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A Biblioteca da Daniela

A Biblioteca da Daniela

 

 

Já posso falar dos livros que foram lançados em Portugal no mês passado!

 

Comecemos pelo Gild, de Raven Kennedy. 

É característico dos homens desvalorizarem as mulheres. Será igualmente a sua ruína.
Sempre nos disseram que esta é a história do rei Midas. Ele é o rei dourado e eu sou a sua favorita - a mulher que, com apenas um toque, ele transformou em ouro. Para mostrar que lhe pertenço. Para mostrar a todos o seu imenso poder. Ele prometeu proteger-me e, em troca, eu prometi-lhe o meu coração. Mas quando a guerra chega ao reino, é necessário um acordo - e eu estou no centro dessa negociação. Subitamente, a minha confi ança é quebrada e o meu amor é desafiado. Percebo finalmente que tudo o que sabia sobre Midas pode estar errado. Sempre disseram que esta é a história dele. Mas talvez estejam errados… talvez seja a minha história!

 

A Saída de Emergência publicou este livro a 2 de março.

 

 

A seguir, temos O Covil de Pompeia, de Elodie Harper. 

O Covil de Pompeia é o primeiro romance numa trilogia que reimagina a vida nesta cidade mítica, antes de ser arrasada pela erupção do Vesúvio, e a vida de mulheres destemidas que fizeram o seu caminho num mundo dominado por homens.
Corre o ano 74 da nossa Era e em Pompeia, uma das cidades mais prósperas do Império Romano, convivem lado a lado cidadãos livres, comerciantes, criminosos, escravos e senhores. Nas ruas da cidade é possível satisfazer quaisquer caprichos e desejos, e o bordel conhecido como «Covil» tem fama de responder aos gostos mais exigentes.

Vendida como trabalhadora sexual, Amara não é apenas uma das lobas que trabalham para Félix, o crápula dono do Covil - é a sua favorita. Após a morte do pai de Amara, um médico respeitado, a sua família viu-se caída na penúria e o destino da jovem foi a escravatura. Agora, depende da sua astúcia, inteligência e valentia para tentar trocar as voltas ao seu destino.

Assim, enquanto partilha os seus sonhos, entre gargalhadas e lágrimas, com as outras mulheres do infame bordel, Amara descobrirá uma cidade cheia de vida, onde as oportunidades estão ao virar de cada esquina para quem quer que tenha a ousadia de as agarrar. Terá ela a valentia e a coragem necessárias para recuperar a sua liberdade?

Pompeia como nunca a lemos, distante no tempo mas repleta de vida. Um romance histórico invulgar que, partindo de uma pesquisa profusa e apurada, nos faz um relato emocionante e riquíssimo em detalhes, eletrizante nas cores, cheiros e sons da cidade romana e dos seus habitantes, ao mesmo tempo que nos dá a escutar a voz das mulheres cujas histórias permaneceram à margem da História.

 

Foi lançado pela Bertrand Editora a 2 de março.

 

 

A próxima novidade é de Camille DeAngelis. Em Até aos OssosMaren Yearly quer o mesmo que qualquer rapariga da sua idade. Tornar-se alguém que os outros admirem e respeitem. Ser amada. Mas Maren tem um segredo que a torna diferente, impulsos que não consegue controlar. E odeia-se pelas coisas más que o seu instinto a pressiona a fazer, por aquilo que causa a si e à sua família. Porque Maren não se limita a partir corações, ela devora-os.

Desde o dia em que a mãe encontrou um osso da orelha da ama na sua boca, quando ela tinha apenas dois anos, soube que a vida não seria normal para nenhuma das duas. Quando, no seu 16.º aniversário, a mãe a abandona com apenas algum dinheiro e a sua certidão de nascimento, Maren decide partir em busca do pai, que nunca conheceu, determinada a encontrar as suas origens e a razão para ser como é.

Confrontada com um mundo onde, pela primeira vez, conhece outros comedores e inimigos, mas também a possibilidade inesperada do amor, Maren percebe que não está apenas à procura do pai, está à procura de si própria. A verdadeira questão é: será que vai gostar da rapariga que encontrar?

Livro deu origem a filme de sucesso com Timothée Chalamet e Taylor Russell.

 

A Suma de Letras publicou este livro a 6 de março.

 

 

Também neste dia, a Arena lançou Bem Me Quero, de Catarina Corujo. 

Um manual prático, com exercícios, para aprendermos a gostar de nós mesmas.

Foram precisos 28 anos de luta com o próprio corpo para Catarina Corujo aprender a amar-se tal como é. Muitas lágrimas, dietas, tristeza e vulnerabilidade. Dedos a apontar o que estava errado, quando na verdade eram os outros que estavam mal. Todas as mulheres passam pelo mesmo sentimento de frustração, de vergonha e de negação do próprio corpo por acharem que não se enquadram no protótipo de beleza que a sociedade vende. Basta!

