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A Biblioteca da Daniela

A Biblioteca da Daniela

E o vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa 2017 é...

24.02.17, Daniela S.
O festival literário Correntes d'Escritas começou no dia 21 de fevereiro e terminará no sábado, dia 25. No segundo dia, foi divulgado o vencedor do grande galardão do evento, o Prémio Literário Casino da Póvoa. O prémio, de valor monetário de 20 mil euros, é atribuído a uma obra que foi publicada em Portugal nos últimos dois anos e meio. Pode ser concedido a autores de língua portuguesa ou castelhana.

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A sessão oficial de abertura do festival literário foi presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.


Este ano, a obra vencedora é A Sombra do Mar, de Armando Silva Faria. Esta antologia poética foi publicada em 2015 pela editora Assírio & Alvim e tem como temas principais o tempo, a morte, e a doença, tendo, ainda, referências a Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade e Cesário Verde.




Também graças a este livro, Armando Silva Carvalho já recebeu o 1.º Grande Prémio de Poesia António Feijó e o Prémio PEN de Poesia de 2015.


O júri, formado por Isaque Ferreira, Ana Gabriela Macedo, Inês Pedrosa, entre outros, afirma que o livro de poesia apresenta "um corpo orgânico de grande unidade estilística e temática" e destaca-se "pela força imagética da sua escrita e pela tensão conseguida entre ironia e melancolia".

De entre os restantes 70 finalistas, os elementos do júri acabaram por destacar O fruto da gramática, de Nuno Júdice, e Bisonte, de Daniel Jonas.


No ano passado, o prémio foi entregue ao espanhol Javier Cerca, que escreveu o romance As Leis da Fronteira.



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Armando Silva Carvalho nasceu em Óbidos, em 1938, Frequentou o curso de Filosofia da Faculdade de Letras e licenciou-se em Direito. Foi colaborador no Jornal de Letras e no Diário de Notícias e publicou o seu primeiro livro de poesia, Lírica Consumível, em 1965. Também escreve prosa e já traduziu obras de Samuel Beckett e E.E. Cummings.


A 18.ª edição do festival conta com a presença de 83 escritores de 13 nacionalidades diferentes que estarão disponíveis para debates, passeios literários e sessões de poesia. João Tordo, Valter Hugo Mãe e Hélia Correia são alguns dos muitos escritores conhecidos em Portugal que estarão no evento. Também haverão muitas apresentações e lançamentos de livros, como O Convidador de Pirilampos, do angolano Ondjaki, Pátria ou Morte, do venezuelano Alberto Barrera Tyszka, e Coração Mais que Perfeito, do autor e compositor português Sérgio Godinho.


O evento encerra a 25 de fevereiro com a entrega dos galardões aos vencedores do Prémio Literário Casino da Póvoa, do Prémio Correntes d'Escritas Papelaria Locus, do Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d'Escritas Porto Editora e do Prémio Fundação Dr. Luís Rainha Correntes d'Escritas.





Novo habitante da estante!

21.02.17, Daniela S.
Fevereiro, tal como janeiro, tem sido um mês péssimo para leituras. Talvez porque o segundo semestre começou há uma semana e acabo por não ter paciência para ler as leituras obrigatórias para certas aulas. Ainda assim, vou ver se leio esta semana, uma vez que já estou a habituar-me novamente ao ritmo universitário.
Apesar disso, comprei um livro na passada quinta-feira. Desta vez, adquiri um romance focado numa figura  muito importante da História da China, a Imperatriz Wu Wei.



Sinopse retirada do site da Bertrand: 

No palácio da China imperial, uma concubina aprende rapidamente as várias técnicas para conquistar o coração do imperador, o Único acima de Todos: pintar a cara de branco, desenhar um sinal de beleza, fazer penteados elaborados… Mei é convocada aos 13 anos para a corte do palácio na China imperial, uma honra que resgatará a sua família, outrora nobre e influente, da miséria. 

Porém, ela rapidamente descobre que para se aproximar do imperador e conquistar o seu coração terá de ultrapassar obstáculos perigosos. Como desconhece a arte da sedução, no dia do aniversário do imperador, Mei oferece-lhe um presente singular: uma adivinha. Porém, quando lhe parecia que estava em posição de seduzir o homem mais poderoso da China, Mei apaixona-se por Faisão, o filho mais novo do imperador. Contudo, uma tentativa de assassinato ao imperador provoca uma luta terrível pelo poder na corte imperial. E Mei terá de se servir das suas excelentes capacidades de inteligência, sabedoria e engenho para escapar e salvar o amor da sua vida. 

