Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A Biblioteca da Daniela

A Biblioteca da Daniela

Toca a aproveitar o feriado para ver o que já foi publicado este mês!


Primeiro, temos A Palavra que Resta, de Stênio Gardel. "Uma carta guardada durante mais de cinquenta anos - e jamais lida. É essa a relíquia que Raimundo Gaudêncio traz consigo. Homem analfabeto que, na sua juventude, teve um amor secreto brutalmente interrompido, aos setenta e um anos resolve que ainda é tempo de aprender a ler e, talvez, decifrar essa ferida aberta do passado.

Nascido e criado na roça, Raimundo não frequentou a escola, pois cedo precisou de ajudar o pai na lida diária. Mas há muito que foi obrigado a deixar a família e a vida no sertão para trás. Desse tempo, Raimundo guarda apenas a carta que recebeu de Cícero, quando o amor escondido entre os dois foi descoberto. Cícero partiu sem deixar outra pista senão aquela carta que Raimundo não sabe ler - pelo menos até agora.

Com uma narrativa sensível e magnética, Stênio Gardel leva-nos pelo passado de Raimundo, permeado de conflitos familiares e da dor do ocultamento da sua sexualidade, mas também das novas formas de afeto e de vida que estabeleceu depois de ter fugido de casa.

Explorando o poder universal da palavra escrita e da linguagem, e o modo como elas afetam os nossos relacionamentos, A Palavra que Resta é um romance arrebatador sobre repressão, violência e vergonha, mas acima de tudo sobre a coragem de lhes resistir."

Foi lançado pela Dom Quixote a 4 de junho.

 

 

 

No mesmo dia, pela mesma chancela, foi publicado Sou a Jazz, de Jessica Hertel. "Não me importo de ser diferente. Ser diferente é ser especial! Acho que aquilo que realmente importa é como uma pessoa é por dentro. E, por dentro, estou feliz. Estou a divertir-me. Estou muito orgulhosa de mim!"

 

 

 

Também neste dia, a Euforia lançou Feita e Desfeita, de Lyla Sage. "Pela primeira vez na sua vida, Clementine Emmy Ryder não faz ideia do está a fazer. Cumpriu tudo o que havia para cumprir: deixou a sua cidade natal, Meadowlark, Wyoming, foi para a faculdade e fez carreira a fazer o que mais gostava, montar cavalos. Mas depois de um acidente que não a deixa voltar à sela, não tem outra opção senão regressar ao lugar de onde sempre quis fugir.

Luke Brooks é o dono do bar local, um bad boy - o solteiro preferido da cidade. É também o quinto membro não oficial da família Ryder. Como melhor amigo do irmão mais velho de Emmy, Luke passou a maior parte da sua infância a infernizá-la. Há anos que não a vê, mas quando ela entra no bar e regressa à sua vida, é incapaz de lhe tirar os olhos de cima. Sabe que devia ter juízo, mas não consegue parar de pensar nela e em todas as coisas que lhe quer fazer.

Emmy tem a cabeça demasiado ocupada para pensar em romances. E Luke sabe que deve manter-se afastado da irmã mais nova do seu melhor amigo. Mas e se Luke for exatamente o que Emmy precisa para recuperar a sua chama? Será que os dois vão pegar fogo?"

 

 

 

A Planeta, também no dia 4, publicou Cruzar a Meta, de Simone Soltani. "Imperdível. Doce. Picante.
O romance de Fórmula 1 que não podes perder!

A carreira do piloto de F1 Dev Anderson está por um fio. Depois de um escândalo nas redes sociais que deixou a sua equipa furiosa e os patrocinadores a ameaçarem abandoná-lo, Dev precisa de alguém que o ajude a salvar a sua imagem.

Numa festa no Mónaco, encontra a mulher que pode resolver tudo. Só há um pequeno problema: ela é a irmã mais nova do seu melhor amigo. E, okay, talvez haja outro problema - ele beijou-a no ano passado e não consegue parar de pensar nisso desde então.

Willow Williams, recém-licenciada, precisa de um emprego. Tem o talento para ver o lado bom de qualquer situação, mas é difícil manter-se positiva quando está a lutar para tentar arranjar um emprego. Por isso, quando Dev lhe oferece uma solução temporária, ela só pode dizer que sim. Mesmo que isso signifique ignorar a paixão que tem por ele desde a infância.

