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A Biblioteca da Daniela

A Biblioteca da Daniela

Maio não pode acabar sem a segunda parte dos lançamentos deste mês!

 

Primeiro, temos Coração, Cabeça e Estômago, de Camilo Castelo Branco. "Coração, Cabeça e Estômago é um dos romances mais aclamados de Camilo Castelo Branco e uma das suas principais obras que junta a sátira e o humor para fazer um retrato de época e da sociedade literata do país.

Dividida nas três partes que lhe dão o título, o livro segue o percurso de Silvestre à medida que este se vai desapegando do romantismo. Na primeira parte, a do coração, a personagem é dominada pela paixão e pelos episódios românticos que o arrebatam. Na segunda, a da cabeça, prevalece a razão e vemos Silvestre da Silva na sociedade portuense e nos seus meandros políticos. Na terceira e última, a do estômago, a personagem volta ao que é primordial ao Homem e à vida pacata da ruralidade. Mas conseguirá Silvestre encontrar o seu propósito? Poderá Silvestre encontrar nas mulheres que vai conhecendo o seu sentido de vida?

Numa caricatura magistral do modo de vida português contada na terceira pessoa, Camilo faz uma retórica da sensibilidade e do gosto que desconstrói não só o romance, mas toda uma escola."

Foi lançado pela Guerra & Paz a 21 de maio.

 

 

Depois, temos um finalista do Booker Prize Internacional de 2024. Em Os Detalhes, de Ia Genberg, "Uma mulher está de cama com febre. De repente, sente a necessidade premente de reler um romance em particular. Na página de rosto, depara com uma dedicatória: uma mensagem de melhoras de uma ex-namorada. Ao folhear o livro, páginas do seu passado começam a ganhar vida, coisas que ela não consegue esquecer e pessoas que não podem ser esquecidas: Johanna, a ex-namorada da dedicatória, que é agora uma famosa apresentadora de rádio; Niki, a amiga que desapareceu há anos sem deixar um número de telefone ou uma morada ou um rasto na Internet; Alejandro, que aparece como uma tempestade precisamente no momento certo; e Birgitte, uma mulher traumatizada e consumida pela ansiedade, cujo carácter evasivo esconde um segredo doloroso.

Os Detalhes é um romance construído à volta de quatro retratos, revelando os pequenos detalhes que, juntos, compõem uma vida. Quem é o sujeito real do retrato, a pessoa que está a ser pintada ou a pessoa que segura no pincel? Será que nos tornamos plenamente nós próprios através das nossas conexões com os outros? Pode um ente querido desaparecer de facto?

Numa prosa estimulante e provocadora, Ia Genberg levanta estas e outras questões profundas sobre a natureza das relações e a maneira como contamos as nossas histórias. O resultado é um estudo íntimo e esclarecedor sobre o que significa ser humano." 

A Dom Quixote publicou este livro a 21 de maio.

 

 

No mesmo dia, a Gailivro lançou a continuação de Gémeas para uma Só Coroa, de Catherine Doyle e Katherine Webber. A sinopse poderá conter spoilers.

Em Coroas Amaldiçoadas, "As rainhas gémeas Wren e Rose reclamaram as suas coroas, mas nem todos estão satisfeitos por terem bruxas sentadas no trono de Eana.

Rose, a calma e ponderada, parte numa digressão real para manter a paz e conquistar os céticos, mas depressa se vê atraída para o Reino Beijado pelo Sol. Aí descobre segredos sobre aqueles que lhe são mais próximos e a sua lealdade é posta à prova.

Wren, a rebelde, decide partir para as terras geladas de Gevra para resgatar Banba, a sua amada avó. Mas quando ela aceita o mortal pacto mágico do rei Alarik em troca da liberdade da sua prisioneira, o feitiço proibido tem consequências inesperadas...

Uma maldição antiga emerge da escuridão e as irmãs têm de se unir e de unir o reino, pois as suas vidas - e o futuro de Eana - dependem disso.

Quebra o gelo para libertares a maldição, mata uma gémea para salvares a outra…"

 

 

De seguida, temos Tudo o que Acontece Depois da Meia-Noite, de K. L Walther, publicado a 22 de maio pela Editorial Presença. "O jogo está prestes a começar. que jogo? O melhor de todos, o que quebra todas as regras e não cumpre previsões: a paixão.

Faltam apenas duas semanas para terminar as aulas e Lily vai acabar o secundário! Agora, vejam, isso é bom, mas, ao mesmo tempo, ela acha que, se calhar, não se divertiu o suficiente antes de ir para a faculdade… É então que recebe um bilhetinho misterioso convidando-a a participar na partida de final de ano com um tal Jóquer, um finalista que usa pseudónimo. Lily está farta de ser vista como a bem-comportada, e aquela é a melhor oportunidade para sair do secundário em alta!