Este livro é um grito de independência, um abraço de empatia e um manual para ajudar a leitora a amar-se a si própria. A aceitar-se. A olhar ao espelho e a sentir carinho em vez de repulsa. É também um livro prático, com exercícios tão úteis como aprender a limpar o Instagram de perfis tóxicos, cheios de imagens manipuladas, de vidas e corpos perfeitos. E é também a história da Catarina, que passou por tanto e viveu para contar e para abraçar todos os que sofrem.

 

 

Em O Olhar da Medusa, de Natalie Haynes, esta é a história de como uma jovem se tornou um monstro. E de como nunca foi, realmente, um monstro.

Única mortal numa família de deuses, Medusa é a mais nova das três Górgonas. Ao contrário das irmãs, envelhece, passa por mudanças, possui fraquezas. A mortalidade traz-lhe um sentimento de urgência e curiosidade que a família nunca conhecerá. Mas a sua vida, tranquila até aí, é subitamente devastada por Posídon, que a viola no templo de Atena. E a deusa, por sua vez, furiosa com a violação do seu espaço sagrado, decide vingar-se - contra Medusa.

Punida pela luxúria de Posídon, Medusa vê-se transformada para sempre: em vez de cabelo, serpentes, e o seu olhar torna todas as criaturas vivas em pedra. Amaldiçoada com o poder de destruir tudo o que ama com um mero olhar, nada lhe resta senão uma vida de solidão. Isto, até Perseu embarcar numa demanda em busca da cabeça de uma Górgona...

Aprofundando as origens de um conto mítico, Natalie Haynes revitaliza e reconstrói, com paixão e inteligência, a vida de Medusa, uma das primeiras histórias em que uma mulher é vítima da violência às mãos de um homem poderoso e, ainda assim, culpada, punida e tornada monstruosa, falando-nos ao coração com vigor e sentido inabalável de justiça.

 

A TopSeller lançou este livro a 6 de março.

 

 

Ainda neste dia, a Elsinore lançou Internato, de Serhij Zhadan. 

Uma viagem de sobrevivência numa cidade do leste da Ucrânia transformada em palco de guerra.

Um jovem professor procura trazer para casa o seu sobrinho de treze anos que se encontra num internato. Terá para isso de cruzar a cidade. Uma aventura perigosa de ida e volta, que durará um dia inteiro. A cidade está transformada num cenário de guerra e a escola um dos seus epicentros.

Com uma arte narrativa, descrita pela crítica como Jazz verbal, que transforma palavras em poderosas imagens, Zhadan descreve com rigor e inesperada poesia como a guerra transforma uma paisagem outrora familiar numa realidade apocalíptica, onde a destruição e o medo imperam.

 

 

A 9 de março, a Porto Editora publicou Coração do Guerreiro do Sol, continuação de Filha da Deusa da Lua, de Sue Lynn Tan. 

Depois de conquistar a liberdade da mãe ao Imperador Celestial, Xingyin é feliz na tranquilidade do seu lar. Mas a paz que vive é frágil e ameaçada pela descoberta de uma estranha magia na lua bem como algumas mudanças inquietantes no Reino Celestial.
Obrigada a fugir uma vez mais de casa, Xingyin e os seus companheiros atrevem-se pelas terras inexploradas do Reino Imortal, encontrando criaturas lendárias e monarcas astutos, amigos queridos e adversários terríveis.
O reino corre perigo, e Xingyin terá de encontrar a verdade dentro de si e escolher as alianças certas, para poder lançar-se contra este mal, antes que destrua o mundo que aprendeu a amar… mesmo que o preço a pagar seja demasiado elevado.

 

 

A Porto Editora, no mesmo dia, também lançou O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux. 

Clássicos Hoje é uma coleção inspirada por toda a luz antiga e moderna: nela cabem as maiores obras da literatura de todos os tempos, ilustradas por grandes nomes da arte contemporânea.

O Fantasma da Ópera

Ópera de Paris, século XIX. Um fantasma habita os subterrâneos, assombra o teatro e dá orientações de encenação aos diretores. Poderia ser uma comédia, se o amor por Christine não o transformasse numa sombra cadavérica que o leva a cometer os mais horrendos atos.

 

 

De seguida, temos O Olhar Mais Azul, de Toni Morrison, que foi publicado pela Editorial Presença a 15 de março.

O romance de estreia de Toni Morrison, agora publicado pela primeira vez em Portugal, leva-nos até ao Ohio da década de 1940, mas é, ampla e surpreendentemente, mais atual do que nunca.

Pequena, pobre, desprezada e negra - aliás, a que tem a pele mais escura de toda a escola -, assim é Pecola. Todas as noites, Pecola reza para ter apenas uma coisa: olhos azuis, como as raparigas brancas privilegiadas, como as bonecas de brincar, como as atrizes dos filmes.

