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A Biblioteca da Daniela

A Biblioteca da Daniela

Autor: Joel Neto
Editora: Cultura Editora
ISBN: 9789898886194
1.ª edição: maio de 2018
Páginas: 424
Apresentação: Capa mole


Neste mais recente romance de Joel Neto, seguimos as demandas de José Filemom, que tenta realizar um pedido: escrever um livro sobre um tio seu, Hansi Abke, que, pelos vistos, foi um grande caçador de nazis, mas alguém que tinha uma relação minimamente estranha com o sobrinho. É ao ler os diários do tio que José não só irá aprender como foi viver no Faial durante a Segunda Guerra Mundial, como também irá conhecer um Hansi diferente. No entanto, o que foi que Hansi realmente fez no Faial? Qual é, de facto, o seu legado? Irá José mudar de ideias quanto ao tio?

Que bom encontrar um romance sobre a Segunda Guerra Mundial que tem como pano de fundo uma ilha açoriana. Gostei de aprender que Faial foi um lugar estratégico e fundamental para muitas vidas. Foi como um paraíso e um ponto de concórdia entre açorianos, ingleses e alemães. Estas lições históricas foram muito bem dadas ao longo deste trabalho de ficção. Temos factos verídicos que não nos são apresentados de uma forma muito cansativa, o que tende a acontecer em muitos livros de ficção histórica. Neste caso, estão presentes em doses suficientemente interessantes e que deixam o leitor curioso e fascinado nesta matéria.

Apesar destas pequenas aulas de História, não achei que o livro fosse tão cativante quanto isso. Gostei da escrita, sem dúvida alguma. Posso ter gostado de ler acerca do Faial nos anos 40, mas o ponto forte do romance é o estilo de escrita do autor. Sem rodeios e de fácil compreensão, o escritor foi muito hábil na mistura do presente do protagonista com o passado do familiar dele,  acrescentando passagens de diários que atribuem um caráter real à história. No entanto, a construção das personagens não foi bem sucedida. As personagens não têm grande profundidade e umas parecem existir só porque sim. Algumas existem mesmo para tentar colocar em destaque outras. Uma das amigas da personagem principal é um exemplo dessa criação fraca. Ela não trouxe nada de novo ao enredo e apenas existe para mostrar que José é muito boa pessoa. Até é possível sentirmos "pena" por ele , pois passa por certas situações e sente certos sentimentos por causa dela. E usei aspas, porque talvez tenha sido essa a intenção do escritor, mas não senti nada por esta personagem, nem pelas restantes. De facto, depois da primeira metade do livro, estava mais interessada no ambiente vivido no Faial naqueles anos horríveis do que nas personagens e nas suas vidas.

Quanto ao enredo, não é algo propriamente novo, a não ser o final. Até às últimas páginas, temos o que muitas vezes encontramos em livros que misturam História com o presente: alguém encontra objetos de um familiar e fica curioso em relação à vida desse familiar. Depois, vai para os lugares que o familiar frequentou e tenta reconstruir e entender a vida do mesmo. Ao mesmo tempo, esse alguém encontra semelhanças entre a sua vida e a do seu familiar. Por fim, aprende uma lição de vida. Tudo isto aconteceu neste livro (mas, claro, a ação não se resume ao que acabei de escrever). É, de facto, o final que é muito diferente de outros livros que têm este tipo de premissa. Quer dizer, um final onde tudo é revelado e percebemos que nem o que parece é também é comum na literatura, mas principalmente em thrillers. De qualquer forma, fiquei surpreendida ao ler os últimos capítulos, pois o que o autor escolheu fazer foi um grande risco. Como não quero dar spoilers (isto é, estragar a leitura a alguém), apenas posso dizer que muitos leitores odeiam sentir-se traídos ao verem que o enredo muda drasticamente e sem grandes motivos. Eu não fiquei zangada, mas achei interessante ao ver o escritor a aventurar-se desta forma. As personagens envolvidas nessas mudanças explicam-nas e achei tudo suficientemente plausível. Todavia, não são explicações magníficas e que nos deixam de boca aberta. Portanto, sim, penso que foi um risco acabar este romance a "enganar" os leitores.


Resumindo, Meridiano 28 consegue cativar-nos através dos conhecimentos históricos que nos transmite. Contudo, as personagens parecem ser um pouco vazias e não são tão fascinantes como eu pensava que seriam. Profundo em termos de investigação histórica, mas não quanto à autenticidade das personagens. De qualquer forma, Joel Neto tem um estilo de escrita apelativo e o livro, embora tenha um enredo familiar, está bem estruturado, ao ponto de me ter surpreendido com aquele final que pode ser um choque, mas isso depende de cada leitor. Curiosos?


Classificação: 3.5/5 estrelas





Na passada quarta-feira, dia 29 de junho, uma amiga e eu fomos ao lançamento do mais recente livro de Joel Neto, escritor e cronista açoriano, natural da Terceira. A sessão teve lugar na livraria SolMar e contou com a presença do professor da Universidade dos Açores e crítico literário, Vamberto Freitas, que também é terceirense. 


Joel Neto recebeu uma garrafa de laranjada, logo no início do evento!