Jóquer queria permanecer anónimo, mas Lily percebe que ele é nada mais nada menos do que Taggart Swell, o seu ex-namorado, e já está demasiado envolvida para saltar fora. Os sentimentos adormecidos voltam à superfície e Lily acha genial que o alvo da partida seja justamente Daniel, o seu par do baile de finalistas… o jogo está apenas a começar e depois da meia-noite tudo pode acontecer.

Num romance que regressa ao espetacular universo de Taylor Swift, a autora de O Verão em que Quebrámos Todas as Regras dá-nos uma história envolvente sobre a passagem para a idade adulta e o reacender da paixão, mostrando-nos que nos soltarmos e nos permitirmos viver not by the book pode ser o melhor de tudo."

 

 

No mesmo dia, a Manuscrito lançou As Sete Carruagens, de André Fernandes. "«O despertador tocou. Desnecessariamente. René já não dormia. Quem não dorme também não desperta. Não se desperta, a não ser do sono.»

É assim que começa o arrebatador romance de estreia de André Fernandes, um livro poderoso sobre um homem devastado pelos traumas do passado e o fim recente da sua relação amorosa. Encarcerado nas memórias de uma vida - não da que viveu, mas daquela que gostaria de ter vivido -, num dia igual a tantos outros, entra na estação de metro habitual para ir trabalhar. E, de repente, nada volta a ser como antes.

O que faria se fosse obrigado a reviver o mesmo dia vezes sem fim? Durante sete dias, René entra na mesma estação, para tomar consciência de que o dia presente é igual ao anterior. No acaso da vida, porém, quer o destino que acabe por entrar sempre numa carruagem diferente. E todas as viagens têm uma lição a ensinar a René. Até ao derradeiro final.

Uma história emocionante em que cada carruagem revela um segredo diferente para a verdadeira felicidade."

 

 

E já chegou a Portugal o segundo livro de Faridah Àbíké-Íyímídé. Em A Cama Onde Elas se Deitam, "após anos a estudar em casa, Sade Hussein está prestes a começar um novo ano do secundário, desta vez na prestigiada Academia Alfred Nobel. O infortúnio tem sido um companheiro constante ao longo da sua vida, mas nem mesmo Sade contava que a sua nova colega de quarto, Elizabeth, fosse desaparecer logo depois da sua primeira noite. Ou que as pessoas pensassem que ela estivesse envolvida no seu desaparecimento.

Com os rumores a espalharem-se à sua volta, Sade desperta a atenção de um grupo de raparigas conhecidas como a Trindade Profana. Entre ficar a saber mais sobre elas — especialmente sobre Persephone, por quem Sade se sente inexplicavelmente atraída — e recuperar o tempo perdido nas aulas, Sade já tem muito com que se preocupar. Mas os alunos da Alfred Nobel escondem um segredo terrível, um que parece estar relacionado com o desaparecimento de Elizabeth… e o próprio passado de Sade."

A Desrotina lançou este livro a 23 de maio.

 

 

A mesma editora, no mesmo dia, publicou A República do Dragão, a continuação d'A Guerra das Papoilas, de R. F. Kuang. A sinopse pode conter spoilers.

"A raiva. Raiva que transforma a alma num fogo furioso que nunca pode ser extinto. Este é o mundo inteiro de Rin, assombrada pela atrocidade que cometeu para acabar com a guerra, viciada em ópio e escondendo-se das ordens assassinas do seu deus vingativo, a Fénix ardente. a sua única razão de viver é vingar-se da imperatriz traidora que vendeu Nikan aos seus inimigos.

Sem outras opções, Rin junta forças com o poderoso Senhor da Guerra dos Dragões, que tem um plano para conquistar Nikan, destituir a Imperatriz e criar uma nova República. Rin lança-se na sua guerra. Afinal, fazer guerra é tudo o que ela sabe fazer. Mas a Imperatriz é um inimigo mais poderoso do que parece, e as motivações do Senhor da Guerra dos Dragões não são tão democráticas quanto parecem.

Quanto mais Rin aprende, mais ela teme que o seu amor por Nikan a afaste de todos os aliados e a leve a confiar cada vez mais no poder mortal da Fénix. Porque não há nada que ela não sacrifique pelo seu país e pela sua vingança. Por isso, ela lança-se de novo na luta. Porque, afinal, lutar é o que ela faz de melhor.

O segundo volume da saga de fantasia épica num mundo cheio de artes marciais, deuses e magia antiga."