O sonho de Pecola, que cresce no Ohio dos anos 1940, não encontra espaço para se realizar, e o olhar que o mundo tem sobre ela e que Pecola tem sobre o mundo está longe de poder mudar. Porém, o desejo da primeira protagonista de Toni Morrison é o corolário de algo mais fundo, visceral, maior.

No seu livro de estreia, a vencedora do Prémio Nobel da Literatura parte da história de Pecola para explorar temas como o conceito de beleza imposto, a voz truncada das mulheres, a ascensão social viciada ou a infância demasiado cedo perdida. com a elegância e a subtileza a que nos habituou, Toni Morrison assina um romance em que a voz de uma criança negra ecoa, poderosa e inalterada, no século XXI.

 

 

A Manuscrito Editora, no mesmo dia, lançou Crónicas de Enigma: Os Inúteis, de Maria Francesca Macedo. 

Este livro é uma armadilha.
Podes dar por ti a desvendar códigos,
A descobrir segredos e a resolver enigmas.
Se gostas de desafios e não resistes
A uma boa aventura, este livro é para ti.

Um dia, Arthur construiu um baloiço com madeira. Numa terra distante, Alice atreveu-se a dar asas à imaginação e inventou uma história. Num universo controlado por uma Ordem que proíbe o pensamento e a criatividade, e onde não há espaço para sonhos ou perguntas, isto é imperdoável. Agora, só há uma coisa a fazer: fugir.

Numa aventura que vai fazer Arthur e Alice questionarem as regras que foram obrigados a seguir toda a vida, os seus caminhos acabam por cruzar-se. Enquanto procuram a sobrevivência, os dois jovens encontram misteriosas mensagens com símbolos estranhos que vão tentar desvendar, na esperança de que nelas esteja a resposta para a liberdade. Mas não vai ser fácil, sobretudo com a patrulha implacável que está atrás deles.

Conseguirão eles decifrar os enigmas escondidos nas mensagens a tempo de escaparem à captura? Haverá mais vida além daquela que conhecem? Para chegarem a estas respostas, eles contam contigo: vais ter de os ajudar a descodificar os símbolos que encontras ao longo deste primeiro volume das Crónicas de Enigma. Não há tempo a perder. Pega num papel e caneta e começa a tomar notas. O Arthur e a Alice precisam de ti!

 

 

A seguir, temos Mar Alto, de Caleb Azumah Nelson. 

Dois jovens conhecem-se num bar, em Londres. Ambos são afrodescendentes britânicos, ambos receberam bolsas de estudo para escolas particulares às quais tentam pertencer. E ambos são agora artistas — ele, fotógrafo; ela, dançarina. Querem deixar as suas marcas num mundo que, à vez, tanto parece celebrá-los como rejeitá-los.

Apaixonam-se, de forma terna e cautelosa, contudo cedo começam a sentir que, mesmo parecendo destinados a ficar juntos, podem ser separados pelo medo e pela violência, perturbados por forças muito para lá daquelas que podem controlar.

Mar Alto é uma dolorosamente bela história de amor, uma visão poderosa sobre conceitos de raça e género. Com uma deslumbrante intensidade e tremenda inteligência emocional, Caleb Azumah Nelson oferece um relato profundamente sensível do amor e de tudo o que o alimenta.

 

Foi publicado pela Infinito Particular a 16 de março.

 

 

 

E, finalmente, temos uma antologia romântica de Ali Hazelwood. Em Odeio Amar-teAli Hazelwood está de volta com uma entusiasmante coleção de três histórias STEMinistas protagonizadas por engenheiras... e os seus ódios de estimação.

Mara, Sadie e Hannah são, em primeiro lugar, amigas. Mas são também cientistas. Ainda que os seus campos de estudo possam conduzi-las a diferentes lugares, as três concordam com uma verdade universal: quando se trata de amor e ciência, os opostos atraem-se e os rivais deixam-te em chamas...

Debaixo do mesmo teto
Mara, uma engenheira ambiental, vê-se forçada a partilhar uma casa com um colega infernal (um detestável advogado, mas bastante atraente...), e descobre que cientistas nunca deveriam ser obrigados a fazer partilhas que desequilibrem os ecossistemas. Sobretudo se a companhia tem o irritante hábito de mexer na temperatura da casa ou de petiscar comida que não lhe pertence.

Presa a ti
Sadie sabe perfeitamente que as engenheiras civis devem, entre outras coisas, construir pontes. Como uma mulher das STEM, também sabe que as variáveis podem mudar bastante. Quando fica presa durante horas num elevador com um homem que já lhe partiu o coração, talvez se sinta no direito de mandar uma ponte abaixo.

Abaixo de zero
Hannah, uma engenheira aeroespacial da NASA, está ferida e presa numa remota estação científica no Ártico. Mas a única pessoa que parece disponível para ir salvá-la é Ian, o seu rival de sempre, o homem que tentou arruinar-lhe a carreira. Por que razão lhe parece a presença dele tão perigosa quanto a tempestade que se aproxima?

 

 

 

Termino, assim, a publicação de hoje. O que acham das novidades de março?