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A Biblioteca da Daniela

A Biblioteca da Daniela

E o vencedor do Man Booker Prize 2017 é...

29.10.17, Daniela S.
No dia 13 de setembro, foi divulgada a lista dos 6 finalistas do Man Booker Prize de 2017, tendo como integrantes os americanos Paul Auster, Emily Frindlund e George Saunders. Os restantes finalistas, Mohsin Hamid (que também é paquistanês), Fiona Mozley e Ali Smith são do Reino Unido.





The Man Booker Prize 2017 shortlist
Livros finalistas do Man Booker Prize. Imagem retirada do site dedicado ao prémio.




No dia 17 de outubro, George Saunders, autor de Lincoln in the Bardo foi o nome anunciado como o vencedor da 49.ª edição do prémio. O americano de 58 anos foi o escolhido por ter escrito um romance que revela "uma narrativa espirituosa, inteligente e profundamente comovente". Acrescentou-se que "esta história de almas assombradas na vida no além do jovem filho de Abraham Lincoln criou paradoxalmente uma evocação enérgica e nítida das personagens que povoam o outro mundo".




Foto de The Man Booker Prize.
George Saunders ao receber o Man Booker Prize de 2017.




O escritor, numa entrevista à revista TIME, disse que ele não queria escrever sobre Lincoln, mas nunca se esquecera da história que ouvira há uns anos atrás de Lincoln a entrar na cripta do filho.





Edição portuguesa de Lincoln in the Bardo.
Sinopse retirada do site da Bertrand: Lincoln no Bardo é o primeiro romance de George Saunders. Nestas páginas, o autor revela-nos o seu trabalho mais original, transcendente e comovedor. A ação desenrola-se num cemitério e, durante apenas uma noite, a história é-nos narrada por um coro de vozes, que fazem deste livro uma experiência ímpar que apenas George Saunders nos conseguiria dar. Ousado na estrutura, generoso e profundamente interessado nos sentimentos, Lincoln no Bardo é uma prova de que a ficção pode falar sobre as coisas que realmente nos interessam. Saunders inventou uma nova forma narrativa, caledoscópica e teatral, entoada ao som de diferentes vozes, de modo a fazer-nos uma pergunta profunda e intemporal: como podemos viver e amar sabendo que tudo o que amamos tem um fim?






O Man Booker Prize é patrocinado pelo Man Group e o vencedor recebe £50.000, enquanto cada finalista recebe £2.500.
Também há uma versão que abrange outros países, o Man Booker International Prize. Este ano, foi atribuído ao israelita David Grossman, o autor de A Horse Walk into a Bar. É narrado o último espetáculo de um comediante de stand-up, Dovaleh Gee. O júri sublinhou "a prontidão de Grossman em correr riscos emocionais, bem como estilísticos: cada frase conta, cada palavra é importante neste exemplo supremo da habilidade do escritor". O prémio de £50.000 foi dividido com a tradutora da obra, Jessica Cohen.





Edição inglesa.




Sinopse traduzida por mim (retirada do site do Man Booker Prize): O cenário é um clube de comédia numa pequena cidade israelita. Uma audiência veio contando com uma noite de divertimento, mas veem um comediante a desmoronar-se no palco; um ato de desintegração, um homem a desfazer-se perante os olhos deles como se tivesse sido uma escolha. Eles poderiam ter-se levantado e saído, ou vaiado e assobiado e tirá-lo do palco, se não estivessem interessados em ver de relance o inferno pessoal dele.
Dovale Gee, um comediante de stand-up veterano- fascinante, excêntrico, repelente- expõe uma ferida com a qual ele tem vivido há anos: uma escolha fatal e macabra que ele teve que tomar entre as duas pessoas que lhe são muito querida.



O que acharam das escolhas? Já leram algum livro destes vencedores e dos finalistas?
Eu fiquei curiosa em relação ao livro de George Saunders!






Os mais recentes habitantes da estante!