Willow e Dev estão determinados a manter as coisas estritamente profissionais, independentemente dos sentimentos antigos e da química ardente que existe entre os dois.

Mas no fascinante e arriscado mundo da Fórmula 1, algumas metas são feitas para serem cruzadas..."

 

 

 

A 5 de junho, a Editorial Presença lançou Bem-Vindos à Livraria Hyunam-Dong, de Hwang Bo-Reum. "Esta é uma história sobre aceitação e como os livros podem mesmo salvar as nossas vidas. Perfeita para quem procura um romance acolhedor e comovente.

Há muitas livrarias, mas a Hyunam-dong é muito especial. É a casa de Yeongju, o sonho da sua vida. Desmotivada, ela sentia que os seus dias eram um autêntico vazio e decidiu largar tudo para concretizar um grande e antigo desejo: abrir uma livraria. Pode não ser fácil, porém… à medida que Yeongju põe tudo de si naquele espaço e na forma como acolhe os clientes, descobre verdadeiramente quem é.

E, conforme as pessoas falam com ela e procuram mais e mais a Livraria Hyunam-dong como um lugar para perceber o que realmente conta na vida, a partilha de sentimentos prova que todos podem, afinal, encontrar o seu lugar. Romance que nos faz mergulhar numa sensação profunda de reconhecimento e bem-estar, esta é a história que já mostrou a milhões de pessoas em todo o mundo que os livros podem mesmo tirar-nos de sítios escuros, mudar-nos e curar as nossas feridas - na alma e no coração.

 

 

Ainda neste dia, a Manuscrito publicou As Três Vidas de Luana, de Célia Palma. "Luísa sofre de depressão. Agarrada à tristeza profunda, sempre em conflito com o marido e incapaz de manter uma relação com o filho, os dias passam sem que repare neles. As memórias do passado são a sua principal companhia - sobretudo o caso extraconjugal que manteve com o único homem capaz de a fazer verdadeiramente feliz.

Quando, de forma inesperada, uma cadela bebé surge na vida de Luísa e Francisco, não muda tudo. Mas muda muita coisa: curiosa, traquina e muito brincalhona, Luana vem trazer alegria a um lar onde já praticamente não havia vida. Só que uma tragédia está prestes a acontecer: findada a primeira vida de Luana, virá a segunda, marcada pela angústia e escuridão. na terceira, redenção. Para ela e para todos à sua volta.

Neste romance de estreia que não vai deixar ninguém indiferente, a veterinária Célia Palma conta-nos a história verídica de Luana, uma cadela que tocou a vida de todos os que a conheceram.

O amor puro e altruísta de um animal é a coisa mais poderosa do mundo. Às vezes, capaz até de sarar as feridas mais profundas de uma família."

 

 

 

Depois, temos Onde as Garças Voam, de Elisabete Martins de Oliveira. "Durante toda a vida, Matilde procurou fugir das memórias opressoras da sua infância. Assim que atingiu a maioridade, partiu do Alentejo que a viu crescer rumo a uma Lisboa cheia de oportunidades.

Na capital, já adulta, constrói a vida com que sonhara: tem o seu próprio negócio e vive com o marido e os dois filhos, distante dos traumas de infância. Contudo, uma sucessão violenta de acontecimentos e de decisões tomadas em momentos errados ameaçam destruir a família de Matilde, e a única solução é voltar ao passado.

O regresso à casa dos pais e a dificuldade que estes têm em lidar com a neta com perturbação do espetro do autismo e com um genro que consideram incompetente vão pôr à prova a resiliência da família. O impacto deste reencontro com os pais — e com outras pessoas do passado — vai levantar o véu de memórias dolorosas que Matilde sempre tentou esquecer."

Foi publicado pela Cultura Editora a 6 de junho.

 

 

 

A mesma editora, no mesmo dia, também lançou Um Lobo no Quarto, de Valentina Silva Ferreira. "Leo quis morrer. Preparou o suicídio, mas a figueira da sua infância salvou-a. Decidida a deixar a vila sem destino, leva, na bagagem, as memórias dos seus relacionamentos, de um avô protetor, de uma mãe ausente e de um pai que não ama.