Baseando-se em factos reais, Weina Dei Randel pinta de forma notável o quadro da China antiga, em particular da corte imperial, em que o amor, a ambição, a intriga e os jogos de poder podem determinar a vida ou a morte.




Ao pesquisar um pouco sobre o livro de Weina Dai Randel, descobri que há um romance que o sucede, The Empress of Bright Moon. Não sei porque é que a edição portuguesa do primeiro livro tem o título do segundo. A tradução portuguesa do primeiro título seria A Lua no Palácio (The Moon in the Palace). Talvez porque o título do segundo livro seja mais apelativo.
Vamos ver se este livro é bom. Se for, espero que a Editorial Presença publique o segundo rapidamente. Por enquanto, só posso ler os romances recomendados pelos professores universitários, ou seja, não sei quando poderei ler as novas aquisições.


E vocês? Compraram algum livro nos últimos dias?



Opinião: A Court of Mist and Fury, de Sarah J. Maas

10.02.17, Daniela S.


Aviso: A opinião não tem spoilers, mas talvez seja melhor ler primeiro a opinião acerca do livro anterior.


A Court of Mist and Fury, de Sarah J. Maas, é o segundo volume de uma trilogia de Fantasia que conta com um mundo composto por Faes, criaturas mágicas extremamente poderosas, humanos e monstros horrendos. Conta, ainda, com uma escrita fenomenal, um conjunto de personagens brutal e uma história avassaladora. É, sem dúvida alguma, um livro muito superior em comparação ao primeiro, A Court of Thorns and Roses, que também adorei imenso.


Neste livro, seguimos a vida de Feyre depois de ter sofrido imenso nas mãos de Amarantha, uma mulher Fae que praticamente controlava todas as cortes mágicas. Após a queda do reinado de terror da vilã, Feyre tenta aprender como viver no meio mágico dos Faes ao lado de Tamlin, mas tem uma depressão profunda e acorda várias vezes durante a noite por causa dos pesadelos.
É nos piores momentos que Rhysand, o High Lord (tradução literal: Grande Senhor) da Corte da Noite, intervém e ajuda Feyre a perceber que ela é forte e que ninguém manda nela a não ser ela própria. É também com o apoio de Rhysand que Feyre explora os seus novos poderes e a sua nova capacidade física, que irão ser fulcrais na missão de salvar o mundo das garras do Mal.


Não posso revelar muito mais acerca do enredo, pois perderia o seu brilho se tal o fizesse. No entanto, posso dizer que este livro é maravilhoso e aborda assuntos muito importantes, acabando por ser feminista, por exemplo. Mostra, de forma excecional, que a mulher não é um brinquedo nas mãos do homem, pois ela própria é uma arma e dona do seu destino. A mulher é que faz as suas escolhas e sabe o seu valor, não o homem. O que o homem pode fazer é respeitá-la e admirá-la. E tudo isto foi muito bem explorado na relação entre Feyre e Rhysand.
Mostra, ainda, que ter depressão não é motivo de vergonha e que o caminho para uma vida melhor não precisa de ser solitário e obscuro. Explora-se, também, a força do amor e da amizade, bem como a importância da individualidade, do respeito e da família.
É um livro repleto de mensagens fortes e fundamentais e a exploração das mesmas foi feita com sucesso, uma vez que o desenrolar da ação ocorre num ritmo alucinante, mas que, ainda assim, deixa uma marca profunda no leitor.

Um outro elemento que, sem dúvida alguma, também deixa uma marca no leitor é o leque de personagens que Maas criou magistralmente. Todos têm um pouco de luz e um pouco de sombra e isso é que os torna fascinantes. Apesar disso, acabam por ser muito diferentes e por possuírem qualidades e defeitos que os tornam únicos. As personagens que mais me cativaram foram Feyre e Rhysand. 
Feyre juntou os cacos da sua alma aos poucos, mas com muita garra e determinação. Aprendeu a lidar com o seu passado negro e ergueu-se como uma fénix, praticamente. Ela própria é uma mensagem: a luz não está no fim do túnel, mas no nosso interior. 
Rhysand é o perfeito exemplo de que, sim, há homens feministas. Há homens que não têm medo de mulheres fortes e têm orgulho nelas e ajudam-nas se elas precisarem. É, além disso, um homem que não tem medo de mostrar as suas fraquezas e de falar acerca delas. Apesar de ser uma criatura mágica, ele é muito humano.