26.10.17, Daniela S.
Há uns dias atrás, publiquei, na página de Facebook do blogue, uma fotografia de uma encomenda. Hoje, finalmente, poderão saber que livro recebi. Irei referir, ainda, as minha mais recentes compras, uma no hipermercado Continente, outra na Bertrand.


Encomendei este livro, porque irei realizar e apresentar um trabalho para a cadeira de Estudos Culturais. Foi-nos dada a liberdade de escolhermos algo relacionado com a cultura contemporânea e, obviamente, escolhi um livro. É um de não-ficção e trata o tema do feminismo e como este movimento é visto na nossa sociedade na perspetiva de Chimamanda Ngozi Adichie. Sempre quis ler este livro pequenino, mas que, pelos vistos, contém mensagens grandiosas.




Sinopse da edição portuguesa (retirada do site da Bertrand):


"Peço-vos que sonhem e planeiem um mundo diferente. 
Um mundo mais justo. Um mundo de homens e mulheres mais felizes, mais fiéis a si mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos de criar as nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos de criar os nossos filhos de uma maneira diferente."

O que é que o feminismo significa hoje em dia?

Neste ensaio pessoal - adaptado de uma conferência TED - Chimamanda Ngozi Adichie apresenta uma definição única do feminismo no século XXI. A escritora parte da sua experiência pessoal para defender a inclusão e a consciência nesta admirável exploração sobre o que significa ser mulher nos dias de hoje. Um desafio lançado a mulheres e homens, porque todos devemos ser feministas.






O livro que comprei no hipermercado Continente foi o romance mais recente de Rodrigo Guedes de Carvalho. Foi comentado numa aula que o jornalista escreve bem e, como quero ler mais livros de autores portugueses, decidi adquirir este romance.





Sinopse retirada do site da Bertrand: 

O Pianista de Hotel transporta-nos numa melodia. 

É uma entrada para um mundo regido pela linguagem da música, pela sua força e beleza, presentes no ritmo de cada frase, de cada parágrafo rigorosamente medido.
Livro em camadas, nele se cruzam diversos planos, diversas histórias perpassadas pelo poder redentor da música que entra e rasga, a solidão, a dor e o vazio das pessoas que habitam nestas páginas. Com um vasto subtexto, a densidade das personagens está carregada de mistérios que nos prendem a sucessivas interrogações.

Há um pouco de nós em todas elas.
Há muito de nós neste mergulho ao mais fundo da alma humana. 
É um romance que se lê e ouve, que mantém todos os sentidos alerta. Uma pauta musical, com andamentos diversos, que acabam por se cruzar numa vertigem imprevisível de autêntico thriller psicológico.

E, depois, há o pianista…


Hoje, comprei um livro de sonetos de Antero de Quental. É verdade, não tinha nenhum livro deste magnífico escritor açoriano, mas já posso dizer que tenho!






Sinopse retirada do site da Bertrand:
Metas Curriculares de Português
Leitura obrigatória no 11.º ano de escolaridade.
Os Sonetos Completos
Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!
A imagem do "cavaleiro andante" em busca do mundo ideal é uma das representações possíveis da poesia de Antero de Quental, profundo conhecedor da alma humana. Se, por um lado, encontramos o eterno sonhador, por outro, deparamo-nos com a face noturna de quem se desiludiu pelo caminho…
Coleção Educação Literária reúne obras de referência da literatura portuguesa e universal indicadas pelo Programa e Metas Curriculares de Português e pelo Plano Nacional de Leitura.




Em conjunto com o livro encomendado anteriormente referido, deveria ter recebido Never Let Me Go, de Kazuo Ishiguro. No entanto, recebi um email do Book Depository a informar que não tinha sido impossível enviar o livro. Prefiro acreditar que foi um erro informático, mas a edição que encomendei custava apenas 6 euros e qualquer coisa quando efetuei a compra e, agora, custa 8 euros, quase 9. É caso para pensar. Apesar disso, hei de encomendar o livro na mesma, em breve.


E vocês? Compraram ou encomendaram algum livro nos últimos dias?





Encomendas e compras!