Naquela viagem de autodescoberta e de resgate do amor próprio, os planos são alterados e depara-se com a necessidade de cuidar do pai nos seus últimos dias de vida. E será este regresso ao passado que permitirá a Leo sarar todas as feridas.

Uma história sobre o impacto dos traumas da infância, reencontro, perdão e libertação."

 

 

 

Ainda no dia 6, foi publicado, pela Quetzal, Um Lugar Luminoso para Gente Sombria, de Mariana Enriquez. "Depois do monumental e deslumbrante romance A Nossa Parte da Noite, Mariana Enriquez regressa ao terror - género que maneja com suprema mestria e reinventa a cada novo livro.

São doze magníficas histórias arrepiantes, em que o mal (ou o monstruoso), o macabro, o surreal e o sobrenatural irrompem de realidades quotidianas: entre elas, a da mulher que tenta manter na linha os fantasmas que vagueiam por um bairro periférico de Buenos Aires; a da margem de um rio povoado por pássaros que foram mulheres; ou a dos voluntários que distribuem alimentos num bairro carenciado e são perseguidos por crianças de olhos aterradores; ou ainda a da jornalista que investiga a célebre história da rapariga desaparecida num hotel da Baixa de Los Angeles, e que se depara com outra lenda da cidade.

Os temas exploram o feminino (e o lugar das mulheres na sociedade), a família, e o legado da repressão política que perdura."

 

 

Os restantes livros, a partir daqui, são lançados hoje, dia 10 de junho.

Destaco, primeiro, Promessas Cruéis, de Rebecca Ross, a continuação e a conclusão de Rivais Divinos. É publicado pela Secret Society.

"Roman e Iris arriscam o amor que os une e até a própria vida para pôr fim a uma guerra divina.
Dois corações.
Duas viagens.
Duas escolhas.
Um destino.

A guerra tentou separá-los, mas a magia que os liga supera tudo."

 

 

 

Depois, temos Um Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin. "O primeiro romance do ciclo Terramar. Ged, o maior feiticeiro de Terramar, era, na sua juventude, o imprudente Gavião. Sedento de poder e conhecimento, a sua curiosidade por segredos centenários libertou uma sombra terrível sobre o mundo.

O livro narra a tumultuosa história da sua iniciação, como aprendeu a dominar palavras mágicas, domou um dragão antigo e desafiou a morte para restaurar o equilíbrio que perturbou. O ciclo Terramar é um conjunto de histórias tão apreciadas como As Crónicas de Nárnia ou O Senhor dos Anéis, mas são também histórias diferentes de tudo o que já se escreveu.

Receberam o National Book Award e o Prémio Nebula, entre outras distinções."

É lançado pela Relógio d'Água.

 

 

 

Temos, ainda, Admirável Mundo Verde, de Filipa Fonseca Silva. "Num futuro não muito distante, um grupo de activistas pelo clima radicaliza-se e decide derrubar o sistema. Dotado de uma eficaz máquina de propaganda, que lhe garante o apoio popular, consegue chegar ao poder e impor uma sociedade totalmente verde. Mas a que preço?

Depois do sucesso de E Se Eu Morrer Amanhã? e de O Elevador, nomeados para melhor livro do ano e em adaptação para filme, Filipa Fonseca Silva traz-nos um romance distópico electrizante, que levanta questões incontornáveis, como a emergência climática e a polarização de uma sociedade à deriva."

É lançado pela Suma de Letras.

 

 

 

Em O Meu Homicídio, de Katie Williams, "Lou tem um casamento feliz e é mãe de uma criança adorável. É também a quinta vítima de um assassino em série que tem assolado a cidade. Trazida de volta à vida e devolvida aos braços da família graças a um projeto governamental, Lou sente-se agradecida por essa oportunidade. Mas à medida que se tenta readaptar à rotina, contando para isso com o grupo de apoio criado para as vítimas de Edward Early, o assassino, apercebe-se de que existem ainda perguntas por responder relativamente aos dias que antecederam a sua morte - e também acerca de pessoas que deveriam ser de total confiança.

Assim, de um momento para o outro, deixa de ser suficiente cuidar da filha, amar o marido e manter o emprego de que sempre gostou; agora, é-lhe urgente desvendar as circunstâncias da sua morte. Sombrio e divertido, com um ritmo compassado e carregado de surpresas, O Meu Homicídio é um romance feito para ser lido de uma assentada e uma lufada de ar fresco no thriller clássico."