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Fanart: Feyre, Rhysand, Amren, Morrigan, Azriel e Cassian (os últimos quatro nomes são grandes figuras da Corte da Noite, bem como os grandes amigos de Rhysand e, eventualmente, de Feyre).

A escrita de Maas continua impecável. Ela percebe que as palavras são um poço infindável de poder e usa-as com muita agilidade. É uma escrita que agarra facilmente o leitor e fá-lo desejar por mais.


Sarah J Maass A Court of Mist and Fury. To the stars who listen- and the dreams that are answered.:
Tradução livre: Para as estrelas que ouvem e os sonhos que são tornados em realidade.

Em suma, A Court of Mist and Fury é a continuação poderosa de uma história cativante e especial e vem reforçar o talento grandioso de Maas. Ainda bem que o terceiro livro sai este ano, pois quero saber como será o futuro destas personagens impressionantes.


Classificação: 5/5 estrelas.


P.S- O lançamento da edição inglesa do terceiro livro, A Court of Wings and Ruin, ocorrerá no dia 2 de maio de 2017. O livro já tem capa.











Comprinhas literárias!

08.02.17, Daniela S.
Ontem foi dia de ir fazer compras para abastecer a casa e acabou por ser também o dia de "abastecer" a estante!
Um dos livros que comprei ontem saiu no mês passado e já tinha falado nele, tendo dito que gostaria de o ter. O outro é de uma autora que já conhecia, Lesley Pearse. Este livro tinha desconto (vá lá, é uma campanha especial para o Dia dos Namorados) e decidi aproveitar.


Sinopse retirada do site da Bertrand:

A infâmia é um veneno que nos corre no sangue…
É o preço a pagar por sermos Bórgias.

C. W. Gortner revela-nos a história fascinante de uma das mais poderosas famílias do Renascimento, que dominou a política e a sociedade da época. Movidos por uma sede desenfreada de poder, os Bórgias cometeram os pecados mais cruéis, tornando-se sinónimo de intriga, perfídia e delito.

Com a controversa eleição de Rodrigo Bórgia como papa Alexandre VI, os Bórgias alcançam uma posição privilegiada na corte papal, dando início a uma nova era na cidade eterna. Mas Roma acaba por revelar-se tão encantadora quanto perigosa.

Perante a ameaça de uma invasão francesa, Rodrigo, pai da jovem e inocente Lucrécia, é obrigado a casá-la com um adversário poderoso, tornando-a um mero peão num perigoso jogo de poder. Contudo, quando as acusações escandalosas de assassinato e incesto de que Lucrécia é alvo ameaçam aqueles que ama, somente a sua astúcia e inteligência a poderão salvar.

Conseguirá a jovem princesa fugir ao destino fatal que lhe foi imposto à nascença pelo seu sangue Bórgia?


Comprei este livro não só porque quero ler mais romances históricos este ano, mas também porque C.W. Gortner já conquistou muitos leitores portugueses. Já li opiniões de vários romances dele e parece ser um bom autor.




Sinopse retirada do site da Bertrand: 

Belle tem quinze anos e uma vida protegida. Graças aos cuidados da ama, ela nunca se apercebeu de que a casa onde vive é um bordel, regido com mão de ferro pela sua mãe. Porém, a verdade encontra sempre maneira de se revelar… Para Belle, será no trágico dia em que assiste ao assassinato de uma das raparigas da casa. Ingénua e indefesa, ela fica à mercê do criminoso, que a rapta e leva para Paris, onde se inicia como cortesã. Afastada do único lar que conheceu, a jovem refugia-se nas memórias de infância e acalenta o sonho de voltar aos braços do seu primeiro amor, Jimmy. 

Mas Belle já não é senhora do seu destino. Prisioneira da sua própria beleza, é alvo do desejo dos homens e da inveja das mulheres. Longe vão os anos da inocência e, quando é levada para a exótica e decadente cidade de Nova Orleães, ela acaba por apreciar o estilo de vida que o Novo Mundo tem para lhe oferecer. Mas o luxo e a voluptuosidade que a rodeiam não mitigam as saudades que sente de casa, e Belle está decidida a tomar as rédeas da sua vida. Um sonho que pode ser-lhe fatal pois há quem esteja disposto a tudo para não a perder. No seu caminho, como barreiras fatais, erguem-se um continente selvagem e um oceano impiedoso. Conseguirá o poder da memória dar-lhe forças para sobreviver a uma viagem impossível?