16.10.17, Daniela S.
Já deveria ter publicado isto há uns tempos, mas mais vale tarde do que nunca, não é verdade?
Há umas semanas, no Facebook, publiquei uma fotografia de duas encomendas. Eram dois livros que tinha encomendado no início do mês de setembro e chegaram, exatamente, duas semanas depois. 





Como ainda estava a habituar-me novamente à vida universitária, não escrevi nada sobre as encomendas nos dias seguintes. Entretanto, comprei um livro no hipermercado Continente, que será mencionado aqui também.



Comprei este livro, porque o autor ganhou um Prémio Nobel da Literatura, em 1946. Pretendo ler mais autores que receberam esta grande distinção. Além disso, um grupo de K-Pop (música coreana), BTS, baseou-se neste livro para criar um conceito artístico para um dos seus álbuns. De facto, esse álbum é um dos melhores e mais profundos deste grupo e, por isso, quero saber como eles se inspiraram num livro como este.

Sinopse traduzida por mim e retirada do site do Goodreads:
Emil Sinclair é um jovem rapaz que foi criado numa casa burguesa, que é descrita como Scheinwelt, um jogo de palavras que significam "mundo da luz", bem como "mundo da ilusão". Toda a existência de Emil pode ser resumida como uma luta entre dois mundos: o mundo da ilusão (relacionado com o conceito Hindu de maya) e o mundo real, o mundo a verdade espiritual. Ao longo do romance, acompanhado e incitado pelo seu colega misterioso Max Demian, ele afasta-se e revolta contra os ideais superficiais do mundo das aparências e, eventualmente, acorda numa realização de si mesmo.




Encomendei este livro para Jovens-Adultos, porque é um livro relacionado com as séries coreanas e a cultura de entretenimento coreana em geral. Por gostar deste tipo de séries e de K-Pop, apaixonei-me imediatamente pela sinopse do livro. Será que, alguma vez, virá a ser publicado em Portugal? 
O seu título português poderia ser algo como: Eu acredito numa coisa que se chama amor.

Sinopse traduzida por mim e retirada do site do Goodreads:
Desi Lee acredita que tudo é possível se tiveres um plano. Foi isso que ela se tornou na presidente do corpo estudantil. Uma estrela do futebol. E é assim que ela vai conseguir entrar em Stanford. Mas ela nunca teve um namorado. De facto, ela é um desastre no romance, um íman torto e distorcido de humilhação cujas tentativas malucas de fazer "flirt" tornaram-se em lendas no grupo de amigos dela. Portanto, quando, um dia, o espécime humano mais "quente" que alguma vez viveu entra na vida dela, Desi decide enfrentar as falhas no "flirt" com o mesmo entusiasmo que ela aplica em tudo na vida dela. Ela encontra orientação nos programas coreanos que o pai tem visto de forma obsessiva durante anos, onde a heroína infeliz parece sempre acabar nos braços do seu amor verdadeiro no décimo episódio. É uma fórmula simples e Desi aprende rapidamente. Armada com o seu "Passos dos Dramas Coreanos para o Amor Verdadeiro), Desi vai atrás de Lucas Drako, um artista temperamental e esquivo- e de resgastes de barco, triângulos amorosos e acidentes de carro encenados. Mas quando a diversão e os jogos transformam-se em sentimentos verdadeiros, Desi descbre que o amor verdadeiro é mais do apenas drama.



Finalmente, vou falar na minha mais recente compra. Gostei muito de ler Eleanor e Park, de Rainbow Rowell. Portanto, é claro que, um dia, iria comprar mais um livro dela. E aqui está a versão portuguesa de Fangirl! Ainda bem que a editora escolheu manter a capa original, pois é simples, mas bonita.
Quero muito ler este livro nas férias de inverno, pois tem a ver com uma jovem que gosta de escrever e é uma grande fã de uma coleção de livros de Fantasia. Parece que Rowell escreveu um livro sobre mim!

