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Se gostas de A, experimenta B (Midnights, de Taylor Swift) - Parte 2

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Para a segunda publicação da rubrica "Se gostas de A, experimenta B", decidi basear as minhas recomendações literárias no novo álbum da Taylor Swift, Midnights!

 

A maior parte das recomendações baseia-se em apenas alguns versos de cada canção, pois, por vezes, a canção toda não tem muito que ver com o livro. Por isso, nas imagens, irei deixar os versos que correspondem à sugestão!

 

 

Primeiro, temos a canção "Lavender Haze". Tendo em conta os versos que escolhi, sugiro I'll Be the One, de Lyla Lee! É um romance contemporâneo YA sobre uma rapariga coreano-americana, gorda e bissexual que participa numa competição de kpop. O livro aborda vários temas, como a gordofobia, a sexualidade e a indústria do kpop.

Skye Shin, uma jovem coreano-americana gorda e bissexual que participa num concurso televisivo de K-Pop, querendo quebrar as regras de que raparigas gordas não podem fazer parte de grupos de K-Pop. Depois de ter sucesso nas primeiras provas, Skye passa por imensos treinos, atuações chocantes e pelo drama típico de um reality show. No entanto, ela não contava com os padrões de beleza extremamente gordofóbicos da indústria musical coreana, a fama, o escrutínio e as borboletas na barriga causadas por Henry Cho, que também é um participante do concurso. Apesar de tudo, Skye ainda quer ser a primeira cantora plus-size de K-Pop sem perder a competição e a si mesma.

 

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Depois, temos "Maroon". Associei alguns versos desta canção a um livro que foi lançado este ano em Portugal, Sete Dias em Junho, de Tia Williams. É um romance contemporâneo adulto com uma escrita cativante e personagens complexas. Fala sobre o racismo no mundo literário, o amor na juventude e doenças crónicas e é um romance focado em segundas oportunidades.

"Sete dias para se apaixonarem, quinze anos para esquecerem e sete dias para recuperarem tudo de novo...

Quando Eva Mercy e Shane Hall se cruzam num evento literário em Nova Iorque, a faísca entre os dois é inegável, deixando toda a comunidade de autores negros em polvorosa. À primeira vista, Eva e Shane nada têm em comum. Ela é uma famosa autora de fantasia erótica que vive com a filha de 12 anos. Ele é um enigmático autor de ficção literária que se esquiva às luzes da ribalta.

O que ninguém sabe é que, quinze anos antes, quando eram adolescentes, Eva e Shane passaram uma intensa semana juntos, sete dias que lhes mudaram a vida para sempre. Agora, além de não conseguirem negar a química que ainda os une, começam a ter dificuldade em continuar a esconder um passado partilhado que influenciou a escrita de ambos.

Durante uma quente semana de Junho, Eva e Shane reaproximam-se, mas ela não tem a certeza de poder confiar no homem que lhe partiu o coração e só quer que ele se vá embora rapidamente, para conseguir recuperar o equilíbrio da sua vida. Mas antes que Shane volte a desaparecer, Eva precisa que ele lhe responda a algumas das perguntas que ficaram tantos anos sem resposta."

 

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Para "Anti-Hero", uma das grandes canções deste novo álbum da cantora americana, escolhi Eliza e Os Seus Monstros, de Francesca Zappia. É um romance contemporâneo YA que tem como protagonista Eliza, uma artista de webcomics que é conhecida por ter criado Monstrous Sea. Para manter a sua verdadeira identidade em segredo, ela é LadyConstellation na internet. Embora seja muito acarinhada pelos fãs, na vida real, Eliza é uma jovem solitária e invisível. Apenas tem dois amigos online, prefere não falar sobre a escola e quer muito começar a vida universitária. Contudo, depois de, na escola, ter conhecido um grande fã da sua arte, Eliza passa por momentos turbulentos e confusos, passando a questionar imenso sobre a sua vida dupla. 

Será que ela conseguirá manter duas partes de si mesma separadas por muito mais tempo?
 
 
Como podem ler na minha opinião, é uma história que "[...] aborda assuntos profundos e complicados, como a depressão e a ansiedade, que não são explorados de forma leviana. Na realidade, principalmente nos últimos capítulos, há um grande foco na saúde mental, sendo que eles funcionam como uma chamada de atenção e um momento de sensibilização".
 
 

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De seguida, temos "Snow on the Beach", que conta com a voz de Lana del Rey. Associei alguns dos seus versos a Romance de Verão, de Emily Henry, uma das minhas leituras favoritas deste ano.