O primeiro livro de Lesley Pearse que eu li foi A Melodia do Amor e, na altura, eu gostei da escrita da autora e da história. Os romances de Pearse são praticamente conhecidos como "livros cor-de-rosa", mas até gosto de ler, porque, enfim, lá no fundo, sou uma rapariga romântica. O preço habitual de Sonhos Proibidos é 16.90€, mas, devido à campanha, custou 9.95€. Consegui poupar uns bons trocos!



E vocês? Já compraram livros este mês?


Vencedores do Costa Book Awards 2016

01.02.17, Daniela S.
Os Costa Book Awards são um conjunto de prémios literários atribuídos anualmente a escritores britânicos e irlandeses. Têm como objetivo dar a conhecer obras de grande mérito literário, mas que também sejam de leitura aprazível. 

A primeira edição ocorreu em 1971, mas os prémios eram conhecidos como Whitbread Book Awards. O nome foi alterado quando o Costa Coffee, em 2006, passou a ser o principal patrocinador. Mais tarde, em 2012, foi introduzido um outro prémio, o Costa Short Story Award, que é atribuído unicamente a contos.

Os Costa Book Awards estão divididos em 5 categorias: Primeiro Romance, Romance, Biografia, Poesia e Livro Infantil. Depois, um deles é escolhido como o Livro do Ano. Os prémios são anunciados numa cerimónia anual, em Londres, que ocorre sempre no mês de janeiro.




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Logótipo do conjunto de prémios literários britânicos e irlandeses.


Os nomes dos vencedores da edição de 2016 foram divulgados ontem, dia 31 de janeiro. O escritor irlandês Sebastian Barry foi o grande vencedor, pois recebeu não só o galardão da categoria de Romance, como também o de Livro do Ano, graças ao livro Days Without End.
Barry é o primeiro autor a receber o título do Livro do Ano duas vezes, uma vez que já tinha sido o vencedor da edição de 2008, com o The Secret Scripture (tradução livre: A Escritura Secreta).


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Sebastian Barry na cerimónia da entrega dos Costa Book Awards.


Days Without End (tradução livre: Dias Sem Fim) foi escrito depois de o filho do autor ter revelado à família que é homossexual. O romance tem como protagonistas um jovem de 17 anos, Thomas McNulty, e o seu "irmão de armas", John Cole. Ambos lutaram nas Guerras Indianas e na Guerra Civil. Apesar de terem passado por momentos difíceis, os dois acabam por viver dias cheios de maravilhas. No entanto, conhecem uma jovem indiana que pode complicar as novas vidas das duas personagens.

O júri descreveu o romance como sendo um "milagre [...] que foi capaz de criar espaços para o amor e a segurança no meio do barulho e do caos da História".


Nas restantes categorias, temos como vencedores:
Biografia: Dadland: A Journey into Uncharted Territory, de Keggie Carew;
Poesia: Falling Awake, de Alice Oswald;
Livro Infantil: The Bombs That Brought Us Together, de Brian Conaghan;
Primeiro Romance: Golden Hill, de Francis Spufford.



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Os vencedores da edição de 2016. Da esquerda para a direita: Francis Spufford, Keggie Carew, Sebastian Barry, Alice Oswald e Brian Conaghan.


Por fim, Jess Kidd, graças ao "Dirty Little Fishes", venceu o Costa Short Story Award. Billy O'Callaghan, que escreveu "The Boatman", ficou em segundo lygar, enquanto Rob Ewing, autor de "The Persistence of Memory", ficou em terceiro.



O conto de Jess Kidd, "Dirty Little Fishes", tem 14 páginas e tem como personagem principal uma menina irlandesa que vai com a mãe visitar uma moribunda. A visita acaba por ter consequências curiosas.



Cada autor vencedor recebe 5.000 libras e o que recebe o grande galardão, Livro do Ano, recebe, ainda, 25.000 libras. Já o Costa Short Stort Award pode ter três vencedores, sendo que o primeiro recebe 3.500 libras, o segundo 1.500 libras e o terceiro 500 libras.