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A Batalha das Capas: Eliza e os seus monstros, de Francesca Zappia

Para este novo episódio d'A Batalha das Capas, escolhi analisar 3 capas diferentes do romance YA contemporâneo de Francesca Zappia, Eliza e os seus monstros. Podem ler a minha opinião sobre este livro aqui.


A capa portuguesa é a capa original (as cores do título e do nome da autora são as únicas diferenças, pois, no original, são verdes):


Bertrand.pt - Eliza e os Seus Monstros
Edição da Topseller.


Comentários: A capa é muito bonita e, por ser muito colorida, penso que atrai a atenção das pessoas facilmente. Além disso, apresenta elementos-chave da história, como a arte e as relações que surgem ao longo do livro. Gosto muita da mistura dessas tonalidades de verde e azul. Também acredito que a Topseller fez bem em mudar a cor do título do livro para amarelo, pois, assim, dá mais variedade e vida à capa.

Conclusão: A capa é, de facto, uma pequena obra de arte.



A segunda capa é a da Storia Books, uma editora romena:


40516712. sx318


Comentário: Penso que esta capa funciona como um bom exemplo de como uma editora pode manter a essência da edição original e, ao mesmo tempo, fazer algo diferente. Adoro as cores escolhidas e o resultado da combinação delas. Acho que apenas retiraria os desenhos das estrelas, tendo em conta que, na parte do título, já há pontinhos amarelos que fazem lembrar estrelas. Assim, pode haver um excesso de pormenores. Também penso que a capa está demasiado escura.

Conclusão: Uma capa muito bonita que mostra como é possível manter um pouco da capa original e, ao mesmo tempo, ter uma capa diferente.


Por fim, temos a terceira capa, a da Young & Awesome, uma editora holandesa:


39983995 


Comentários: Como é possível criarem uma capa tão pobre para uma história tão rica e complexa como Eliza e os seus monstros? A protagonista é uma artista que até tem um fandom graças à sua webtoon. Poderiam, de facto, colocar a silhueta dela, bem como algo que fizesse lembrar a arte dela, como ela a desenhar as suas personagens no seu quarto, por exemplo. No entanto, decidiram que seria muito mais interessante ter um contorno de uma rapariga, cores demasiado escuras e um fundo qualquer de uma parte do espaço. É verdade que elementos como estrelas e constelações fazem parte da história, mas esta capa é ridícula e simples. Além disso, é quase impossível ler bem o título.

Conclusão: A editora deveria ter vergonha em estragar este livro e arruinar o seu potencial desta forma...


O grande vencedor: A capa da edição portuguesa. Apesar de ter adorado a capa romena, ela não se destaca tanto como esta capa, até porque é uma capa mais escura. A edição romena poderia ser melhor do que a capa portuguesa se tivessem usado de forma moderada o preto e o azul escuro. A capa da edição portuguesa tem o aspeto ideal para atrair a atenção de qualquer leitor.


Por agora, é tudo. O que acham destas capas?