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A Batalha das Capas: Tokyo Ever After, de Emiko Jean

Bem-vindos a mais uma Batalha das Capas! Desta vez, irei analisar capas diferentes de Tokyo Ever After, de Emiko Jean. Volto a lembrar que este romance contemporâneo YA é a leitura em inglês de agosto do Read with Daniela.

Nesta história, uma rapariga japonesa e americana normal, Izumi Tinaka, nunca sentiu como se realmente pertencesse a algum lugar, até porque não é fácil ser japonesa e americana na sua pequena cidade no norte de Califórnia, um lugar praticamente composto por pessoas brancas. Tem sido sempre ela e a sua mãe solteira contra o mundo. Mas, entretanto, Izumi descobre que o pai é o príncipe herdeiro do Japão, o que significa que ela também é uma princesa. De repente, Izumi vai até ao Japão e conhece o pai e um país que esteve sempre nos seus sonhos. No entanto, ser princesa não tem apenas a ver com vestidos e bailes. Há primos que conspiram, jornalistas ávidos, um guarda-costas carrancudo, mas bonito que poderá ser a sua alma-gémea e milhares de anos de tradições e costumes para aprender rapidamente. Izumi está entre dois mundos e versões de ela mesma. Em casa, nunca era suficientemente "americana". No Japão, ela deve provar que é suficientemente "japonesa". Irá Izumi cair sob o peso da coroa ou irá ela conseguir viver o seu conto de fadas?

 

Em primeiro lugar, temos a capa original/estadunidense. O livro foi editado pela Flatiron Books. John Ed De Vera foi o artista que fez a arte em papel. A própria autora afirmou que adora como a capa faz lembrar a arte de papel japonesa.

 

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De facto, esta capa é LINDA e foi o que me cativou mais quando ouvi falar deste livro pela primeira vez. Os detalhes do trabalho em papel, as cores e a simplicidade da fonte do título foram muito bem conjugados. Adoro como os diferentes tons de amarelo e verde ficam bem sobre o fundo azul. Além disso, este trabalho em papel mostra a mestria e o talento do artista acima mencionado. Está de parabéns.

 

 

 

De seguida, temos a capa da versão russa, que foi editada pela ACT.

 

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Não sei qual é a intenção da capa. As flores são lindas e este cor-de-rosa é maravilhoso. A fonte do título é simples, o que fica bem com a complexidade de formas das flores. Ainda não li o livro e a capa original apresenta algumas flores. Será que têm algum papel relevante na história? Talvez, mas o facto de a protagonista ser uma adolescente japonesa-americana que de repente descobre que é da realeza tem mais importância do que flores e, por isso, deveria ser a imagem que os leitores deveriam ter da história.

 

 

 

A seguir, apresento-vos a capa espanhola. O livro foi publicado pela Montena.

 

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Adoro quando optam por capas ilustradas. Não aprecio muito a cor que escolheram para a palavra Tokio, mas as restantes cores ficaram fenomenais. A predominância dos rosas e dos roxos funciona muito bem. A inclusão de elementos ligados à realeza, à gastronomia japonesa e à juventude também funciona muito bem, tendo em conta que o livro é um YA que irá captar a atenção de muitos leitores que adoram histórias sobre princesas e/ou o Japão. O título é mesmo o ponto fraco da capa.

 

 

 

Por fim, temos uma outra capa estadunidense, mas, desta vez, é da edição de capa mole. Foi publicada pela Macmillan Children's Books.

 

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Esta capa é muito estranha. Tendo em conta a predominância das pessoas brancas em capas literárias, acho excelente que a editora tenha optado por mostrar a personagem tal como ela é. Infelizmente, muitas editoras (europeias, por exemplo) acabam por "branquear" personagens não brancas porque acham que as mesmas não são "rentáveis" e irão prejudicar as vendas, o que é uma teoria extremamente racista. Portanto, se era para incluir uma pessoa real e não uma pessoa ilustrada, fizeram bem em colocar alguém que é como a protagonista. No entanto... Esta capa não funciona. É demasiado cor-de-rosa, os tons de azul mal existem na capa, a fonte do título deveria ser mais chic e a modelo deveria estar mais em destaque e não tanto o título. Apesar disso, foi inteligente usar como slogan "Who, me? Princess?", pois pode ser uma referência ao filme The Princess Diaries. Aliás, Tokyo Ever After tem como uma inspiração os livros do mesmo nome.

 

Concluindo, para mim, a capa vencedora é... A capa original. É mesmo uma obra de arte. As cores, o tipo de arte utilizado, a delicadeza do seu aspeto no geral... Uma capa muito bem conseguida. A capa espanhola é uma segunda favorita. A capa russa não faz sentido nenhum, mas a edição de capa mole americana é uma tremenda confusão e apenas uma grande mancha cor-de-rosa.

 

Por agora, é tudo. Até breve!

 

 

 

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