Sinopse retirada do site da Bertrand:

Cath ama os seus livros e a sua família. Haverá espaço para mais alguém? Todo o mundo é fã dos livros de Simon Snow. Mas Cath vai mais longe: ser fã desses livros tornou-se a sua vida. Ela e a sua irmã gémea, Wren, refugiaram-se na obra de Simon Snow quando eram miúdas, e na verdade foi isso que as salvou da ruína emocional que foi a perda da mãe. Ler. Reler. Interagir em fóruns, escrever ficção baseada na obra de Simon Snow, vestir-se como as personagens dos livros. Mas essas fantasias deixam de fazer sentido quando se cresce, e enquanto Wren facilmente abandona esse refúgio, Cath não consegue fazê-lo. Na verdade, nem quer. Agora que vão para a universidade, Wren não quer ficar no mesmo quarto de Cath. E esta fica sozinha e fora da sua zona de conforto. Partilha o quarto com uma miúda arrogante; tem um professor que despreza os seus gostos; um colega atraente mas que apenas fala sobre a beleza das palavras... e, ainda por cima, Cath não consegue parar de se preocupar com o seu pai, tão querido, frágil e solitário. A pergunta paira no ar: será que ela consegue triunfar sem que Wren lhe dê a mão? Estará preparada para viver a vida em seu nome? Escrever as suas próprias histórias? E se isso significar deixar Simon Snow para trás?




E vocês? Têm encomendado/comprado livros?



Opinião: Scarlet (#2 The Lunar Chronicles), de Marissa Meyer

06.10.17, Daniela S.





Neste segundo volume da coleção The Lunar Chronicles, conhecemos Scarlet Benoit, uma jovem de 18 anos que vive numa quinta francesa com a avó. Tinha uma vida normal até a avó desaparecer sem deixar rasto. A polícia encerrou o caso por falta de provas e os conhecidos não querem ajudar, porque pensam que a avó era uma maluca. Apesar de tudo, Scarlet não desiste e, aos poucos, com a ajuda de Wolf, um rapaz misterioso que acaba por conhecer, vai descobrindo segredos e percebendo que a sua vida é, afinal, tudo menos normal.


Neste segundo volume, para além de termos novas personagens, seguimos as desventuras das personagens do livro anterior, até porque, como segundo livro da coleção, estamos perante uma continuação. E que continuação entusiasmante!


Mais uma vez, Marissa Meyer prova que consegue inovar os contos tradicionais. Desta vez, pegou no enredo do conto "Capuchino Vermelho" e adicionou mutação genética e, novamente, personagens com profundidade e personalidades únicas e cativantes.
O que mais gostei foi da reafirmação do poder feminino. A avó de Scarlet trabalhou na aviação e desempenhou um papel importantíssimo, que a colocou em risco de vida. No entanto, mostrou-se firme e nunca prevaleceu perante o inimigo. Scarlet sabe defender-se e não permite que seja intimidada facilmente. Também é bom ver as personagens masculinas aceitarem o poder destas mulheres fortes. Um outro aspeto positivo relativamente ao enredo foi a forma como a autora intercalou duas ações distintas, uma protagonizada por Scarlet e outra protagonizada por Cinder, a personagem principal do primeiro livro. Não o fez de forma confusa e conseguiu estabelecer elos de ligação muito bons e ricos para o enredo em geral.
Contudo, se quiser comparar Scarlet com Cinder, prefiro Cinder, talvez devido à relação amorosa que se procedeu rapidamente neste segundo capítulo da coleção. Penso que é um ponto fraco da autora, o facto de as relações, quer amorosas, quer entre amigos, serem estabelecidas de forma muito repentina e, por isso, as mesmas não parecem ser suficientemente reais. Além disso, Meyer inovou mais no primeiro volume. É verdade que eu disse que, neste segundo volume, ela adicionou aspetos muito interessantes e originais, mas sinto que houve mais trabalho no Cinder.



The lunar chronicles | Tumblr
Fanart.


A escrita continua cativante e a experiência de leitura foi mais leve, embora ainda tivesse tido dificuldades com certos termos, já que o li em inglês. Havia muitos vocábulos relacionados com tecnologia ou materiais que não me são familiares, mas, tal como em Cinder, não me impediram de gostar da história. Como o estilo se mantém, li o livro rapidamente.