"Dois escritores. Um prazo. Uma história à espera de ser contada.

January é uma escritora romântica e uma otimista por natureza. Augustus é um escritor literário indiferente ao amor e frio por opção. Mas January e Gus têm em comum mais do que pensam. Ambos estão: Falidos. Paralisados por bloqueios criativos. Obrigados a escrever bestsellers antes que o verão acabe. A morar ao lado um do outro.

O resultado? Uma aposta para trocar de género literário e ver quem é publicado primeiro.

Durante o verão, Augustus vai escrever uma história feliz, enquanto January vai escrever o próximo Grande Romance Americano.
O risco? Ao contarem as histórias um do outro, as suas vidas poderão ficar viradas do avesso. Mas ela vai levá-lo em visitas de pesquisa dignas de um filme de Hollywood, e ele vai detestar. E ele vai apresentá-la a sobreviventes de um culto mortífero no meio do nada (obviamente) e ela vai ficar indiferente. Certo? Ambos terminarão os seus livros e ninguém se apaixonará. A sério. Mesmo a sério. É isso que vai acontecer."

 

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Para quem gosta de "You're On Your Own, Kid", sugiro XOXO, de Axie Oh. Este romance contemporâneo YA sobre música e o amor na adolescência foi a minha primeira leitura de 2022 e gostei muito de o ler. A protagonista sente-se só quando passa por dificuldades na sua carreira musical e acho que há versos nesta canção que se encaixam bem nesta história.

"Jenny não se tornou uma violoncelista premiada e classicamente treinada sem escolher prática em detrimento de diversão.... Até à noite em que conhece Jaewoo. Misterioso, giro e apenas um pouco atormentado, Jaewoo é exatamente o tipo de distração que Jenny normalmente evitaria. Ainda assim, acaba por passar uma noite a passear por Los Angeles com Jaewoo antes de ele regressar à Coreia do Sul.

Com Jaewoo à distância de um oceano, não vale a pena sonhar com o que poderia ter sido. Mas quando Jenny e a mãe vão para a Coreia para tomar conta da sua avó doente, quem será que ela vê na academia de artes de elite onde foi aceite? Jaewoo.

No entanto, ela imediatamente percebe que ele não é apenas um estudante. Afinal, Jaewoo é um membro de um dos maiores grupos de kpop do mundo. Tal como muitos grupos, Jaewoo está estritamente proibido de namorar com alguém.

Como a relação pode não só colocar em causa o seu lugar na sua escola de música de sonho, mas também poderá prejudicar Jaewoo, Jenny tem de decidir o quão disposta ela está em arriscar pelo amor."

 

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Para o "Midnight Rain", escolhi The Nature of Witches, de Rachel Griffin. Tendo em conta a complexidade dos poderes da protagonista, ela acha que não deve estar envolvida com ninguém e acaba por tentar manter-se afastada de um rapaz. Mostra uma faceta mais antipática para não magoar quem ama.

 

"Neste romance de Fantasia YA, durante séculos, as bruxas preservaram o clima, mas agora o seu controlo está a falhar à medida que a atmosfera torna-se mais errática e as tempestades mais destrutivas. A esperança está na Clara, uma Everwitch cuja magia está ligada a cada estação.

No outono, Clara não quer saber do seu poder. É feroz e volátil e o preço da sua magia - perder os que ela ama - é demasiado alto apesar de ser necessário controlar o tempo cada vez mais perigoso.

No inverno, o mundo está à beira do desastre, enfrentando incêndios e tempestades. Clara aceita que ela é a única que poderá fazer a diferença.

Na primavera, ela apaixona-se por Sang, o bruxo que a treina. À medida que a sua magia cresce, os seus sentimentos também, até ela ficar apavorada ao pensar que Sang poderá ser a próxima pessoa que ela irá perder.

No verão, Clara deve escolher entre o seu poder e a sua felicidade, o seu dever e as pessoas que ela ama... antes que ela perca Sang e a sua magia e deixe o mundo num caos."

 

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Estes versos de "Question...?" são perfeitos para descrever Pessoas Normais, de Sally Rooney. É um livro com opiniões mistas. Muitos leitores não gostam da falta de comunicação entre os protagonistas, mas acho que é isso que torna este livro tão interessante e realista.