É publicado pela Topseller.

 

 

 

Em Notas de um Filho da Terra, de James Baldwin, "A matéria-prima desta coleção de ensaios de James Baldwin é a sua própria vida e um momento-chave da formação do escritor: o reconhecimento de que as suas raízes estavam em África e que nenhuma das referências culturais que o rodeavam - Shakespeare, Bach ou Rembrandt - podia oferecer-lhe um espelho onde observar e pensar a sua herança.

Escritos nos anos de 1940 e 1950, estes textos cristalizam uma reflexão sobre a negritude, em pleno alvorecer do movimento dos direitos civis. Protagonizando, ele mesmo, as dramáticas mudanças sociais que eclodiram nessa época, Baldwin investiga as complexas circunstâncias de se ser negro nos Estados Unidos, compondo o retrato de um país em ebulição.

Ativista, homem, negro, homossexual: neste livro, conhecemos o percurso íntimo de uma das raras figuras que abordaram a questão da raça com um olhar dúplice, inteligentemente equilibrado entre a crítica feroz à injustiça e a surpreendente compreensão oferecida aos agressores.

Profético e incrivelmente atual, escrito com notável inteligência e sensibilidade, Notas de um Filho da Terra confirmou o lugar pioneiro de James Baldwin enquanto crítico social e agente de mudança, sendo até hoje um dos seus livros mais aplaudidos."

É lançado pela Alfaguara.

 

 

 

Depois, temos Os Whisperwicks, de Jordan Lees, que é publicado pela Nuvem de Letras. "Benjamiah Creek, de onze anos, acredita na ciência, na lógica e no poder da razão. Definitivamente, ele não acredita em magia. Mas quando recebe um presente misterioso pelo correio - uma boneca que pode transformar-se em pássaro - ele é levado para um mundo impossível (e definitivamente mágico) de Wreathenwold, onde segredos obscuros estão perdidos num vasto labirinto de ruas.

Benjamiah vê-se envolvido numa perigosa missão - liderada pela corajosa e brilhante Elizabella, que está determinada a solucionar o desaparecimento de seu irmão.

Conseguirá Benjamiah encontrar o caminho de volta para casa e descobrir a sua ligação intrigante com este mundo estranho e encantado?"

 

 

 

E quem estava à espera de mais aventuras de Marielle? Em Aventureira Marielle e os Mil Tons de Magia, de Nuna e Lala Berekai, "O quarto da Marielle vai ser pintado da cor que ela escolher, mas a Marielle nunca pensou que fosse tão difícil decidir... Verde? Azul? Amarelo? As cores são todas tão bonitas!

A Cadija, porém, após ouvir alguns comentários, não pensa da mesma forma e quer mudar o tom da sua pele.

Juntas, as duas amigas vão descobrir mil tons de magia e toda a alegria que eles trazem."

É lançado pela Nuvem de Letras.

 

 

 

E, finalmente, temos Erva, de Keum Suk Gendry-Kim. "Erva é uma poderosa novela gráfica que conta a história verídica de Ok-Sun Lee, uma criança sul-coreana que, durante a Segunda Guerra Mundial, foi vendida pela família e explorada como mulher de conforto, o eufemismo utilizado pelos militares japoneses para se referirem às suas escravas sexuais. Até hoje, este continua a ser um dos capítulos mais negros e chocantes da História.

Ok-Sun Lee sobreviveu a décadas de desespero e, no fim da sua longa vida, tornou-se ativista pelos direitos das mulheres, dando a conhecer as suas dolorosas memórias. Com base nos seus relatos, Keum Suk Gendry-Kim ilustra o período que antecedeu a guerra a partir da perspetiva vulnerável de uma criança forçada a enfrentar as mais cruéis adversidades, valendo-se apenas da sua força e determinação para sobreviver.

Com recurso a pinceladas a negro tão delicadas quanto duras, a autora descreve em pormenor a forma desumana como muitas raparigas de famílias humildes viveram a ocupação japonesa e a vida de sofrimento generalizado que herdaram."

É publicado pela Iguana.

 

 

 

E termino, assim, a publicação de hoje. O que acharam das novidades?

 

Daniela S..png