 

 

A seguir, temos A Cidade de Bronze, de Shannon Chakraborty, que foi lançado pela Kathartika a 23 de maio. "Nas ruas do Cairo do século XVIII, Nahri é uma jovem vigarista de talentos incomparáveis. Por meio de leituras de mãos, de exorcismos e de um misterioso dom de cura, faz dos nobres otomanos o seu principal alvo, num esforço para sobreviver. Mas quando um dia, durante um dos seus golpes, evoca acidentalmente Dara, um misterioso guerreiro jinn, acaba por perceber que até os estratagemas mais inteligentes podem ter consequências fatais."

 

 

No mesmo dia, a Bertrand Editora publicou O Primeiro a Cair, de Grace Reilly. "James
O futebol é tudo para mim, vivo este desporto intensamente. Mas, quando aceitam por fim a minha transferência para a Universidade McKee - sim, eu tinha de me afastar das distrações que quase me custaram o futuro na Liga profissional -, sou confrontado com mais uma surpresa: voltar a frequentar a cadeira de Escrita Académica, à qual tinha reprovado, ou perder qualquer hipótese de acabar o curso a tempo e cumprir o meu sonho. E é aí que entra a Bex, ou a Beckett Wood, também ela finalista. Linda e deslumbrante como nunca vi, mas teimosa como tudo, e… exatamente o tipo de rapariga que adoro. Ela é a chave para me ajudar a estudar, mas o preço é fingir que somos namorados. Por mim, tudo bem. Só que eu nunca faço as coisas pela metade…

Bex
Não me envolvo com qualquer um, decididamente não o quero fazer com atletas, e o supergiro e superseguro de si James Callahan não vai ser exceção. Quer que o ajude na cadeira de Escrita Académica, mas eu ando demasiado ocupada para assumir mais uma responsabilidade. Tenho de me colocar em primeiro lugar. Quando o imbecil do meu ex, e seu colega de equipa, teima em não me deixar em paz, percebo que tenho mesmo de o convencer de que segui em frente. E que melhor maneira do que fingir estar com o James, que quer tudo menos uma relação séria? Só que a cada beijo que damos ele puxa-me mais para um lugar que não conheço, que me excita e assusta. Porque é que ele me faz sentir viva como mais ninguém o fez até agora?"

 

 

Ainda neste dia, a Quetzal publicou A Baleia, de Cheon Myeong-Kwan. "Geumbok é uma jovem mulher com um perfume irresistível que, ao viajar através da Coreia, atrai homens de todas as condições sociais. e que, enquanto combate violadores e gangsters de todo o género para conseguir erigir um impressionante império em Pyeongdae, uma pequena aldeia perdida nas montanhas, negligencia a filha, uma criatura gigante e muda.

Narrada através de gerações, A Baleia explora as suas vidas e as de todas as personagens que lhes estão ligadas.

A geração de Cheon Myeong-kwan vive numa sociedade em que a baleia, o símbolo do Grande Espírito desapareceu, e tudo, incluindo a imaginação, encolheu, por forma a caber em vidas em que tudo acontece a grande velocidade.

Este livro evoca o tempo em que se via e apreciava a lentidão majestosa desses animais de grande porte que, perdendo o seu espaço vital, também desaparecem da nossa consciência. Este livro é um pedaço desse outro tempo mítico."

 

 

 

A próxima novidade é Skandar e os Desafios do Caos, o terceiro volume da coleção infantojuvenil da autora A. F. Steadman. "Prepara-te para heróis improváveis, magia elementar, batalhas no céu, segredos antigos e unicórnios ferozes, nesta nova aventura que vai fazer o teu coração disparar."

Foi lançado pela Booksmile a 27 de maio.

 

 

No mesmo dia, a Penguin Clássicos publicou Frankenstein, de Mary Shelley. "Em 1816, durante uma noite de verão invulgarmente tempestuosa, Lord Byron desafia os seus companheiros de férias a compor uma história assustadora. A jovem Mary Shelley, então com dezoito anos, imagina uma monstruosa criatura, fruto da obsessão de um cientista, Victor Frankenstein, em gerar vida a partir da morte. Horrorizado com o resultado da sua experiência, Frankenstein rejeita o monstro que, incapaz de encontrar a simpatia que procura, se decide a destruí-lo e condena ambos - criador e criatura - a uma existência de errância e solidão.

Clássico pioneiro da ficção científica, Frankenstein convoca o fascínio da época pela eletricidade e pelas possibilidades que a ciência representava, oferecendo uma indagação pertinente e muitíssimo atual sobre os limites e as consequências da interferência humana na Natureza."

 

 

Ainda nesse dia, a Relógio d'Água lançou Sistemas em Estado Crítico, de Martha Wells. "Em Sistemas em Estado Crítico, um androide assassino descobre-se a si mesmo, e Martha Wells recorre à sua história para interrogar as raízes da consciência através da inteligência artificial. Num futuro dominado por corporações e viagens espaciais, as missões planetárias têm de ser aprovadas pela empresa, e as equipas são acompanhadas por androides de segurança fornecidos pela mesma. Mas os contratos são atribuídos ao licitante que fica mais barato, e por isso a segurança não pode ser considerada uma preocupação essencial.