"Connell e Marianne cresceram na mesma pequena cidade da Irlanda, mas as semelhanças acabam aqui. Na escola, Connell é popular e bem-visto por todos, enquanto Marianne é uma solitária que aprendeu com dolorosas experiências a manter-se à margem dos colegas. Quando têm uma animada conversa na cozinha de Marianne — difícil, mas eletrizante —, as suas vidas começam a mudar.

Pessoas Normais é uma história de fascínio, amizade e amor mútuos, que acompanha a vida de um casal que tenta separar-se mas que acaba por entender que não o consegue fazer. Mostra-nos como é complicado mudar o que somos. E, com uma sensibilidade espantosa, revela-nos o modo como aprendemos sobre sexo e poder, desejo de magoar e ser magoado, de amar e ser amado."

 

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Há uma personagem que representa bem certos versos de "Vigilante Shit". Estou a falar de Chiamaka Adebayo, uma das personagens principais de Ás de Espadas, de Faridah Àbíké-Íyímídé. Para mim, é a estrela deste thriller YA. Apesar de todos os obstáculos e enganos realizados por aqueles que deveriam ser amigos dela, ela consegue estar acima de todos e, mesmo com toda a dor que sente, não desiste dos seus objetivos.

"Quando dois alunos da elitista escola privada Niveus, Devon Richards e Chiamaka Adebayo, são selecionados para fazer parte dos delegados de turma, parece que o seu ano está a começar da melhor maneira. Afinal, não só fica ótimo no currículo para a faculdade, como os coloca oficialmente na corrida para orador de final de ano.
Porém, logo após o anúncio ser feito, alguém intitulado Ases começa a enviar mensagens de texto anónimas para revelar segredos sobre os dois que viram as suas vidas de cabeça para baixo e ameaçam os seus futuros cuidadosamente planeados.
O Ases não dá sinais de querer parar, e o que parecia uma brincadeira doentia, rapidamente se transforma num jogo perigoso, com todas as cartas contra eles. Serão Devon e Chiamaka capazes de pará-lo antes que as coisas se tornem incrivelmente mortais?

O primeiro livro de Faridah Àbíké-Íyímídé é da mais pura atualidade: está repleto de camadas, de sexualidade, de homofobia, de racismo institucionalizado, de ódio, de supremacias, porém também de coragem, de amor pelas pessoas, pelas causas. Ás de Espadas é um trunfo no jogo das nossas mentalidades."

 

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"Bejeweled" é a próxima canção deste álbum. Por acaso, foi complicado arranjar um livro que conjugasse bem com a sua mensagem, mas escolhi Fat Chance, Charlie Vega, pois a protagonista, no meio de tanta gordofobia e piadas de mau gosto sobre o seu corpo gordo, consegue encontrar o seu caminho e aceitar o brilho que possui.

 

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Para "Labyrinth", selecionei uma das grandes novidades do mês de outubro. Lendários, de Tracy Deonn, é um retrato poderoso e forte sobre o luto. A protagonista sente-se perdida, só e revoltada. Os versos que escolhi desta canção parecem-me perfeitos para combinar com este livro.

 

"«Quando as sombras se erguerem, a luz ascenderá. Quando o sangue for derramado, ao Chamamento do sangue responderei. Pela Távola do Rei, pelo poder da Ordem, pelos nossos Juramentos eternos. A Linhagem é Lei.»

Depois de perder a mãe, tudo o que Bree Matthews quer é fugir das lembranças da família e da infância. Decide então entrar num programa da Universidade da Carolina do Norte para estudantes de excelência. Um novo começo, distante da pessoa que era antes de a sua vida desmoronar.

Tudo parece perfeito até que, na primeira noite na residência académica, Bree testemunha o ataque de um demónio que se alimenta de energias humanas, um susto que a conduzirá diretamente aos Lendários: uma sociedade secreta composta por estudantes que se dedicam a caçar estas criaturas e a proteger a humanidade.

Aos poucos, entre memórias enevoadas e a sensação de um ancestral despertar mágico em si, percebe que há mais a descobrir sobre a morte da mãe; e que a resposta pode estar no grupo secreto em que terá de se infiltrar...

Para a ajudar, recruta Nick, um Lendário autoexilado com o seu próprio rancor contra o grupo. Juntos, avançam até aos segredos mais profundos da sociedade... e aos braços um do outro.

Quando os Lendários revelam ser os descendentes dos cavaleiros do rei Artur e uma guerra mágica parece iminente, Bree tem de decidir até onde irá pela verdade. Deve utilizar a sua magia para os destruir, ou juntar-se a eles na luta?

Todas as lendas têm um fim."

O livro está quase a chegar às livrarias portuguesas. Vai ser lançado a 27 de outubro.

