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Opinião- Sangue Quente, de Isaac Marion

Atenção: O que está escrito a seguir, contém spoilers, para quem ainda não leu o livro.

Meu resumo:
Este livro fala-nos de uma altura em que os Vivos faziam todos os possíveis para não serem mordidos pelos Mortos e Ossudos (que até raciocinavam bem), e faziam os possíveis para exterminar com essas raças. No entanto, tal dura desde há muito tempo, existindo, até, grupos de Mortos comandados por Ossudos.

Assim, são esses esqueletos que mandam os Mortos, ou seja, os zombies, irem à procura dos Vivos, para poderem alimentar-se deles. É numa dessas caças que R, um zombie jovem, que não sabe nada sobre a sua vida anterior, acaba por comer um rapaz jovem, Perry Kelvin e, ao comer o seu cérebro, absorve as suas memórias, conseguindo conhecer a namorada do jovem, Julie Cabarnet. E é assim que R decide fazer tudo por tudo para garantir a segurança de Julie, fazendo com que ambos se apaixonassem um pelo outro aos poucos. E é esse amor que fará renascer tudo e todos e dará uma nova esperança, quer para os Vivos, quer para os próprios Mortos, que acabam por mudar.


Opinião: Ao começar a ler este livro, percebi logo que ele seria muito descritivo. Tal se veio a confirmar ao longo da leitura. No entanto, a ação até está controlada, ou seja, nem avança muito depressa, nem avança muito devagar. Ainda assim, tinha grandes expetativas quanto ao seu enredo. Pensava que seria algo mais demorado, pois acho que certas coisas são repentinas. Também pensei que a parte amorosa fosse mais complicada, pelo facto de R ser um zombie e Julie ser humana. Contudo, gostei muito destas duas personagens. R, apesar de ser um zombie, tem pensamentos muito profundos, e acaba por se interessar mais pela vida de Julie do que seja pela sua própria vida.  Também gostei muito de Julie, uma vez que ela sofreu muito ao longo da sua infância, devido à partida da sua mãe quando tinha 12 anos e, depois disso, o pai mudou por completo, sendo muito exigente quanto a Julie. Porém, Julie é uma jovem de 18 anos que, com todos estes problemas, nunca perdeu a esperança de que, um dia, pudesse haver uma cura para os Mortos e de que tudo voltaria normal. Já não se pode dizer o mesmo de Perry, que até já pensava e aceitava muito bem acerca da sua morte.

Concluindo, penso que este livro é muito bom, mas não foi daqueles livros que me prendeu por completo, mas que dá muito em que pensar, pois, sem nos apercebermos, fala de problemas atuais, como é o caso do abandono dos pais, a cobiça, o egoísmo, a falta de esperança, a falta de sonhos, a falta de pensar pelo positivo. 
Apesar de antes da leitura as minhas expetativas terem sido elevadas, uma parte de mim indica que algo falta neste livro, mas que é um bom livro e que qualquer pessoa pode lê-lo. Aconselho a leitura deste livro.


Classificação: 3.5/5 estrelas

P.S- Para quem não sabe, ou não viu os posts que já tinha publicado, este livro foi adaptado para o grande ecrã :)