O evento começou com a apresentação do professor Vamberto Freitas, que falou sobre o crescimento da literatura açoriana, que tem vindo a ser muito reconhecida em todo o país nos últimos tempos. É importante dar a conhecer os autores que tanto amam as suas pequenas terras e que mostram esse carinho através da escrita, realçando os costumes, os valores e o ambiente das ilhas. Em relação às duas últimas obras de Joel Neto (Arquipélago e A vida no campo), o professor caracteriza-as como sendo uma fusão de originalidade com familiaridade, na medida em que (principalmente) os açorianos irão ver o seu reflexo nos livros do cronista.

Após uma apresentação calorosa, Joel Neto procedeu à leitura de excertos de A vida no campo, que é como um diário pessoal do escritor. O convidado escolheu passagens que continham breves alusões a São Miguel.




Antes da sessão de autógrafos, o autor leu alguns excertos de A vida no campo.





Terminadas as leituras, houve a sessão de autógrafos, onde os leitores puderam falar um pouco com o autor. Quando chegou a minha vez, disse-lhe que tinha adorado a sessão e que tem sido uma ótima experiência ler A vida no campo, até porque tinha lido apenas 90 páginas até ao evento. Falamos, ainda, sobre as origens dos Arrifes, pois o autor revelou que uma das suas avós era natural desta grande freguesia micaelense. 








Concluindo, gostei muito de conhecer e de falar com Joel Neto, cujos livros têm sido um grande sucesso de vendas em todo o país. Este evento veio, ainda, reforçar a minha curiosidade em relação à literatura açoriana, uma vez que, até agora, só li um ou dois livros escritos por açorianos.

É sempre com muito gosto que assisto a este tipo de eventos literários e espero conhecer mais autores portugueses em breve! 





No passado sábado, fui fazer umas compras na cidade e, como estava perto da Livraria SolMar, decidi que era a altura ideal para finalmente comprar o grande sucesso de Joel Neto, que estará nessa mesma livraria na próxima quarta-feira, dia 29 de junho, às 19 horas. 
Já tinha comprado A vida no campo, que será o assunto da visita do autor a São Miguel, já que o dia 29 é o dia do lançamento da sua obra mais recente, que já se encontra à venda desde o dia 18 de maio. No entanto, também gostaria de ler Arquipélago, que foi, e ainda é, um êxito de vendas. Por isso, tive mesmo de o comprar.






Sinopse retirada do site da Bertrand:

Açores, 1980. Uma criança desaparecida. Um homem que não sente os terramotos.

Quando um grande terramoto faz estremecer a ilha Terceira, o pequeno José Artur Drumonde dá-se conta de que não consegue sentir a terra tremer debaixo dos pés. Inexplicável, esse mistério há-de acompanhá-lo durante toda a vida. Mas, entretanto, é hora de participar na reconstrução da ilha, tarefa a que os passos e os ensinamentos do avô trazem sentido de missão.

Já professor universitário, carregando a bagagem de um casamento desfeito e uma carreira em risco, José Artur volta aos Açores. Durante as obras de remodelação da casa do avô, é descoberto um cadáver que o levará em busca dos segredos da família, da história oculta do arquipélago e de uma seita ritualista com ecos do mito da Atlântida. Mas é nos ódios que separam dois clãs rivais que o professor tentará descobrir tudo o que os anos, a insularidade e os destroços do grande terramoto haviam soterrado…

Usando a mestria narrativa e o apuro literário dos clássicos, bem como um dom especial para trazer à vida os lugares, as gentes e a História dos Açores, Joel Neto apresenta o romance Arquipélago, em que a ilha é também protagonista.



Espero que este livro não seja a última compra literária de junho. Ainda estou indecisa entre dois livros, ambos de escritores portugueses diferentes. Irei falar sobre isso na página de Facebook do blog!






Ontem, dia 19 de junho, fui ao hiper Continente e, claro, fui espreitar a secção dos livros. Foi ao espreitar uma das áreas com livros recentemente editados que tive a ideia de comprar a obra mais recente de Joel Neto, A vida no campo.





No dia 29 de junho, o autor virá a São Miguel para uma sessão do lançamento desse mesmo novo livro. A sessão terá lugar na livraria SolMar, às 19 horas.




A vida no campo tem recebido muitas críticas favoráveis por parte da imprensa e os leitores também têm adorado conhecer a ilha Terceira, que é a terra natal do autor e o palco do seu novo livro.
Para saberem um pouco mais sobre o livro, deixo-vos a sinopse, retirada do site da Bertrand:


Um homem e uma mulher. Um jardim e uma horta. Dois cães. Ao fim de vinte anos na grande cidade, Joel Neto instalou-se no pequeno lugar de Dois Caminhos, freguesia da Terra Chã, ilha Terceira. Rodeado de uma paisagem estonteante, das memórias da infância e de uma panóplia de vizinhos de modos simples e vocação filosófica, descobriu que, afinal, a vida pode mesmo ser mais serena, mais barata e mais livre. E, se calhar, mais inteligente.



Ainda não posso ler esta nova aquisição, pois ainda estou a ler O Império Final, de Brandon Sanderson. No entanto, já estive a folheá-lo e acho que vou gostar. Além disso, gostaria muito de comprar Arquipélago, que foi muito bem recebido na altura em que foi parar às livrarias e que ainda conquista muitos leitores.


Se estão em São Miguel, irão ver Joel Neto no dia 29?