 

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Quanto ao "Karma", associei-o a uma outra grande leitura minha deste ano. Viúva de Ferro, de Xiran Jay Zhao, é um livro de ficção científica YA que critica o patriarcado por maltratar as raparigas e as mulheres e enaltecer apenas os homens. A protagonista é movida pela sua sede de vingança e vontade de praticar algum tipo de justiça perante a violência contra as mulheres.

"As fronteiras de Huaxia são defendidas por máquinas de guerra gigantescas movidas pela energia vital de um piloto e da sua concubina. Os combates são violentos e, se os homens sobrevivem, as mulheres são quase sempre sacrificadas. Apesar de saber o futuro trágico que a espera, Zetian alista-se no exército com apenas um objetivo: a vingança.

Graças à sua força psíquica excecional, Zetian sai vitoriosa do confronto e torna-se na Viúva de Ferro, juntando-se à elite de pilotos e fazendo par com Li Shimin, o piloto mais perigoso e controverso de Huaxia.
Agora que sabe do que é capaz, Zetian vai utilizar todas as armas para permanecer viva e lutar contra o sistema patriarcal que governa a sociedade e que despreza a vida das mulheres..."

 

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"Sweet Nothing" tem apenas um pequeno conjunto de versos que combina com The Ones We're Meant to Find, de Joan He. É um romance de Ficção Científica YA com uma forte mensagem sobre as alterações climáticas, tendo ainda como grande foco a relação entre duas irmãs.

 "Duas irmãs, separadas pelo oceano, tentam reencontrar-se a todo o custo.
 
Cee acordou numa ilha abandonada há três anos e não sabe como lá chegou. Agora com 18 anos, ela vive numa cabana com um android e uma única memória: ela tem uma irmã e ela deve escapar para encontrá-la.
 
Na segurança da eco-city que flutua acima da Terra, agora dizimada por desastres naturais, Kasey, de 16 anos, faz o luto por Cee, que deve estar morta. Ela também quer escapar: a eco-city deveria ser um santuário para as pessoas que querem salvar o planeta, mas os seus habitantes são capazes de tudo para terem um refúgio, até mentir. Estará Kasey pronta para usar a tecnologia para ajudar a Terra, apesar de ter falhado a sua irmã?
 
Cee e Kasey pensam que se conhecem bem e que o seu mundo é verdadeiro. Ambas estão erradas."
 
Podem ler a minha opinião sobre este livro aqui.
 

 

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"Mastermind" é a última canção de Midnights. Ao ouvir certos versos, lembrei-me de I Believe in a Thing Called Love, de Maurene Goo. Neste romance contemporâneo YA, a personagem principal usa as lições amorosas que retém de séries coreanas para conseguir conquistar a sua paixoneta. Portanto, penso que conjuga bem com muitos dos versos desta canção.

Podem ler a minha opinião aqui.

 

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Para terminar, decidi "pegar" numa canção da edição "3 am" deste álbum. Confesso que não gostei muito das sete canções extra, a não ser mesmo "Bigger Than The Whole Sky". Pensei logo numa das novidades portuguesas de novembro: Daqui Fala o Sam, de Dustin Thao.

"O livro que está a comover milhares de leitores.


Julie Clarke tem dezassete anos e muitos sonhos para concretizar ao lado do Sam, o seu namorado. Mas a vida dela muda drasticamente quando o Sam morre num acidente de carro. Tudo, mesmo tudo, perde o sentido. A dor que a Julie sente é tão grande que resolve desfazer-se das coisas do namorado e enterrar bem fundo as memórias partilhadas. Apesar disso, decide que tem de ouvir a sua voz uma última vez e liga para o telemóvel dele, para ouvir a mensagem da caixa de voicemail. E o Sam atende do outro lado.

A chamada é curta, mas ouvir a voz do Sam faz a Julie apaixonar-se por ele como se fosse a primeira vez. E a cada chamada, nos dias que se seguem, torna-se mais e mais di­fícil deixá-lo ir. A Julie vê de perto o sofrimento da família do Sam e pensa contar-lhes, mas isso pode cortar a ligação entre os dois… para sempre.

O que significa ter mesmo de dizer adeus? Como podemos seguir em frente quando isso implica pôr em risco o que mais amamos?"

Podem ler a minha opinião aqui.

 

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E é assim que termino esta lista de recomendações baseada em Midnights, o novo álbum de Taylor Swift. O que acham destas sugestões? E do álbum?

 

 

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