Em simultâneo, num planeta distante, uma equipa de cientistas realiza testes num androide fornecido pela empresa, uma UniSegur autoconsciente que pirateou o próprio módulo de controlo e que se refere a si mesma como Assassiborgue. Revelando profundo desprezo pelos humanos, tudo o que realmente quer é estar em paz tempo suficiente para descobrir quem é. Mas quando uma missão vizinha corre mal, cabe aos cientistas e ao seu assassiborgue descobrir a verdade."

 

 

A 28 de maio, a Quinta Essência lançou O Canto da Sereia, de Karina Halle. "A princesa Maren é uma mulher com um segredo. Com apenas 16 anos, vendeu a alma à bruxa do mar Edonia, e trocou a sua vida debaixo de água pelo amor do príncipe Aerik, em terra firme. Só que o destino não lhe sorriu. Ao fim de uma década de abusos e extrema infelicidade causados pelo príncipe cruel, Maren só pensa em fugir e deixar o seu papel real para trás. Mas para isso precisa de encontrar Edonia para reverter o feitiço.

Maren vê a sua oportunidade de fuga quando, numa viagem marítima, ela e o príncipe são feitos reféns por um bando de piratas famosos, liderados pelo temível capitão Ramsay Ossos Battista. Ramsey tem uma reputação temível: não só o seu navio é supostamente assombrado e tripulado por malditos, como também nenhum prisioneiro sobrevive para contar a história. Felizmente para Maren, ela descobre que o capitão também tem contas a ajustar com a bruxa do mar. Se tudo correr bem, Maren pode conseguir recuperar a sua antiga vida, mesmo que isso signifique ficar nas mãos do capitão.

Mas Ramsay subestima Maren, e rapidamente descobre quem (e o quê) Maren é, e que a sua sede de vingança, liberdade e sangue rivaliza com o dele. Entretanto, Maren dá por si a apaixonar-se pela natureza sombria do pirata, mesmo quando descobre que Ramsay tem um segredo mais mortífero do que o seu. No alto mar, nem todos os monstros espreitam sob a superfície da água.

  Da autora bestseller do New York Times, chega uma fantasia gótica inspirada na história de A Pequena Sereia."

 

 

No dia 29, foi publicado, pela Faktoria K de Livros, Somos Animais Poéticos, de Michèle Petit. "Uma reflexão imprescindível sobre a importância da arte e da literatura, da beleza como feito fundamental e da necessidade do inútil em tempos críticos.

A partir de testemunhos e de textos inicialmente escritos para intervenções em jornadas que reuniam professores, bibliotecários, promotores de leitura, entre outros, Michèle Petit analisa aqui o contributo que a literatura (oral e escrita) e a arte em todas as suas formas podem ter hoje em contextos difíceis e que nestes últimos anos não têm parado de se multiplicar, desde guerras, migrações de refugiados, alterações climáticas aos atentados terroristas ou à pandemia de covid-19.

Neste ensaio, pleno de sensibilidade, a autora faz uma apologia à arte nas suas várias formas, ora abordando a superação do trauma através da contemplação do belo, ora exaltando a transmissão cultural em cenários de exílio, ou a linguagem e o canto como meios de conexão com a natureza, as bibliotecas como casas de pensamento e convívio, e ainda a importância da literatura como fomentadora do sonho.

Por diferentes vias, a antropóloga francesa relembra que o utilitário nunca nos basta e que não podemos ser reduzidos a variáveis económicas, nem mesmo aos nossos papéis sociais, pois somos também, e talvez acima de tudo, verdadeiros animais poéticos."

 

 

Finalmente, e no mesmo dia, foi lançado Powerful, de Lauren Roberts. "Pode o amor remendar o que o Poder rasgou?
Deixe-se enredar pela série mais apaixonante do momento.

Adena e Paedyn sempre foram inseparáveis. O destino juntou-as quando eram jovens, e a amizade garantiu que se protegeriam sempre uma à outra e à casa que construíram nos bairros de lata de Loot. Mas agora Paedyn – uma Vulgar - foi selecionada para as Provas da Purga, o que significa uma morte quase certa.

Sozinha em Loot e com receio de perder a sua amiga, Adena apenas pode contar consigo para se defender. Depois de quase ser apanhada a roubar, é salva por Mak, um estranho misterioso com um passado sombrio... E que também tem alguém muito querido a participar nas Provas.

Mak e Adena formarão uma aliança para ajudar os amigos, mas a aventura irá testar as suas lealdades, a sua coragem e o amor que cresce entre eles."

 

 

E termino, assim, a publicação de hoje. O que acharam das novidades?

 

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