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Opinião: Se Eu Ficar, de Gayle Forman


Sinopse retirada do site da Bertrand: Naquela manhã de Fevereiro, quando Mia, uma adolescente de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro depois do pequeno-almoço e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem, Mia, em estado de coma, relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas.

P.S- Esta é a nova capa do livro, uma vez que foi adaptado para o grande ecrã. A sua estreia em Portugal está marcada para 28 de agosto.

Opinião: Se Eu Ficar é umlivro pequeno, mas com uma história gigante e bonita, capaz de cativar ocoração de qualquer leitor. E foi isso que me aconteceu. Senti-me,imediatamente, ligada à Mia (a personagem principal), à família inspiradora quetem e ao namorado Adam que é um querido. Este livro fala-nos de um assuntomuito complicado e doloroso: a morte. Haverá vida depois da morte? Será queficamos a vaguear por aí como fantasmas confusos? Ou será que há algo que nospode prender cá? Algo que nos dê forças e que diga: ainda não está na hora?Este é um livro pequeno, mas que nos faz refletir muito. Fala-nos da dor, daesperança, do poder do amor. Do poder da família, dos amigos. Fala-nos, ainda,da importância do futuro, um futuro incerto e misterioso. Mas também fala-nos deum passado que passou a ser um conjunto de memórias e lições. Resumindo,fala-nos, realmente, do significado da vida, mas o significado que cada pessoatem acerca da vida e de como a vida é um aglomerado de memórias valiosas, demomentos sensacionais. A vida é uma dádiva; ora aí está uma coisa que concluíquando acabei de ler esta história maravilhosa.´
Portanto, digo que sim se me perguntarem se gostei dahistória. Digo que, aliás, adorei esta história esplêndida por ter uma escritatão simples, como se fosse um diário de alguém que nos confidenciou um pouco dasua vida. É um livro que nos faz refletir e que nos ensina.
É claro que houve coisas que achei um pouco descabidas, ouque, simplesmente, não faziam sentido para mim. Contudo, não são coisas muito significativasem comparação à profundidade desta história.
Gostei muito de Mia falar das suas memórias. Eu própriasenti que, como ela estava entre a vida e a morte, ela acabou por dar valor acoisas tão simples e pequenas, ou então também senti que houve momentos dosquais ela não refletiu muito, mas naquela fase complicada, ela tentouperceber. Ela acabou por valorizar a sua vida. E é isso que devemos fazer: anossa vida não está garantida. Nós é que temos que dar tudo por tudo parasentirmos que estamos vivos e que isso é o pensamento mais importante quedevemos ter. A vida é uma incerteza. Não devemos deixá-la passar por coisasfúteis. Temos é que vivê-la como se o amanhã não existisse e como se o ontemnão tivesse acontecido. Devemos viver o hoje. Aproveitar o presente.
Em suma, aconselho vivamente a leitura deste livro. Não serpor ser uma fonte de sabedoria, mas também pelo facto de a autora transmitiruma história colossal através de uma escrita fluída e acessível que nos fazprender à história.

Classificação: 9.5/10