-nos sentir uma certa inveja por não estarmos nesses lugares mágicos. É um livro mesmo muito fascinante! Espero ir a França!


Concluindo: Adorei a história em si, mas principalmente as descrições fascinantes que a autora fez ao longo da história, sobre os vários esplendidos lugares de França. Contudo, a história podia ser um pouco mais elaborada, menos lamechas e infantil (Lara, por vezes, revelou ser infantil) e talvez o fim devia ter sido um pouco mais "complicado", que tudo isto não tivesse ficado resolvido repentinamente. Mas, como eu disse, gostei muito do livro e da sua escrita leve e maravilhosa e, por isso, no verão, hei de ler mais alguns livros desta escritora.

Classificação: 4/5 estrelas



Excerto de Ficarei à Tua Espera, de Michael Baron

26.03.13, Daniela S.
«Estava completamente apaixonada por ti. Nunca te disse isso porque não queria complicar a tua vida mais do que já era. Sabia que tinhas muitas coisas para resolver. Mas repetia-o para mim própria toda a hora. Adormecia todas as noites a dizer a mim própria que te amava. E quando tudo desabou daquela maneira, quis odiar-te com a mesma intensidade. Se podias magoar-me assim tanto, então tinha de te odiar. Mas não consegui, porque quando se ama alguém da forma como te amo, não desaparece num instante. Nem sei se algum dia chega a desaparecer.»

Excerto de Ficarei à tua Espera, de Michael Baron

26.03.13, Daniela S.
«É tão fácil para a tragédia derrotar-nos.Sedutor, como ouvi dizer que morrer de frio é. Ser consumido pela dor é, de muitas formas, muito mais confortável do que lutar para sair dela- especialmente quando percebemos que por mais que lutemos não conseguimos reverter a situação. Mas é tão importante empenharmo-nos, seja como for, nessa batalha. É realmente a única maneira de continuarmos vivos.»

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Opinião: Ficarei à Tua Espera, de Michael Baron

26.03.13, Daniela S.
Nota: Pode conter spoilers para quem ainda não leu o livro.

A ler:

Meu resumo: Este livro fala-nos da vida atribulada de Gerry Rubato, que tem uma filha de 17 anos desaparecida com o seu namorado mais velho; que teve um filho, Reese, mas a sua mulher, Maureen, morreu tempos depois do nascimento do menino. Assim, Gerry passou a ser um pai solteiro, com uma filha desaparecida e com um bebé para criar. Ao passar por tudo isto, Gerry tem novas emoções, novas e velhas dúvidas, mas sempre à procura de esperança de que tudo um dia tudo se resolva, apesar de a sua querida mulher nunca mais voltar. Contudo, é no trabalho que conhece Ally, uma jovem mulher que lhe trará novas emoções e esperanças, mas também dúvidas e medos. Apesar desta, também fica mais próxima de Codie, sua cunhada, com quem partilha todas essas experiências, havendo uma grande amizade entre eles. Como será que Gerry vai lidar com os seus medos e os seus desejos?

Opinião: Gosto muito dos temas abordados neste livro. Infelizmente, são problemas "frequentes" no dia a dia de algumas pessoas, que não sabem como lidar com elas. Este livro mostra isso mesmo, como este personagem, Gerry, lida com tudo isto. Está bem explícito os seus altos e baixos, as suas dúvidas e os seus medos, e também as suas esperanças e o seu desempenho quanto ao papel de pai. Para além de apresentar os problemas deste homem, também apresenta os problemas da sua cunhada (como é o caso da sua baixa auto-estima), os problemas da sua filha adolescente Tanya (que tinha ciúmes da forte e amorosa relação dos seus pais).
Contudo, apesar de ter gostado destes temas, penso que o autor devia tê-los desenvolvido mais. Por exemplo, não gostei muito do fim. Foi algo muito "positivo", ou seja, ficou, praticamente, "tudo resolvido" repentinamente. Também achei a sua escrita um pouco simples, mas que, ainda assim, é cativante devido aos temas abordados. No entanto, tinha algumas expetativas quanto a este livro, apesar de, ainda assim, ter adorado a sua leitura, foi algo de enriquecedor, dando-nos uma outra perspetiva quanto à vida. Aliás, o importante deste livro, por mim, é a mensagem que apreendi:

Nunca devemos de deixar de nos preocupar com os nossos ente queridos. Ou então nunca devemos de lhes prestar menos atenção. De um momento para o outro, podem já não estar junto de nós, podem ter ido embora para sempre, ou até mesmo temporariamente. Ainda assim, tudo isto causa muito sofrimento. Por isso, devemos aproveitar o presente ao máximo, valorizar o passado e também pensar no futuro, mas temos que viver um dia de cada vez, e que o que conta é o hoje.

Classificação: 3.5/5


Sangue Quente, de Isaac Marion

23.03.13, Daniela S.
« Tento pensar em coisas para dizer, mas não me ocorre nada, e se por acaso conseguisse lembrar-me de alguma coisa, o mais provável era não conseguir verbalizá-la. Este é o meu grande obstáculo, o maior de todos os pedregulhos que se atravessam no meu caminho. Na minha mente, sou eloquente; sou capaz de escalar intricados andaimes de palavras e alcançar os tetos das mais altas catedrais e pintar os meus pensamentos. Quando abro a boca, no entanto, tudo se desmorona.»

Versos (poema de Florbela Espanca)

22.03.13, Daniela S.
Ontem foi o Dia Mundial da Poesia, mas não consegui vir ao computador para postal algum poema. Por isso, hoje, deixo este poema da poetisa Florbela Espanca.


«Versos! Versos! Sei lá o que são versos... 
Pedaços de sorriso, branca espuma, 
Gargalhadas de luz, cantos dispersos, 
Ou pétalas que caem uma a uma... 

Versos!... Sei lá! Um verso é o teu olhar, 
Um verso é o teu sorriso e os de Dante 
Eram o teu amor a soluçar 
Aos pés da sua estremecida amante! 

Meus versos!... Sei eu lá também que são... 
Sei lá! Sei lá!... Meu pobre coração 
Partido em mil pedaços são talvez... 

Versos! Versos! Sei lá o que são versos... 
Meus soluços de dor que andam dispersos 
Por este grande amor em que não crês... »

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

Excerto do livro Sangue Quente

20.03.13, Daniela S.
« Antes, quando estava vivo, nunca poderia ter feito isto. Ficar parado a ver o mundo desfilar diante dos meus olhos praticamente sem pensar em nada. Recordo o esforço. As metas e os prazos. Os objetivos e as ambições. Lembro-me de agir sempre com um propósito, em toda a parte e a toda a hora. Agora, estou apenas aqui, de pé sobre a passadeira rolante como um mero espetador passivo.»



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