Concluindo, Scarlet foi uma agradável surpresa, uma vez que, normalmente, em coleções, o segundo livro peca por vermos uma descida de qualidade quanto ao primeiro livro. No entanto, isso não aconteceu neste caso e ainda bem. A escrita fascina, as personagens, num instante, nos encantam e o enredo continua a ser o ponto forte da autora, com lufadas de ar fresco que nos maravilham.


Classificação: 4/5 estrelas.





E o Prémio Nobel da Literatura de 2017 vai para...

05.10.17, Daniela S.
Decidi traduzir, na íntegra, as informações partilhadas através da página oficial no Facebook do Prémio Nobel.


The Nobel Prize Medal for Literature. Registered trademark of the Nobel Foundation. © ® The Nobel Foundation
O Prémio Nobel da Literatura já foi atribuído a 114 autores desde 1901. Apenas 14 são mulheres.




"O Prémio Nobel da Literatura de 2017 é dado ao autor inglês Kazuo Ishiguro, que, em romances de grande força emocional, revelou o abismo debaixo do nosso sentido ilusório da conexão com o mundo.


Kazuo Ishiguro nasceu a 8 de novembro de 1954, em Nagasaki, no Japão. A família mudou-se para o Reino Unido quando ele tinha cinco anos. Ele visitou o seu país de nascença apenas em adulto. Nos últimos anos da década de setenta, Ishiguro formou-se em Inglês e Filosofia na Universidade de Kent e, depois, estudou Escrita Criativa na Universidade de East Anglia.

Kazuo Ishiguro tem sido um escritor a tempo inteiro desde o seu primeiro livro, A Pale View of Hills (1982). Tanto o primeiro romance como o seguinte, An Artist of the Floatin World (1986), passam-se em Nagasaki uns anos depois da Segunda Guerra Mundial. Os temas aos quais Ishiguro está mais associado já estão presentes nessas obras: memória, tempo e autoilusão. Isto é particularmente notável no seu romance mais célebre, The Remains of the Day (1989), que foi adaptado como filme com Anthony Hopkins a interpretar Stevens, um mordomo obcecado pelos deveres.


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A edição portuguesa de The Remains of the Day encontra-se esgotada.



Os trabalhos de Ishiguro são marcados por um modo de expressão cuidadosamente contido, independentemente de quaisquer eventos que estejam a ocorrer. Ao mesmo tempo, a sua ficção mais recente contém características fantásticas. Com o trabalho distópico Never Let Me Go (2005), Ishiguro introduziu um fundo frio da ficção científica na sua obra. Neste romance, como em outros, encontramos também influências musicais. Um exemplo admirável é a coleção de contos, Nocturnes: Five Stories of Music and Nightfall (2009), onde a música tem um papel fundamental em retratar os relacionamentos das personagens. No seu último romance, The Buried Giant (2015), um casal de idosos vai numa viagem pela estada com uma paisagem inglesa arcaica, e espera reunir-se com o filho adulto, que não veem há anos. Este romance explora, de forma comovente, como a memória se relaciona com o esquecimento, a história com o presente, e a fantasia com a realidade.

Para além dos seus oito livros, Ishiguro já escreveu guiões para filmes e para a televisão."




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Kasuo Ishiguro, autor britânico de origem haponesa, tem 62 anos. Segundo Sara Danius, secretária permanente da Academia Sueca, "o estilo de escrita de Ishiguro é como uma mistura de Jane Austen com Franz Kafka", sendo necessário adicionar "um pouco de Marcel Proust nessa mistura". Acrescentou que Ishiguro é um "escritor de grande integridade".



Agora, deixo-vos uma lista de 6 livros editados pela Gradiva, em Portugal:









Kazuo Ishiguro não contemplava a lista de favoritos do público relativamente ao Nobel. Como se já fosse uma tradição, o japonês Haruki Murakami estava presente nas apostas, bem como a canadiana Margaret Atwood, o queniano Ngugi wa Thiong’o, o português António Lobo Antunes, entre outros.