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Opinião: A Última Feiticeira (A Saga das Pedras Mágicas - Livro I), de Sandra Carvalho

Estou a ler
Sinopse retirada do site da Bertrand: O fantástico épico está novamente de parabéns com mais um estreia literária de uma autora portuguesa que a Presença propõe ao seu público. Em "A Saga das Pedras Mágicas" os heróis, diz-nos Sandra Carvalho, têm uma profunda ligação à Natureza e aos Elementos, são apaixonados pela Vida e inteiramente determinados na sua coragem. A acção passa-se num tempo em que os sábios Druidas se recolhiam nas florestas para perpetuarem o Conhecimento que em eras passadas lhes fora transmitido pelos Seres Mágicos. O berço da heroína desta história, Catelyn, e dos seus cinco irmãos varões, situa-se na Grande Ilha, cada vez mais fustigada pelos ataques dos Viquingues. Os senhores locais formaram uma Aliança para os repelirem, consolidando essa política através de casamentos combinados entre os herdeiros das grandes famílias. Depois de uma infância paradisíaca, Catelyn cresce num mundo cada vez mais violento, assistindo impotente às manipulações da maldosa Myrna, a protegida do homem com quem o pai de Catelyn destinou casá-la.


Opinião: Esta vai ser uma opinião muito curta, pois não tenho muito a dizer quanto a este livro. 

Tinha grandes expetativas quando peguei neste livro para finalmente o ler após ter lido outros livros que já estavam em lista de espera. Tinha visto críticas positivas acerca desta obra e, por isso, decidi comprá-lo. Além disso, estamos a falar de uma obra que se insere no fantástico e foi escrito por uma portuguesa. Como sabem, a fantasia portuguesa é algo um pouco raro, pelo menos no meu ponto de visto. Assim, este foi outro motivo para ler este livro.

No entanto, não correspondeu às minhas expetativas. Estava à espera de um livro cheio de magia, aventuras e batalhas bem detalhadas. Quer dizer, quando havia lutas, as descrições eram muito boas! Contudo, este livro nem parece estar inserido no género fantástico. Claro que, ao longo da obra, há sempre referências à magia e visões e coisas assim, mas é praticamente isso: referências. São poucas as vezes que aparece a magia a ser, de facto, praticada. Mas, claro, a fantasia não se resume à magia, eu sei. Ainda assim, penso que falta algo a esta história. Aliás, o que não falta é irritações! Confesso que senti uma profunda irritação por todas as personagens, principais ou não! 

Em relação à escrita, penso que esta é o ponto forte do livro. Poética, detalhada e encantadora. Portanto, a magia que faltava ao enredo encontra-se, na realidade, na própria escrita da autora.
No entanto, quanto ao enredo propriamente dito, este não é muito original. Não há nada de novo quanto aos conceitos referidos ao longo da obra: druidas, viquingues e religião antiga... A autora não trouxe inovação... Isto significa que a escritora poderia ter-se destacado com novos conceitos ou fazendo alterações aos mesmos. Esta é uma das razões pelo meu desinteresse pelo livro a determinada altura da leitura. Resumindo, o enrendo, em si, não me cativou.

Quanto às personagens, não tenho nada a dizer. Sim, todas elas são muito diferentes e possuem características muito próprias. Desta forma, estamos, de facto, perante um vasto leque de personagens. Contudo, na minha humilde opinião como leitora devoradora e apaixonada por livros, estas personagens irritaram-me muito! Praticamente todas elas! Aliás, já tinha lido livros com personagens irritantes mas, de qualquer forma, acabava por gostar delas e por criar uma ligação com elas. Neste caso, nada disso se verificou. Simplesmente não gostei de nenhuma...

Concluindo, eu pensava que este livro tinha tanto potencial, mas ficou muito aquém das expetativas... Volto a repetir que o ponto forte é a escrita da autora, que chega a ter um certo lirismo e magia. Assim, e apesar dos pontos referidos ao longo da minha opinião, posso aconselhar este livro a quem queira ler obras nacionais e esteja à procura de fantasia portuguesa.

Classificação: 7.5/ 10 estrelas